PF apura áudio que cita R$ 100 mil a delegado de SP
Áudio interceptado pela Polícia Federal aponta suposto pagamento de esquema a delegado da Polícia Civil de São Paulo; ele nega conhecer os envolvidos
SBT News
03/07/2026, 22:32 • Atualizado em 03/07/2026, 22:48
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A Polícia Federal (PF) investiga um suposto pagamento de R$ 100 mil ao delegado da Polícia Civil de São Paulo, Fabio Pinheiro Lopes, no âmbito das operações realizadas nesta sexta-feira (3) contra investigados sancionados pelos Estados Unidos por serem supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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De acordo com a investigação, um áudio interceptado pela PF em 15 de maio de 2024 registra uma conversa entre o advogado Romany Cutolo Bonente e Victor Henrique de Oliveira Shimada, ambos alvos da operação. No diálogo, Bonente afirma que precisava mandar "R$ 100 mil para o Fabio Caipira do Deic".
Segundo a Polícia Federal, "Fabio Caipira" seria o apelido do delegado Fabio Pinheiro Lopes, ex-diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e atual diretor do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). O delegado não é alvo da Operação Exchange e nem foi acusado formalmente no caso.
Com base no conteúdo da conversa, os investigadores apontam suspeitas de corrupção ativa e defendem o aprofundamento das apurações para verificar se houve pagamento indevido ao delegado.
Fabio Pinheiro Lopes já havia sido afastado da direção do Deic em dezembro de 2024, após ser citado na delação premiada de Vinicius Gritzbach, operador financeiro do PCC investigado por lavagem de dinheiro e posteriormente morto a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. Na ocasião, ele disse ter sido envolvido injustamente no caso e depois o Ministério Público de São Paulo arquivou o procedimento por falta de provas.
Em nota enviada ao jornalismo do SBT, o delegado negou qualquer relação com os investigados. Segundo ele, "nunca conheceu nem investigou Victor Shimada e também não conhece o advogado citado e nunca nem tinha ouvido falar no nome dele até a presente data".
Fabio Pinheiro Lopes também afirmou que "nunca foi alvo de operação nenhuma, inquérito ou procedimento da Polícia Federal" e declarou considerar a investigação "muito séria". O delegado disse ainda que, assim que for oficialmente informado sobre a citação, "vai processar criminalmente o suposto advogado".
Na manifestação, ele ressaltou sua trajetória profissional, afirmando ter sido "durante muitos anos um delegado muito atuante", responsável por diversas investigações de grande repercussão. Até o momento, a Polícia Federal trata o caso como investigação e não há acusação formal contra o delegado.
PF apura áudio que cita R$ 100 mil a delegado de SPÁudio interceptado pela Polícia Federal aponta suposto pagamento de esquema a delegado da Polícia Civil de São Paulo; ele nega conhecer os envolvidosBrasil2026-07-03T22:32:03.880ZA Polícia Federal (PF) investiga um suposto pagamento de R$ 100 mil ao delegado da Polícia Civil de São Paulo, Fabio Pinheiro Lopes, no âmbito das sancionados pelos Estados Unidos por serem supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a investigação, um áudio interceptado pela PF em 15 de maio de 2024 registra uma conversa entre o advogado Romany Cutolo Bonente e Victor Henrique de Oliveira Shimada, ambos alvos da operação. No diálogo, Bonente afirma que precisava mandar "R$ 100 mil para o Fabio Caipira do Deic". Segundo a Polícia Federal, "Fabio Caipira" seria o apelido do delegado Fabio Pinheiro Lopes, ex-diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e atual diretor do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). O delegado não é alvo da Operação Exchange e nem foi acusado formalmente no caso. Com base no conteúdo da conversa, os investigadores apontam suspeitas de corrupção ativa e defendem o aprofundamento das apurações para verificar se houve pagamento indevido ao delegado. , após ser citado na delação premiada de Vinicius Gritzbach, operador financeiro do PCC investigado por lavagem de dinheiro e posteriormente morto a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. Na ocasião, ele disse ter sido envolvido injustamente no caso e depois o Ministério Público de São Paulo arquivou o procedimento por falta de provas. O que diz o delegado? Em nota enviada ao jornalismo do SBT, o delegado negou qualquer relação com os investigados. Segundo ele, "nunca conheceu nem investigou Victor Shimada e também não conhece o advogado citado e nunca nem tinha ouvido falar no nome dele até a presente data". Fabio Pinheiro Lopes também afirmou que "nunca foi alvo de operação nenhuma, inquérito ou procedimento da Polícia Federal" e declarou considerar a investigação "muito séria". O delegado disse ainda que, assim que for oficialmente informado sobre a citação, "vai processar criminalmente o suposto advogado". Na manifestação, ele ressaltou sua trajetória profissional, afirmando ter sido "durante muitos anos um delegado muito atuante", responsável por diversas investigações de grande repercussão. Até o momento, a Polícia Federal trata o caso como investigação e não há acusação formal contra o delegado. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/pf-apura-audio-que-cita-r-100-mil-a-delegado-de-sp