Ministério também diminui estimativa para 2027, de 2,5% para 2,3%, e projeta desaceleração da economia no terceiro trimestre deste ano
Caio Barcellos
Ministério da Fazenda reduz previsão do PIB em 2026 | Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2026 e de 2,5% para 2,3% a estimativa para 2027, diante da desaceleração dos serviços e da indústria e dos efeitos dos juros elevados sobre o consumo e os investimentos.
As revisões constam do Boletim Macrofiscal de setembro, divulgado nesta terça-feira (22), que também prevê uma perda de ritmo da atividade econômica no terceiro trimestre deste ano.
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Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE), a principal revisão ocorreu no setor de serviços, cuja previsão de crescimento em 2026 caiu de 2,4% para 1,8%, enquanto a estimativa para a indústria passou de 2,1% para 1,7%.
O ministério atribui a revisão principalmente ao desempenho mais fraco da economia no primeiro semestre e qos efeitos dos juros elevados sobre a demanda doméstica, que encarecem os financiamentos e restringem o consumo das famílias e os investimentos das empresas.
Em sentido contrário, a projeção para a agropecuária subiu de 1,8% para 2,8%, compensando parcialmente o desempenho mais fraco dos demais setores.
A Fazenda também destaca que o comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas atingiu o maior patamar da série histórica, o que dificulta a transformação do crescimento dos rendimentos dos trabalhadores em aumento efetivo do consumo.
O boletim projeta crescimento de apenas 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2026, ante 0,4% no segundo trimestre, considerando a série com ajuste sazonal recalculada pela própria SPE.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, a previsão é de expansão de 1,8% entre julho e setembro, abaixo dos 2% registrados no segundo trimestre, com a desaceleração concentrada principalmente na agropecuária.
O setor deve apresentar retração de 0,7% em relação ao trimestre anterior, após o encerramento da colheita da soja, enquanto a indústria e os serviços devem crescer 0,6% e 0,4%, respectivamente.
Apesar da desaceleração, o ministério prevê uma recuperação parcial no último trimestre do ano, quando o PIB deve apresentar crescimento de 2,1% na comparação anual, à medida que os efeitos da redução da taxa básica de juros,a Selic, iniciada em março alcancem gradualmente a indústria de transformação, a construção e os serviços.
A revisão da projeção para 2027 também incorpora uma redução mais gradual dos juros do que a considerada anteriormente, o que deve retardar a recuperação do crédito, do consumo e dos investimentos.
Na atualização dos parâmetros econômicos, a Fazenda elevou de 14,16% para 14,22% a estimativa da Selic acumulada em 2026 e de 12,53% para 12,67% a previsão para 2027, mantendo a expectativa de câmbio médio de R$ 5,16 por dólar neste ano.
Para o período entre 2028 e 2030, o ministério manteve a previsão de crescimento da economia em torno de 2,6% ao ano, com uma recuperação sustentada pela redução gradual dos juros e pela expansão da indústria extrativa, especialmente da produção de petróleo e gás natural.
Fazenda reduz previsão do PIB para 2% em 2026Ministério também diminui estimativa para 2027, de 2,5% para 2,3%, e projeta desaceleração da economia no terceiro trimestre deste anoEconomia2026-09-22T17:30:00.000ZO Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2026 e de 2,5% para 2,3% a estimativa para 2027, diante da desaceleração dos serviços e da indústria e dos efeitos dos juros elevados sobre o consumo e os investimentos. As revisões constam do Boletim Macrofiscal de setembro, divulgado nesta terça-feira (22), que também prevê uma perda de ritmo da atividade econômica no terceiro trimestre deste ano. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE), a principal revisão ocorreu no setor de serviços, cuja previsão de crescimento em 2026 caiu de 2,4% para 1,8%, enquanto a estimativa para a passou de 2,1% para 1,7%. O ministério atribui a revisão principalmente ao desempenho mais fraco da economia no primeiro semestre e qos efeitos dos , que encarecem os financiamentos e restringem o consumo das famílias e os investimentos das empresas. Em sentido contrário, a projeção para a agropecuária subiu de 1,8% para 2,8%, compensando parcialmente o desempenho mais fraco dos demais setores. A Fazenda também destaca que o comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas atingiu o maior patamar da série histórica, o que dificulta a transformação do crescimento dos rendimentos dos trabalhadores em aumento efetivo do consumo. + Economia deve desacelerar no terceiro trimestre O boletim projeta crescimento de apenas 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2026, ante 0,4% no segundo trimestre, considerando a série com ajuste sazonal recalculada pela própria SPE. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a previsão é de expansão de 1,8% entre julho e setembro, abaixo dos 2% registrados no segundo trimestre, com a desaceleração concentrada principalmente na agropecuária. O setor deve apresentar retração de 0,7% em relação ao trimestre anterior, após o encerramento da colheita da soja, enquanto a indústria e os serviços devem crescer 0,6% e 0,4%, respectivamente. Apesar da desaceleração, o ministério prevê uma recuperação parcial no último trimestre do ano, quando o PIB deve apresentar crescimento de 2,1% na comparação anual, à medida que os efeitos da redução da taxa básica de juros,a Selic, iniciada em março alcancem gradualmente a indústria de transformação, a construção e os serviços. + Juros elevados limitam recuperação em 2027 A revisão da projeção para 2027 também incorpora uma redução mais gradual dos juros do que a considerada anteriormente, o que deve retardar a recuperação do crédito, do consumo e dos investimentos. Na atualização dos parâmetros econômicos, a Fazenda elevou de 14,16% para 14,22% a estimativa da Selic acumulada em 2026 e de 12,53% para 12,67% a previsão para 2027, mantendo a expectativa de câmbio médio de R$ 5,16 por dólar neste ano. Para o período entre 2028 e 2030, o ministério manteve a previsão de crescimento da economia em torno de 2,6% ao ano, com uma recuperação sustentada pela redução gradual dos juros e pela expansão da indústria extrativa, especialmente da produção de petróleo e gás natural. + +
São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/fazenda-reduz-previsao-do-pib-para-2-em-2026
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