Universidades restringem uso de celular em sala e debate sobre foco ganha força
Instituições testam limites ao uso de smartphones durante as aulas; especialistas apontam impacto na atenção e na aprendizagem
Flavia Travassos
12/02/2026, 01:06 • Atualizado em 12/02/2026, 01:06
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A proibição do uso de celular em sala de aula, adotada há mais de um ano para alunos da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio, começa a ganhar espaço também nas universidades brasileiras.
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A medida, que já apresenta resultados positivos nos níveis anteriores, agora inspira instituições de ensino superior a restringirem o uso de smartphones durante as aulas presenciais.
Em uma universidade da capital paulista, a regra começou a valer há duas semanas. A proposta é reduzir estímulos eletrônicos e aumentar o foco dos alunos.
“Esse período que a gente tem testado essa ausência dos estímulos eletrônicos tem trazido mais foco. Eles têm ficado mais atentos, perguntam mais e notam detalhes que muitas vezes passariam despercebidos. Tem um efeito muito positivo na aprendizagem”, afirma Juliana Inhasz, professora de Economia.
O celular realmente prejudica o aprendizado?
Mesmo sobre a mesa e longe das mãos, o aparelho pode distrair. Notificações, mensagens e redes sociais competem com o conteúdo da aula.
Estudos apontam que o uso constante do celular pode comprometer a capacidade de aprofundar o conhecimento e absorver informações, além de enfraquecer habilidades como memória e leitura crítica.
“Para adquirir conhecimento, o estudante precisa de atenção, foco e empenho. Quando ele não se atém à leitura e ao aprofundamento, o aprendizado fica superficial”, explica a neuropsicopedagoga Elaine Carneiro.
Alguns especialistas em desenvolvimento cognitivo afirmam que esta seria a primeira geração com quociente de inteligência inferior ao dos pais. No entanto, Elaine Carneiro pondera:
“Não significa que o QI mudou. A forma como eles estão aprendendo é diferente. Hoje temos uma atenção mais fragmentada por causa do celular.”
Segundo ela, o risco está na superficialidade do aprendizado, que pode dificultar inserção profissional, engajamento social e interpretação crítica de textos.
Universidades restringem uso de celular em sala e debate sobre foco ganha forçaInstituições testam limites ao uso de smartphones durante as aulas; especialistas apontam impacto na atenção e na aprendizagemBrasil2026-02-12T01:06:21.549ZA adotada há mais de um ano para alunos da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio, começa a ganhar espaço também nas universidades brasileiras. A medida, que já apresenta resultados positivos nos níveis anteriores, agora inspira instituições de ensino superior a restringirem o uso de smartphones durante as aulas presenciais. + Em uma universidade da capital paulista, a regra começou a valer há duas semanas. A proposta é reduzir estímulos eletrônicos e aumentar o foco dos alunos. “Esse período que a gente tem testado essa ausência dos estímulos eletrônicos tem trazido mais foco. Eles têm ficado mais atentos, perguntam mais e notam detalhes que muitas vezes passariam despercebidos. Tem um efeito muito positivo na aprendizagem”, afirma Juliana Inhasz, professora de Economia. O celular realmente prejudica o aprendizado? Mesmo sobre a mesa e longe das mãos, o aparelho pode distrair. Notificações, mensagens e redes sociais competem com o conteúdo da aula. Estudos apontam que o uso constante do celular pode comprometer a capacidade de aprofundar o conhecimento e absorver informações, além de enfraquecer habilidades como memória e leitura crítica. + “Para adquirir conhecimento, o estudante precisa de atenção, foco e empenho. Quando ele não se atém à leitura e ao aprofundamento, o aprendizado fica superficial”, explica a neuropsicopedagoga Elaine Carneiro. Alguns especialistas em desenvolvimento cognitivo afirmam que esta seria a primeira geração com quociente de inteligência inferior ao dos pais. No entanto, Elaine Carneiro pondera: “Não significa que o QI mudou. A forma como eles estão aprendendo é diferente. Hoje temos uma atenção mais fragmentada por causa do celular.” Segundo ela, o risco está na superficialidade do aprendizado, que pode dificultar inserção profissional, engajamento social e interpretação crítica de textos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/universidades-restringem-uso-de-celular-em-sala-e-debate-sobre-foco-ganha-forca
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