Inadimplência quebra recorde histórico pelo terceiro mês consecutivo
Levantamento da CNC apontou que 30,5% dos consumidores brasileiros estão com contas em atraso
Camila Stucaluc
Simulação de cálculo de contas | Joédson Alves/Agência Brasil
O número de brasileiros que deixam de pagar as dívidas no prazo voltou a subir em outubro. É o que mostra a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que contabilizou 30,5% de inadimplentes no mês – maior patamar desde 2010, início da série histórica da pesquisa.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Em relação ao endividamento, o percentual também aumentou, chegando a 79,5% das famílias em outubro. Com isso, os consumidores acabaram aumentando o tempo de suas dívidas atrasadas: 49,0% estão inadimplentes por mais de 90 dias, maior nível desde dezembro de 2024 (49,2%).
Mesmo com o maior parcelamento do endividamento, o percentual dos consumidores que têm mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas aumentou pelo segundo mês, de 18,8% para 19,1%. A maior parte das famílias (56,3%), contudo, segue com 11% e 50% da renda comprometida.
Segundo os dados, o cartão de crédito segue como o principal meio de endividamento dos brasileiros (mais de 80%). Em seguida, aparecem os carnês, o crédito pessoal, o financiamento de casa, o financiamento de carro e o crédito consignado.
Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o avanço da inadimplência sinaliza que o atual nível de endividamento começa a ultrapassar o limite da capacidade de pagamento das famílias. “É um alerta para a necessidade de ajustes, principalmente na área fiscal, para que os resultados de 2025 não se repitam ou se agravem ainda mais em 2026”, aponta.
Desafios para o trimestre mais promissor
Com a chegada das promoções de novembro, que culminarão na sexta-feira (28), apelidada de Black Friday, o comércio tende a reagir. Já no último mês do ano, as celebrações vinculadas à tradição de presentear, em especial o Natal, devem impulsionar as vendas em diversos setores.
“Nem mesmo o bom momento do mercado de trabalho tem sido suficiente para conter o avanço na inadimplência, tamanho o patamar atual dos juros. Nesse cenário, o comércio já sente desaceleração das vendas, uma vez que as famílias se veem obrigadas a promover ajustes no orçamento para se adaptar a essa realidade”, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.
Inadimplência quebra recorde histórico pelo terceiro mês consecutivoLevantamento da CNC apontou que 30,5% dos consumidores brasileiros estão com contas em atrasoEconomia2025-11-05T04:58:00.000ZO número de brasileiros que deixam de pagar as dívidas no prazo voltou a subir em outubro. É o que mostra a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que contabilizou 30,5% de inadimplentes no mês – maior patamar desde 2010, início da série histórica da pesquisa. Em relação ao endividamento, o percentual também aumentou, chegando a 79,5% das famílias em outubro. Com isso, os consumidores acabaram aumentando o tempo de suas dívidas atrasadas: 49,0% estão inadimplentes por mais de 90 dias, maior nível desde dezembro de 2024 (49,2%). Mesmo com o maior parcelamento do endividamento, o percentual dos consumidores que têm mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas aumentou pelo segundo mês, de 18,8% para 19,1%. A maior parte das famílias (56,3%), contudo, segue com 11% e 50% da renda comprometida. Segundo os dados, o cartão de crédito segue como o principal meio de endividamento dos brasileiros (mais de 80%). Em seguida, aparecem os carnês, o crédito pessoal, o financiamento de casa, o financiamento de carro e o crédito consignado. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o avanço da inadimplência sinaliza que o atual nível de endividamento começa a ultrapassar o limite da capacidade de pagamento das famílias. “É um alerta para a necessidade de ajustes, principalmente na área fiscal, para que os resultados de 2025 não se repitam ou se agravem ainda mais em 2026”, aponta. Desafios para o trimestre mais promissor Com a chegada das promoções de novembro, que culminarão na sexta-feira (28), apelidada de Black Friday, o comércio tende a reagir. Já no último mês do ano, as celebrações vinculadas à tradição de presentear, em especial o Natal, devem impulsionar as vendas em diversos setores. “Nem mesmo o bom momento do mercado de trabalho tem sido suficiente para conter o avanço na inadimplência, tamanho o patamar atual dos juros. Nesse cenário, o comércio já sente desaceleração das vendas, uma vez que as famílias se veem obrigadas a promover ajustes no orçamento para se adaptar a essa realidade”, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/inadimplencia-quebra-recorde-historico-pelo-terceiro-mes-consecutivo
Chanceler das Filipinas se reúne com Lula e Mauro Vieira
Em visita oficial ao Brasil, Maria Theresa Lazaro, presidente da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), também se encontrou com empresários de SP
Comissão do Senado aprova novo piso para médicos e dentistas
Decisão é derrota para equipe econômica de Lula (PT); senadores aceitaram transição de três anos, mas rejeitaram emendas para reduzir o impacto da medida