Cresce pressão em Brasília para reverter aumento do IOF que encarece crédito para empresas
Após reunião com a Febraban, governo discute com Congresso alternativas para evitar alta do imposto que impacta o setor produtivo
S
SBT Brasil
Após se reunir com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se encontrar com os presidentes da Câmara e do Senado. Nos bastidores, integrantes do governo admitem estudar alternativas para revogar a elevação do imposto.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Os presidentes dos maiores bancos privados do Brasil apresentaram a Haddad os impactos negativos da alta do IOF. A Febraban levou ao governo propostas para compensar a perda de arrecadação sem precisar elevar o imposto.
"Nós trouxemos alternativas de fontes de receitas e de redução de despesas. Nós não iremos detalhar agora essas alternativas porque elas serão debatidas, detalhadas tecnicamente entre a Febraban e o Ministério da Fazenda", afirmou Isaac Sidney, presidente da Febraban.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o governo mantém diálogo aberto.
"A gente segue em diálogo para estudar, entender o que a gente tem de alternativa e poder tomar uma decisão no momento seguinte", destacou.
A reação do setor privado também chegou ao Congresso Nacional. Representantes da indústria, do comércio e do agronegócio pressionam parlamentares pela revogação do decreto que, segundo eles, aumenta o custo das empresas e reduz a competitividade do país.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o custo adicional para as empresas pode chegar a R$ 39 bilhões em 2026.
"O impacto direto é o aumento do custo de crédito. Ou seja, é o aumento da taxa de juros que as empresas pagam quando elas se financiam. Esse aumento de custo tira a competitividade das nossas empresas. Menos emprego, menos renda, menos produção na economia brasileira em benefício de produtos importados, que sequer têm impostos como o IOF na maioria dos países que competem conosco", explicou Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI.
Sérgio Lúcio de Andrade, empresário do setor de autopeças e veículos há 40 anos, detalha como a alta do IOF nos empréstimos afeta os negócios.
"O crédito no banco ficou extremamente alto. O cidadão já tem um juro que vai entre 3% até 4% em operações de crédito no banco. Com mais 3,5% de IOF, praticamente se torna inviável qualquer tipo de operação financeira no banco", afirmou.
Segundo o empresário, o aumento de custos para o consumidor será inevitável.
"Obviamente o empresário vai buscar alternativas para poder chegar no consumidor para que ele venha a comprar. Mas tanto ele está com dificuldade, como também o empresário tem dificuldade de não repassar esse custo, tendo em vista que a carga tributária já é muito pesada", concluiu.
Cresce pressão em Brasília para reverter aumento do IOF que encarece crédito para empresasApós reunião com a Febraban, governo discute com Congresso alternativas para evitar alta do imposto que impacta o setor produtivoEconomia2025-05-28T23:17:47.079ZApós se reunir com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se encontrar com os presidentes da Câmara e do Senado. Nos bastidores, integrantes do governo admitem estudar alternativas para revogar a elevação do imposto. Os presidentes dos maiores bancos privados do Brasil apresentaram a Haddad os impactos negativos da alta do IOF. A Febraban levou ao governo propostas para compensar a perda de arrecadação sem precisar elevar o imposto. "Nós trouxemos alternativas de fontes de receitas e de redução de despesas. Nós não iremos detalhar agora essas alternativas porque elas serão debatidas, detalhadas tecnicamente entre a Febraban e o Ministério da Fazenda", afirmou Isaac Sidney, presidente da Febraban. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o governo mantém diálogo aberto. "A gente segue em diálogo para estudar, entender o que a gente tem de alternativa e poder tomar uma decisão no momento seguinte", destacou. A reação do setor privado também chegou ao Congresso Nacional. Representantes da indústria, do comércio e do agronegócio pressionam parlamentares pela revogação do decreto que, segundo eles, aumenta o custo das empresas e reduz a competitividade do país. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o custo adicional para as empresas pode chegar a R$ 39 bilhões em 2026. "O impacto direto é o aumento do custo de crédito. Ou seja, é o aumento da taxa de juros que as empresas pagam quando elas se financiam. Esse aumento de custo tira a competitividade das nossas empresas. Menos emprego, menos renda, menos produção na economia brasileira em benefício de produtos importados, que sequer têm impostos como o IOF na maioria dos países que competem conosco", explicou Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI. Sérgio Lúcio de Andrade, empresário do setor de autopeças e veículos há 40 anos, detalha como a alta do IOF nos empréstimos afeta os negócios. "O crédito no banco ficou extremamente alto. O cidadão já tem um juro que vai entre 3% até 4% em operações de crédito no banco. Com mais 3,5% de IOF, praticamente se torna inviável qualquer tipo de operação financeira no banco", afirmou. Segundo o empresário, o aumento de custos para o consumidor será inevitável. "Obviamente o empresário vai buscar alternativas para poder chegar no consumidor para que ele venha a comprar. Mas tanto ele está com dificuldade, como também o empresário tem dificuldade de não repassar esse custo, tendo em vista que a carga tributária já é muito pesada", concluiu. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/cresce-pressao-em-brasilia-para-reverter-aumento-do-iof-que-encarece-credito-para-empresas
Ex-prefeito de Curitiba fecha aliança com aliado de Ratinho
Ex-prefeito de Curitiba desiste de disputar o governo e integra chapa do PSD, articulada por Ratinho Júnior para enfrentar Sergio Moro nas eleições de 2026