Ibovespa se aproxima dos 200 mil pontos e bate 18° recorde no ano; dólar segue em queda
Moeda norte-americana caiu pela quinta sessão consecutiva frente ao real, a R$ 4,993, renovando o menor nível em mais de dois anos


Exame.com
O Ibovespa registrou nesta terça-feira (14) seu 18º recorde nominal no ano e o quinto consecutivo. O principal índice acionário acompanhou o otimismo dos mercados globais e terminou em alta, renovando os recordes de fechamento e máxima intradiária, e se aproximando da marca simbólica de 200 mil pontos.
O índice encerrou o pregão com ganho de 0,33%, aos 198.657,33 pontos, após atingir 199.354,81 pontos na máxima do dia, a maior de sua história. Com isso, a alta acumulada nas últimas cinco sessões chega a quase 10.400 pontos. O volume financeiro seguiu elevado, em R$ 32,6 bilhões.
Também nesta terça, o Ibovespa um marco histórico ao superar o recorde ajustado pela inflação de 198.950,90 pontos, patamar que não era alcançado desde 2008.
Com isso, o mercado acionário brasileiro encerra um hiato de quase duas décadas e consolida a recuperação real, descontada a inflação, de seu principal índice, de acordo com cálculos da consultoria Elos Ayta.
Entre os destaques de alta, Vale (VALE3) +1,08% avançou mesmo com o minério de ferro estável. Os bancos também tiveram desempenho positivo: Banco do Brasil (BBAS3) +2,55%, Itaú (ITUB4) +1,53%, Bradesco (BBDC4) +0,92% e Santander (SANB11) +0,12%. Na contramão, BTG Pactual (BPAC11) -0,86% recuou.
As maiores quedas ficaram concentradas em empresas ligadas ao petróleo, refletindo a baixa da commodity: Petrobras (PETR3) -4,44% e (PETR4) -3,82%, além de Prio (PRIO3) e Vibra (VBBR3). Braskem (BRKM5) também caiu -2,58%.
Do lado positivo, papéis sensíveis ao ciclo doméstico e à política monetária se destacaram: Cogna (COGN3) +4,79%, Localiza (RENT4) +4,67% e (RENT3) +4,47%, além de Direcional (DIRR3) e Rumo (RAIL3).
No câmbio, o dólar caiu pela quinta sessão consecutiva frente ao real, ainda que próximo da estabilidade. A moeda americana recuou 0,07%, a R$ 4,993, renovando o menor nível em mais de dois anos e se aproximando do fechamento de 27 de março de 2024 (R$ 4,9866).
“O Ibovespa segue o otimismo externo, com as bolsas globais reagindo positivamente às perspectivas de novos encontros diplomáticos para negociações entre Irã e Estados Unidos”, diz Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos.
“Esse movimento derruba o preço do petróleo, suaviza curvas de juros, enfraquece o dólar globalmente e favorece ativos de risco, com destaque para o mercado brasileiro, que tem se beneficiado do fluxo externo.”









