Cidades

Governador Tarcísio decide afastar Diretor do Deic após delação de Gritzbach apontar corrupção

Fabio Caipira, que está em férias, alega ser vítima de armação e diz que atuou na "estrita legalidade"

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Derick Toda, Fabio Diamante, Robinson Cerantula
20/12/2024, 19:19 • Atualizado em 21/12/2024, 00:07
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Delegado Fábio Pinheiro Lopes, conhecido como Fábio Caipira | Reprodução

Delegado Fábio Pinheiro Lopes, conhecido como Fábio Caipira | Reprodução

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O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Fábio Pinheiro Lopes, conhecido como Fábio Caipira, deve ser afastado do cargo assim que voltar de férias, segundo determinação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Ele, mais um delegado e outros dois deputados estaduais foram citados na delação premiada de Antônio Vinicius Gritzbach feita ao Ministério Público, que aponta suposto envolvimento de agentes públicos com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

O grupo teria negociado um acordo de R$ 5 milhões para evitar que Gritzbach tivesse o passaporte apreendido, bens congelados e fosse preso durante investigação contra ele de lavagem de dinheiro para o PCC. No entanto, Gritzbach acabou morto após a apuração policial.

Durante coletiva de imprensa, realizada nesta sexta-feira (20), Caipira afirmou que a decisão da suspensão como diretor partiu do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"Ele [Tarcísio] está incomodado pelos fatos recentes com a PM, com a operação da Polícia Federal e o que acontece? Ele achou por bem que eu fosse afastado até que isso fosse comprovado ou não. Como estou de férias, eu já estava afastado desde terça-feira. Eu não fui comunicado até agora do afastamento. Me falaram que quando eu voltasse, a gente ia ver".

Fabio Pinheiro Lopes, conhecido como Fábio Caipira | Reprodução/SBT
Fabio Pinheiro Lopes, conhecido como Fábio Caipira | Reprodução/SBT

Segundo a delação, realizada no dia 10 de setembro, a qual o jornalismo do SBT teve acesso, o advogado Ramses Costa teria se reuniudo e firmado um acordo com Fábio Caipira, com Murilo Fonseca, então titular do 24º Distrito Policial, e os parlamentares Delegado Olim (PP) e Carlos Pignatari (PSDB), em 2022.

O advogado cobrou R$ 800 mil em honorários e R$ 4,2 milhões em propina, que garantiriam a realização dos "desejos do delator".

Gritzbach aceitou o acordo, que teria sido pago com dois apartamentos, R$ 300 mil em transferência bancária e o restante em cheques e dinheiro em espécie. Quase dois meses depois da assinatura da delação, o delator foi assassinado a tiros sendo considerado um arquivo-vivo pela facção.

O que diz Fábio Caipira

Fábio Pinheiro Lopes, conhecido como Fábio Caipira | Reprodução/DEIC
Fábio Pinheiro Lopes, conhecido como Fábio Caipira | Reprodução/DEIC

Fábio Caipira disse durante e coletiva que o advogado Ramses Costa armou contra ele e os deputados. Em nota ao SBT, ele afirmou que a investigação do departamento sobre lavagem de dinheiro contra Gritzbach foi realizada dentro da mais "estrita legalidade".

"Dessa forma, empresário faltou com a verdade para obter vantagens em seu acordo de delação premiada, ou foi enganado pelo mencionado advogado".

De acordo com o delegado, os imóveis que o delator diz ter sido usado para pagar a suposta propina estão em nome do próprio advogado Ramses e da filha dele, e que na investigação feita pelo Deic, Antônio Vinícius não teve nenhuma vantagem. Ele foi indiciado, teve a prisão pedida e bens bloqueados e continuou com o passaporte apreendido.

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