Economia

Datafolha: 59% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria do que ter emprego convencional

Pesquisa mostra crescimento de quem acha melhor ganhar mais do que ter carteira assinada e queda dos que valorizam CLT mesmo com salário menor

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Felipe Moraes
21/06/2025, 13:32 • Atualizado em 21/06/2025, 13:42
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Pesquisa Datafolha mediu percepção de brasileiros sobre diferenças entre empreender e ter emprego tradicional | Freepik

Pesquisa Datafolha mediu percepção de brasileiros sobre diferenças entre empreender e ter emprego tradicional | Freepik

Pesquisa Datafolha indica que 59% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria, enquanto 39% têm mais inclinação para ter emprego convencional, vinculado a uma empresa.

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Desde 2022, o número de pessoas que acham melhor ganhar mais do que ser registrado subiu dez pontos percentuais (p.p.), de 21% para 31%. Já quem valoriza CLT mesmo com salário menor caiu os mesmos dez p.p., de 77% para 67%. Os que declaram não saber representam 2% tanto no levantamento de 2022 quanto no divulgado nessa sexta-feira (20).

Pesquisa Datafolha sobre esse assunto foi realizada de forma presencial nos dias 10 e 11 de junho, com 2.004 pessoas em 136 municípios. Em 2022, levantamento ouviu 2.026 pessoas em 126 municípios, entre 19 e 20 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

A pergunta sobre ser melhor ter emprego convencional, contratado por uma empresa, ou autônomo foi feita pela primeira vez na pesquisa de 2025.

Preferência por faixa etária, eleitores de Lula ou Bolsonaro: veja outros dados

Eleitores de PT ou PL e identificação com partidos políticos

Pesquisa Datafolha aponta que quem declara simpatia pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, é mais inclinado a trabalhar por conta própria: 66% preferem ser autônomos e 33% veem mais vantagens sendo contratado por empresas.

Já entre os que revelam identificação com PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as porcentagens chegam a 55% e 43%, respectivamente.

O recorte por eleitorado também mostra números semelhantes. Entre eleitores do PT, 73% acham melhor ter vínculo formal. Esse índice cai para 54% entre eleitores do PL.

No grupo de quem avalia o governo Lula como ótimo ou bom, percentual de quem considera importante ser CLT alcança 76%; índice cai para 71% para quem acha gestão regular e 57% na fatia de quem considera o mandato ruim ou péssimo.

Faixa etária

Segundo Datafolha, a preferência por trabalhar por conta própria é maior entre quem tem de 16 a 24 anos: nesse grupo, 68% acham melhor ser autônomo e 29% querem emprego convencional. Na faixa etária de brasileiros com mais de 60, índices são 50% e 45%, respectivamente.

Mais velhos, de fato, priorizam vínculo formal: 68% e 79% dos brasileiros consideram essa opção mais importante nos grupos de quem tem entre 45 e 59 anos e acima de 60, respectivamente.

Homens e mulheres

A pesquisa identificou que mulheres consideram mais importante trabalhar com carteira assinada, com 71% do total. Entre homens, percentual chega a 62%.

Escolaridade, renda, aposentados e servidores públicos, católicos e evangélicos

Pessoas que concluíram ensino fundamental são as que mais valorizam emprego CLT, com índice chegando a 75%. Percentual é menor entre trabalhadores com ensino médio (66%) e ensino superior (59%).

Quem ganha menos costuma dar preferência à carteira assinada. No grupo de pessoas que recebem até dois salários mínimos, o percentual de quem acha vínculo formal mais importante é de 72%. Na fatia de quem ganha mais de 10 salários mínimos, esse índice cai para 56%.

No recorte por ocupação, aposentados (80%) e funcionários públicos (72%) representam os grupos mais favoráveis a emprego com carteira assinada.

No detalhamento por religião, 71% dos católicos preferem trabalho CLT, contra 64% dos evangélicos.

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