Segundo Tarso, a posição do republicano está ligada à atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pode prejudicar o combate ao crime organizado no país.
“O que ele [Flávio Bolsonaro] está dizendo: ‘eu não estou sendo investigado porque tenho relações com o crime organizado. Estou sendo investigado porque sou opositor ao presidente Lula’. É isso que ele está dizendo. E é essa fatura que o Trump comprou porque o Trump tem um candidato. E isso já ficou expresso na sua própria movimentação”, declarou em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News.
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Ao comentar a classificação das facções criminosas como organizações terroristas, Tarso classificou a medida como uma “decisão aventureira” e afirmou que ela compromete os mecanismos internacionais de cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo ele, a mudança faria com que as investigações deixassem de ser conduzidas dentro dos protocolos tradicionais de cooperação entre polícias e passassem a ocorrer em uma esfera ligada ao serviço secreto norte-americano.
“O que está em jogo, na verdade, é acabar com essas investigações e transferi-las para os porões do serviço secreto americano sem controle dos americanos e sem controle do estado brasileiro”, afirmou.
Tarso também argumentou que atualmente existe uma forte troca de informações entre o Brasil e o FBI, o que, segundo ele, vem trazendo resultados positivos no combate ao crime organizado. Para o ex-ministro, a nova classificação interromperá esse fluxo de colaboração.
“[A decisão] encerra um regime de colaboração com o Brasil que pode prejudicar profundamente o combate ao crime organizado aqui no Brasil e também nos Estados Unidos, porque essa colaboração que nós temos com os órgãos de polícia dos Estados Unidos é uma relação muito produtiva e tem dado efeitos muito positivos”, declarou.
Durante a entrevista, Tarso avaliou ainda que o Brasil avançou nas investigações sobre crime organizado e lavagem de dinheiro, apesar de considerar que as respostas históricas do Estado brasileiro foram insuficientes.
“Nunca teve um processo investigativo tão profundo, tão adequado, tão qualificado tecnologicamente como agora. [...] Essa investigação do Vorcaro [por exemplo] é a maior investigação de crime financeiro na história da América Latina, não só do Brasil”, disse.
Trump já tem candidato no Brasil, diz ex-ministro da JustiçaTarso Genro avaliou que classificação de facções como terroristas enfraquece cooperação policial com os EUABrasil2026-05-29T23:22:13.515ZO ex-ministro da Justiça Tarso Genro afirmou, nesta sexta-feira (29), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “tem um candidato” no Brasil após Segundo Tarso, a posição do republicano está ligada à atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pode prejudicar o combate ao crime organizado no país. “O que ele [Flávio Bolsonaro] está dizendo: ‘eu não estou sendo investigado porque tenho relações com o crime organizado. Estou sendo investigado porque sou opositor ao presidente Lula’. É isso que ele está dizendo. E é essa fatura que o Trump comprou porque o Trump tem um candidato. E isso já ficou expresso na sua própria movimentação”, declarou em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News. Ao comentar a classificação das facções criminosas como organizações terroristas, Tarso classificou a medida como uma “decisão aventureira” e afirmou que ela compromete os mecanismos internacionais de cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, a mudança faria com que as investigações deixassem de ser conduzidas dentro dos protocolos tradicionais de cooperação entre polícias e passassem a ocorrer em uma esfera ligada ao serviço secreto norte-americano. “O que está em jogo, na verdade, é acabar com essas investigações e transferi-las para os porões do serviço secreto americano sem controle dos americanos e sem controle do estado brasileiro”, afirmou. Tarso também argumentou que atualmente existe uma forte troca de informações entre o Brasil e o FBI, o que, segundo ele, vem trazendo resultados positivos no combate ao crime organizado. Para o ex-ministro, a nova classificação interromperá esse fluxo de colaboração. “[A decisão] encerra um regime de colaboração com o Brasil que pode prejudicar profundamente o combate ao crime organizado aqui no Brasil e também nos Estados Unidos, porque essa colaboração que nós temos com os órgãos de polícia dos Estados Unidos é uma relação muito produtiva e tem dado efeitos muito positivos”, declarou. Durante a entrevista, Tarso avaliou ainda que o Brasil avançou nas investigações sobre crime organizado e lavagem de dinheiro, apesar de considerar que as respostas históricas do Estado brasileiro foram insuficientes. “Nunca teve um processo investigativo tão profundo, tão adequado, tão qualificado tecnologicamente como agora. [...] Essa investigação do Vorcaro [por exemplo] é a maior investigação de crime financeiro na história da América Latina, não só do Brasil”, disse. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/trump-ja-tem-candidato-no-brasil-diz-ex-ministro-da-justica
Flávio Bolsonaro somou 10 milhões de eleitores na região no primeiro turno; apesar do crescimento, PT mantém liderança histórica com 21 milhões para Lula