Weverton Rocha diz que não pode responder por atos de ex-assessores no caso INSS
Senador afirma que cada investigado deve responder “no CPF” e nega vínculo com irregularidades apuradas


Caio Barcellos
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou nesta terça-feira (14) que não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades cometidas por ex-assessores no âmbito das investigações sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em entrevista ao SBT News, o parlamentar disse que eventuais crimes devem ser apurados individualmente.
“Você não pode imputar a um terceiro qualquer ação de uma pessoa. Se um ex-assessor cometeu algum ato, ele precisa responder no CPF dele. Não posso aqui, todos que passaram pelo meu gabinete ou pela minha vida partidária, ser eu responsabilizado”, declarou.
A fala ocorre após investigações da Polícia Federal (PF) apontarem que assessores ligados ao senador teriam recebido recursos de um operador conhecido como "careca do INSS". A corporação chegou a pedir a prisão de Weverton, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram contra por falta de elementos.
Na entrevista, o senador negou qualquer ligação com as suspeitas e afirmou que não há provas que o vinculem às irregularidades. “Nunca se apresentou nada de concreto que viesse vincular o meu CPF a qualquer tipo de irregularidade”, disse.
Weverton também afirmou que não tem relação com entidades investigadas nem atuação dentro do INSS e criticou a condução política de investigações no Congresso.
“Nunca entrei em uma sala em um órgão do INSS aqui em Brasília, não sei nem onde fica [...] tanto que passou aí essa CPMI com toda essa vontade política do relator [deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL)]de tentar chegar próximo do governo e dos líderes próximos do presidente Lula, que de forma até irresponsável ele várias vezes atacou, falou, acusou de forma leviana e nós todo o tempo nos mantivemos serenos, sem passar nenhum tipo de recibo, porque eu sabia que ali ele estava simplesmente fazendo um papel para o público dele, querendo se eleger à custa de acusar e de querer ser o paladino da moralidade”, afirmou ao SBT News.
Segundo ele, prestou esclarecimentos ao Ministério Público e ao STF e aguarda o avanço das apurações.









