Helicópteros que bateram no Rio não tinham alerta de colisão
Especialista em segurança de voo afirma que visibilidade entre os pilotos no momento da aproximação deve ser investigada; acidente deixou 6 mortos
Emanuelle Menezes
Os dois helicópteros que se chocaram no ar no domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, não possuíam sistema de alerta de colisão, segundo o especialista em segurança de voo Roberto Peterka. Em entrevista ao News Manhã, nesta segunda-feira (15), ele afirmou que a ausência desse equipamento é comum em aeronaves de transporte privado.
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"Esses helicópteros não possuem um equipamento que é um alerta anticolisão, por serem helicópteros de transporte privado. Eles não podem fazer o transporte remunerado, ao contrário de um táxi aéreo, que tem os helicópteros mais adaptados", disse.
Segundo avaliação preliminar do especialista, as imagens divulgadas até o momento apontam que os helicópteros estavam em uma possível "rota de colisão". No entanto, Peterka ressaltou que ainda é cedo para determinar as causas do acidente que matou seis pessoas.
"O vídeo que foi publicado indica que eles estavam em rota de colisão", afirmou.
Um dos helicópteros que caiu no Recreio dos Bandeirantes (RJ) | Ângela Góes /CBMERJ
Segundo o especialista, uma das questões que deverão ser examinadas pelos investigadores é a visibilidade entre os pilotos no momento da aproximação. "É difícil explicar [a colisão], porque quem vinha do lado tinha plena visão desse outro helicóptero", afirmou.
A dinâmica exata do acidente, porém, ainda depende da análise técnica conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). As causas da colisão seguem sob investigação das autoridades aeronáuticas e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
O que será investigado
Para o especialista, a apuração deverá considerar fatores humanos, operacionais e técnicos. "São inúmeras as variáveis nesse momento a serem investigadas e elucidadas, visando a prevenção de novos acidentes", afirmou.
Entre os pontos que devem ser analisados estão o treinamento dos pilotos, as condições das aeronaves, a atuação do controle de tráfego aéreo e a interação dos tripulantes com o ambiente operacional.
Peterka explicou que a investigação aeronáutica tem como principal objetivo evitar novas tragédias, independentemente da eventual responsabilização criminal.
"Talvez a polícia não consiga a culpabilidade de alguém, mas para fins da prevenção você tem muitos fatores interligados: o controle de voo, o treinamento do piloto, como que ele costumava agir, a aeronave em si, quais eram os problemas que cada aeronave já estava apresentando", disse.
Helicópteros que bateram no Rio não tinham alerta de colisãoEspecialista em segurança de voo afirma que visibilidade entre os pilotos no momento da aproximação deve ser investigada; acidente deixou 6 mortosBrasil2026-06-15T14:16:36.662ZOs , no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, não possuíam sistema de alerta de colisão, segundo o especialista em segurança de voo Roberto Peterka. Em entrevista ao News Manhã, nesta segunda-feira (15), ele afirmou que a ausência desse equipamento é comum em aeronaves de transporte privado. "Esses helicópteros não possuem um equipamento que é um alerta anticolisão, por serem helicópteros de transporte privado. Eles não podem fazer o transporte remunerado, ao contrário de um táxi aéreo, que tem os helicópteros mais adaptados", disse. Segundo avaliação preliminar do especialista, as imagens divulgadas até o momento apontam que os helicópteros estavam em uma possível "rota de colisão". No entanto, Peterka ressaltou que ainda é cedo para determinar as causas do acidente que matou seis pessoas. "O vídeo que foi publicado indica que eles estavam em rota de colisão", afirmou. A colisão ocorreu na manhã de domingo e provocou a queda das duas aeronaves em uma área próxima à Avenida das Américas. Um dos helicópteros pegou fogo após o impacto. Entre as vítimas estão os pilotos e quatro passageiros, incluindo o . Segundo o especialista, uma das questões que deverão ser examinadas pelos investigadores é a visibilidade entre os pilotos no momento da aproximação. "É difícil explicar [a colisão], porque quem vinha do lado tinha plena visão desse outro helicóptero", afirmou. A dinâmica exata do acidente, porém, ainda depende da análise técnica conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). As causas da colisão seguem sob investigação das autoridades aeronáuticas e da Polícia Civil do Rio de Janeiro. O que será investigado Para o especialista, a apuração deverá considerar fatores humanos, operacionais e técnicos. "São inúmeras as variáveis nesse momento a serem investigadas e elucidadas, visando a prevenção de novos acidentes", afirmou. Entre os pontos que devem ser analisados estão o treinamento dos pilotos, as condições das aeronaves, a atuação do controle de tráfego aéreo e a interação dos tripulantes com o ambiente operacional. Peterka explicou que a investigação aeronáutica tem como principal objetivo evitar novas tragédias, independentemente da eventual responsabilização criminal. "Talvez a polícia não consiga a culpabilidade de alguém, mas para fins da prevenção você tem muitos fatores interligados: o controle de voo, o treinamento do piloto, como que ele costumava agir, a aeronave em si, quais eram os problemas que cada aeronave já estava apresentando", disse.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/helicopteros-que-bateram-no-rio-nao-tinham-alerta-de-colisao