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Trump e Netanyahu pressionam Irã por acordo nuclear em reunião nos EUA

Premiê israelense pede garantias de segurança; presidente norte-americano ameaça “medidas severas” caso negociação fracasse

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quarta-feira (11) o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. O principal tema do encontro foi o programa nuclear do Irã e a possibilidade de um novo acordo para limitar o enriquecimento de urânio no país.

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Antes da reunião, Netanyahu assinou a entrada oficial de Israel no chamado “Conselho de Paz”, grupo criado por Trump e presidido, por tempo indeterminado, pelos Estados Unidos.

Durante o encontro, Trump pressionou o regime iraniano a fechar um acordo que encerre definitivamente o programa nuclear. Teerã afirma que o enriquecimento de urânio tem fins científicos, mas a tecnologia pode ser usada para a produção de armas nucleares. O Irã concordou em negociar, desde que haja alívio nas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.

O que Israel quer incluir no acordo?

Israel defende que qualquer tratado também inclua a proibição de mísseis balísticos e de longo alcance. O governo iraniano rejeita essa exigência, alegando que o armamento é necessário para a própria defesa.

Em Washington, Netanyahu pediu garantias de segurança. O presidente norte-americano classificou a conversa como “muito boa”, mas afirmou que nenhum acordo foi definido até o momento.

Trump voltou a ameaçar ações mais duras caso as negociações fracassem. No dia anterior, o presidente afirmou que, se não houver acordo, os Estados Unidos poderão tomar “medidas severas”.

Segundo a imprensa americana, Washington avalia reforçar a presença militar no Oriente Médio, inclusive com o envio de um segundo porta-aviões para a região.

Imagens de satélite também indicam que os Estados Unidos posicionaram mísseis na base militar que mantém no Catar, a cerca de 300 quilômetros do Irã.

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