Arrecadação federal bate recorde em 32 anos e soma R$2,1 tri
Receitas cresceram 7,12% acima da inflação até agosto, impulsionadas pelo setor de petróleo e por recolhimentos extraordinários
Caio Barcellos
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 10.07.2026
A arrecadação federal atingiu R$ 2,11 trilhões entre janeiro e agosto de 2026, o maior valor registrado para os oito primeiros meses do ano desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. O resultado representa um crescimento real (já descontada a inflação) de 7,12% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22).
Somente em agosto, a arrecadação chegou a R$ 235,6 bilhões, o maior valor para o mês em toda a série histórica, com alta de 8,25% acima da inflação em relação ao mesmo período do ano passado.
Apesar disso, a arrecadação de agosto representa uma retração de 18,33% em termos reais na comparação com julho, passando de R$ 289,3 bilhões para R$ 235,6 bilhões, desempenho atribuído pelo Fisco principalmente a fatores sazonais, como o recolhimento de tributos sobre o lucro das empresas no mês anterior.
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Do total arrecadado em agosto, R$ 227,9 bilhões correspondem a tributos administrados diretamente pela Receita Federal, enquanto outros R$ 7,7 bilhões vieram de receitas recolhidas por outros órgãos públicos. Os valores representam aumentos reais de 8,24% e 8,75%, respectivamente, em comparação com agosto de 2025.
Petróleo impulsiona arrecadação
Parte desse crescimento, no entanto, está relacionada a uma mudança na classificação tributária de empresas, conforme esclareceu a Receita Federal, e não apenas ao aumento dos recolhimentos de companhias que já estavam enquadradas no setor.
Em agosto, as empresas de extração de petróleo e gás recolheram R$ 14,4 bilhões em tributos administrados pelo Fisco, contra R$ 871 milhões no mesmo mês do ano passado.
O desempenho também foi favorecido por R$ 20,9 bilhões em pagamentos extraordinários e alterações na legislação tributária no acumulado do ano, dos quais R$ 11 bilhões correspondem a recolhimentos atípicos de impostos sobre o lucro das empresas e R$ 9,9 bilhões ao imposto de exportação sobre petróleo bruto.
A cobrança sobre as exportações de petróleo, instituída temporariamente pelo governo em resposta aos efeitos da guerra no Oriente Médio, acrescentou R$ 1,94 bilhão à arrecadação somente em agosto.
Sem essa receita extraordinária, o crescimento real dos tributos administrados pela Receita teria sido de 7,31%, em vez dos 8,24% registrados.
Impostos sobre empresas e Previdência avançam
Além do petróleo, o crescimento da arrecadação foi sustentado pelo aumento dos recolhimentos sobre o lucro das empresas e das contribuições previdenciárias, que acompanham a evolução dos salários e do mercado de trabalho.
A arrecadação conjunta do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) chegou a R$ 34,1 bilhões em agosto, com crescimento real de 13,09% em relação ao mesmo mês de 2025.
As contribuições previdenciárias, por sua vez, somaram R$ 63 bilhões, aumento de 4,3% acima da inflação, resultado influenciado pelo crescimento real de 2,89% da massa salarial em julho, que corresponde ao total das remunerações recebidas pelos trabalhadores.
Arrecadação federal bate recorde em 32 anos e soma R$2,1 triReceitas cresceram 7,12% acima da inflação até agosto, impulsionadas pelo setor de petróleo e por recolhimentos extraordináriosEconomia2026-09-22T14:04:45.719ZA arrecadação federal atingiu R$ 2,11 trilhões entre janeiro e agosto de 2026, o maior valor registrado para os oito primeiros meses do ano desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. O resultado representa um crescimento real (já descontada a inflação) de 7,12% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22). Somente em agosto, a arrecadação chegou a R$ 235,6 bilhões, o maior valor para o mês em toda a série histórica, com alta de 8,25% acima da inflação em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, a arrecadação de agosto representa uma retração de 18,33% em termos reais na comparação com julho, passando de R$ 289,3 bilhões para R$ 235,6 bilhões, desempenho atribuído pelo Fisco principalmente a fatores sazonais, como o recolhimento de tributos sobre o lucro das empresas no mês anterior. Do total arrecadado em agosto, R$ 227,9 bilhões correspondem a tributos administrados diretamente pela Receita Federal, enquanto outros R$ 7,7 bilhões vieram de receitas recolhidas por outros órgãos públicos. Os valores representam aumentos reais de 8,24% e 8,75%, respectivamente, em comparação com agosto de 2025. Petróleo impulsiona arrecadação Parte desse crescimento, no entanto, está relacionada a uma mudança na classificação tributária de empresas, conforme esclareceu a Receita Federal, e não apenas ao aumento dos recolhimentos de companhias que já estavam enquadradas no setor. Em agosto, as empresas de extração de petróleo e gás recolheram R$ 14,4 bilhões em tributos administrados pelo Fisco, contra R$ 871 milhões no mesmo mês do ano passado. O desempenho também foi favorecido por R$ 20,9 bilhões em pagamentos extraordinários e alterações na legislação tributária no acumulado do ano, dos quais R$ 11 bilhões correspondem a recolhimentos atípicos de impostos sobre o lucro das empresas e R$ 9,9 bilhões ao imposto de exportação sobre petróleo bruto. A cobrança sobre as exportações de petróleo, instituída temporariamente pelo governo em resposta aos efeitos da guerra no Oriente Médio, acrescentou R$ 1,94 bilhão à arrecadação somente em agosto. Sem essa receita extraordinária, o crescimento real dos tributos administrados pela Receita teria sido de 7,31%, em vez dos 8,24% registrados. Impostos sobre empresas e Previdência avançam Além do petróleo, o crescimento da arrecadação foi sustentado pelo aumento dos recolhimentos sobre o lucro das empresas e das contribuições previdenciárias, que acompanham a evolução dos salários e do mercado de trabalho. A arrecadação conjunta do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) chegou a R$ 34,1 bilhões em agosto, com crescimento real de 13,09% em relação ao mesmo mês de 2025. As contribuições previdenciárias, por sua vez, somaram R$ 63 bilhões, aumento de 4,3% acima da inflação, resultado influenciado pelo crescimento real de 2,89% da massa salarial em julho, que corresponde ao total das remunerações recebidas pelos trabalhadores.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/arrecadacao-federal-bate-recorde-em-32-anos-e-soma-r-2-1-tri
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