Brasil

Universidades restringem uso de celular em sala e debate sobre foco ganha força

Instituições testam limites ao uso de smartphones durante as aulas; especialistas apontam impacto na atenção e na aprendizagem

A proibição do uso de celular em sala de aula, adotada há mais de um ano para alunos da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio, começa a ganhar espaço também nas universidades brasileiras.

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A medida, que já apresenta resultados positivos nos níveis anteriores, agora inspira instituições de ensino superior a restringirem o uso de smartphones durante as aulas presenciais.

Em uma universidade da capital paulista, a regra começou a valer há duas semanas. A proposta é reduzir estímulos eletrônicos e aumentar o foco dos alunos.

“Esse período que a gente tem testado essa ausência dos estímulos eletrônicos tem trazido mais foco. Eles têm ficado mais atentos, perguntam mais e notam detalhes que muitas vezes passariam despercebidos. Tem um efeito muito positivo na aprendizagem”, afirma Juliana Inhasz, professora de Economia.

O celular realmente prejudica o aprendizado?

Mesmo sobre a mesa e longe das mãos, o aparelho pode distrair. Notificações, mensagens e redes sociais competem com o conteúdo da aula.

Estudos apontam que o uso constante do celular pode comprometer a capacidade de aprofundar o conhecimento e absorver informações, além de enfraquecer habilidades como memória e leitura crítica.

“Para adquirir conhecimento, o estudante precisa de atenção, foco e empenho. Quando ele não se atém à leitura e ao aprofundamento, o aprendizado fica superficial”, explica a neuropsicopedagoga Elaine Carneiro.

Alguns especialistas em desenvolvimento cognitivo afirmam que esta seria a primeira geração com quociente de inteligência inferior ao dos pais. No entanto, Elaine Carneiro pondera:

“Não significa que o QI mudou. A forma como eles estão aprendendo é diferente. Hoje temos uma atenção mais fragmentada por causa do celular.”

Segundo ela, o risco está na superficialidade do aprendizado, que pode dificultar inserção profissional, engajamento social e interpretação crítica de textos.

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