Luciana Gimenez nega ligação com Epstein e esclarece questão de extratos bancários: 'Tenho nojo desse cidadão'
Apresentadora afirmou que poderá acionar a Justiça caso conteúdos com acusações falsas envolvendo seu nome não sejam retirados do ar

Sofia Pilagallo
A apresentadora Luciana Gimenez se manifestou, nesta quarta-feira (11), após seu nome ter aparecido em extratos bancários nos chamados "Arquivos de Epstein", compilado de quase 3,5 milhões de páginas que detalham as atividades do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Em vídeo de mais de 11 minutos de duração, ela nega qualquer ligação com o caso, esclarece a questão envolvendo os documentos bancários e afirma que poderá acionar a Justiça caso conteúdos com acusações falsas envolvendo seu nome não sejam retirados do ar.
"Tenho 25 anos de televisão. Todo mundo me conhece, sabe da minha vida, da minha dedicação aos meus filhos. Dito disso, eu tenho repúdio, nojo, desse cidadão que se chama Jeffrey Epstein. É um cara repugnante, que mantinha as pessoas em cárcere privado e outras coisas que a gente nem sabe. Uma coisa horrorosa", começa Luciana.
"Meu nome está envolvido com este cidadão de quinta categoria, esse lixo da humanidade. Então venho por meio disso explicar para vocês que são assuntos que devem ser tratados com muita seriedade e tem sido totalmente errado o que [as pessoas] vêm falando", acrescenta.
Após essa fala inicial, Luciana começa a explicar a questão dos extratos bancários. Ela afirma que os documentos são associados ao banco alemão Deutche Bank Trust Company Americas, instituição em que mantinha conta quando morava em Nova York, e se tornaram públicos depois de uma solicitação da Justiça dos Estados Unidos.
Segundo Luciana, depois de dias tentando contato com um representante do banco em Nova York, um funcionário da instituição esclareceu que a Justiça dos EUA teria pedido registros de movimentações financeiras realizadas em dias específicos, sem citar nomes de clientes. Com isso, todas as pessoas que tinham conta no banco e efetuaram transações nessas datas tiveram seus nomes incluídos nos documentos divulgados pelas autoridades.
"Esses documentos são referentes a todas as movimentações das pessoas que tinham conta neste dia, neste banco, em 2019 – eu inclusive. Não é que são contas do Jeffrey Epstein. Eu acredito que devam ter também contas de pessoas suspeitas, mas esses documentos são de todas as pessoas que fizeram transações aleatórias neste banco, neste dia, em Nova York, entenderam?", explicou.
Luciana comentou também a menção ao valor de US$ 12 milhões que aparece próximo ao seu nome em um dos extratos, datado de 19 de fevereiro de 2019. Ela afirma que não foi ela quem movimentou o montante e que seu nome aparece erroneamente naquela página específica, uma vez que a transação associada a ela de fato consta na página anterior, no valor de US$ 22,09.
No vídeo, Luciana mostrou ainda um e-mail do Deutsche Bank, no qual o banco confirma que todas as transferências registradas em seu nome partiram de sua conta de investimentos para sua conta pessoal. O documento cita outras operações: duas delas, em outubro de 2018, nos valores de US$ 254,16 e US$ 4.812,45; e uma terceira, em novembro do mesmo ano, no valor de US$ 0,26.
Ao final do pronunciamento, Luciana falou sobre os impactos pessoais da divulgação de informações falsas e revelou que seu filho "foi dormir chorando" após ter sido alvo de bullying no colégio com a repercussão do caso. Ela afirmou que dará a oportunidade para que conteúdos falsos sejam retirados do ar e garantiu que recorrerá à Justiça caso isso não ocorra.









