Gakiya diz que não encontrou elo entre alvo dos EUA e PCC
Ao SBT News, Lincoln Gakiya afirma que até o momento não possui evidências de ligação de Victor Shimada com facção e alerta para risco de sanções dos EUA
Vicklin Moraes, Raquel Landim , Victoria Abel
03/07/2026, 23:37 • Atualizado em 03/07/2026, 23:37
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O promotor de Justiça Lincoln Gakiya afirmou que não há evidências, até o momento, de que Victor Henrique de Oliveira Shimada tenha ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A declaração foi dada nesta sexta-feira (3), em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News.
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Shimada foi citado em alerta público do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na quarta-feira (1º), acusado de supostamente comandar esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. Por isso, passou a ser alvo de sanções do governo Donald Trump. Nesta sexta-feira (3), ele foi alvo de operação da Polícia Federal, mas não foi encontrado e é considerado foragido.
Segundo Gakiya, apesar das acusações feitas por autoridades norte-americanas, não há confirmação, nas investigações conduzidas no Brasil, de vínculo direto entre Shimada, outras pessoas citadas no caso e o PCC.
“O que ocorre é que nós não temos informação, pelo menos até agora, de que esse indivíduo ou outros apontados tenham ligação com o PCC”, afirmou o promotor.
Gakiya destacou, no entanto, que Shimada responde a processos por lavagem de dinheiro no Brasil. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, ele atuava com empresas de pagamento digital usadas para movimentar recursos de origem ilícita, incluindo operações envolvendo apostas online e influenciadores digitais.
O promotor também alertou para os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a classificação de pessoas e empresas como ligadas ao PCC pode gerar impactos econômicos no Brasil, mesmo sem comprovação local da conexão com a facção.
“As sanções têm caráter extraterritorial. Instituições financeiras e empresas que realizaram transações com esses indivíduos podem ser afetadas”, disse.
Para Gakiya, a medida pode atingir especialmente setores como o financeiro, de importação e exportação, devido à integração com o sistema financeiro norte-americano. Segundo ele, a falta de coordenação entre as autoridades dos dois países na divulgação das sanções pode ter prejudicado investigações em andamento no Brasil.
Como mostrou o SBT News, a PF avalia que o alerta dos EUA prejudicou apuração em curso sobre Shimada.
Gakiya diz que não encontrou elo entre alvo dos EUA e PCCAo SBT News, Lincoln Gakiya afirma que até o momento não possui evidências de ligação de Victor Shimada com facção e alerta para risco de sanções dos EUAComprova2026-07-03T23:37:38.854ZO promotor de Justiça Lincoln Gakiya afirmou que não há evidências, até o momento, de que Victor Henrique de Oliveira Shimada tenha ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A declaração foi dada nesta sexta-feira (3), em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News. Shimada foi citado em alerta público do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na quarta-feira (1º), acusado de supostamente comandar esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. Por isso, passou a ser alvo de sanções do governo Donald Trump. Nesta sexta-feira (3), ele foi alvo de operação da Polícia Federal, mas não foi encontrado e é considerado foragido. Segundo Gakiya, apesar das acusações feitas por autoridades norte-americanas, não há confirmação, nas investigações conduzidas no Brasil, de vínculo direto entre Shimada, outras pessoas citadas no caso e o PCC. “O que ocorre é que nós não temos informação, pelo menos até agora, de que esse indivíduo ou outros apontados tenham ligação com o PCC”, afirmou o promotor. Gakiya destacou, no entanto, que Shimada responde a processos por lavagem de dinheiro no Brasil. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, ele atuava com empresas de pagamento digital usadas para movimentar recursos de origem ilícita, incluindo operações envolvendo apostas online e influenciadores digitais. O promotor também alertou para os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a classificação de pessoas e empresas como ligadas ao PCC pode gerar impactos econômicos no Brasil, mesmo sem comprovação local da conexão com a facção. “As sanções têm caráter extraterritorial. Instituições financeiras e empresas que realizaram transações com esses indivíduos podem ser afetadas”, disse. Para Gakiya, a medida pode atingir especialmente setores como o financeiro, de importação e exportação, devido à integração com o sistema financeiro norte-americano. Segundo ele, a falta de coordenação entre as autoridades dos dois países na divulgação das sanções pode ter prejudicado investigações em andamento no Brasil. Como , a PF avalia que o alerta dos EUA prejudicou apuração em curso sobre Shimada. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/comprova/gakiya-diz-que-nao-encontrou-elo-entre-alvo-dos-eua-e-pcc