Comprova

Gakiya diz que não encontrou elo entre alvo dos EUA e PCC

Ao SBT News, Lincoln Gakiya afirma que até o momento não possui evidências de ligação de Victor Shimada com facção e alerta para risco de sanções dos EUA

Avatar de Vicklin Moraes
Avatar de Raquel Landim
Avatar de Victoria Abel
Vicklin Moraes, Raquel Landim , Victoria Abel

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya afirmou que não há evidências, até o momento, de que Victor Henrique de Oliveira Shimada tenha ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A declaração foi dada nesta sexta-feira (3), em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News.

Shimada foi citado em alerta público do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na quarta-feira (1º), acusado de supostamente comandar esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. Por isso, passou a ser alvo de sanções do governo Donald Trump. Nesta sexta-feira (3), ele foi alvo de operação da Polícia Federal, mas não foi encontrado e é considerado foragido.

Segundo Gakiya, apesar das acusações feitas por autoridades norte-americanas, não há confirmação, nas investigações conduzidas no Brasil, de vínculo direto entre Shimada, outras pessoas citadas no caso e o PCC.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover
“O que ocorre é que nós não temos informação, pelo menos até agora, de que esse indivíduo ou outros apontados tenham ligação com o PCC”, afirmou o promotor.

Gakiya destacou, no entanto, que Shimada responde a processos por lavagem de dinheiro no Brasil. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, ele atuava com empresas de pagamento digital usadas para movimentar recursos de origem ilícita, incluindo operações envolvendo apostas online e influenciadores digitais.

O promotor também alertou para os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a classificação de pessoas e empresas como ligadas ao PCC pode gerar impactos econômicos no Brasil, mesmo sem comprovação local da conexão com a facção.

“As sanções têm caráter extraterritorial. Instituições financeiras e empresas que realizaram transações com esses indivíduos podem ser afetadas”, disse.

Para Gakiya, a medida pode atingir especialmente setores como o financeiro, de importação e exportação, devido à integração com o sistema financeiro norte-americano. Segundo ele, a falta de coordenação entre as autoridades dos dois países na divulgação das sanções pode ter prejudicado investigações em andamento no Brasil.

Como mostrou o SBT News, a PF avalia que o alerta dos EUA prejudicou apuração em curso sobre Shimada.

Últimas notícias