Tarcísio anuncia projeto e cobra fim da greve da CPTM hoje
Governador diz que enviará projeto à Alesp para garantir empregos após concessão das linhas da CPTM e pede retomada imediata da operação
Caroline Vale
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas | Paulo Pinto/Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (5) que enviará à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei para garantir a absorção dos funcionários da CPTM por outras empresas estaduais após a concessão do serviço à iniciativa privada. Em troca, pediu que os ferroviários encerrem a greve e retomem a operação ainda nesta quarta-feira (5).
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"Vamos mandar o projeto de lei com esse compromisso, para que a operação já retorne no horário de pico de hoje. A gente não quer mais ver o cidadão de São Paulo refém ou sofrendo por causa da decisão do sindicato. (...) O projeto de lei vai estar na mesa hoje e será apresentado na audiência de conciliação", afirmou o governador durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.
O principal motivo da greve, apontado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, é a ausência de uma garantia formal de manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM após a transferência da operação das linhas.
Segundo Tarcísio, a medida busca assegurar a continuidade desses empregos: "Na hora da concessão, o emprego vai estar garantido". Ele também afirmou que os servidores manterão os mesmos direitos atuais. "Vai ter a mesma estabilidade que já tem hoje no regime jurídico", declarou.
O governador ressaltou que espera uma resposta da categoria após o envio do projeto. "Eu espero que eles retornem imediatamente à operação", afirmou.
Tarcísio disse também que, se a greve for mantida, o governo levará a disputa às instâncias superiores do Judiciário. "Se o TRT não resolver, nós vamos ao TST. Se o TST não resolver, nós vamos ao Supremo. Nós vamos ao limite para fazer cumprir a lei", disse.
Antes de decidir se aceita a proposta do governo, o sindicato convocou uma assembleia geral extraordinária para a tarde desta quarta, na sede da entidade, no Brás, em São Paulo.
Caso a categoria aprove o acordo, os ferroviários deverão estar preparados para retomar as atividades imediatamente, conforme informou o sindicato.
A paralisação começou à meia-noite de terça-feira (4) e afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Ao longo de terça e desta quarta, a circulação dos trens ocorreu de forma parcial, com operação assistida e restrições em diferentes trechos.
"Apesar das tratativas realizadas ao longo desta terça-feira, o Governo do Estado ainda não apresentou uma garantia concreta por escrito, de manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM, principal reivindicação dos Ferroviários durante todo o processo de negociação", disseram em nota.
O governo alegou que não existia nenhuma demissão em curso decorrente do processo de concessão. "Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; os demais funcionários estão contemplados no plano de realocação englobando Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos", disse em nota. O sindicato, por outro lado, pedia uma garantia.
Tarcísio anuncia projeto e cobra fim da greve da CPTM hojeGovernador diz que enviará projeto à Alesp para garantir empregos após concessão das linhas da CPTM e pede retomada imediata da operaçãoBrasil2026-08-05T18:30:11.968ZO governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (5) que enviará à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei para garantir a absorção dos funcionários da CPTM por outras empresas estaduais após a concessão do serviço à iniciativa privada. Em troca, pediu que os ferroviários encerrem a greve e retomem a operação ainda nesta quarta-feira (5). "Vamos mandar o projeto de lei com esse compromisso, para que a operação já retorne no horário de pico de hoje. A gente não quer mais ver o cidadão de São Paulo refém ou sofrendo por causa da decisão do sindicato. (...) O projeto de lei vai estar na mesa hoje e será apresentado na audiência de conciliação", afirmou o governador durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. O principal motivo da greve, apontado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, é a ausência de uma garantia formal de manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM após a transferência da operação das linhas. Segundo Tarcísio, a medida busca assegurar a continuidade desses empregos: "Na hora da concessão, o emprego vai estar garantido". Ele também afirmou que os servidores manterão os mesmos direitos atuais. "Vai ter a mesma estabilidade que já tem hoje no regime jurídico", declarou. O governador ressaltou que espera uma resposta da categoria após o envio do projeto. "Eu espero que eles retornem imediatamente à operação", afirmou. Tarcísio disse também que, se a greve for mantida, o governo levará a disputa às instâncias superiores do Judiciário. "Se o TRT não resolver, nós vamos ao TST. Se o TST não resolver, nós vamos ao Supremo. Nós vamos ao limite para fazer cumprir a lei", disse. Antes de decidir se aceita a proposta do governo, o sindicato convocou uma assembleia geral extraordinária para a tarde desta quarta, na sede da entidade, no Brás, em São Paulo. Caso a categoria aprove o acordo, os ferroviários deverão estar preparados para retomar as atividades imediatamente, conforme informou o sindicato. Greve começou na terça (4) A paralisação começou à meia-noite de terça-feira (4) e afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Ao longo de terça e desta quarta, a circulação dos trens ocorreu de forma parcial, com operação assistida e restrições em diferentes trechos. Na terça, representantes do governo e do sindicato se reuniram, mas não chegaram a um acordo. Após a audiência, a , o que o . "Apesar das tratativas realizadas ao longo desta terça-feira, o Governo do Estado ainda não apresentou uma garantia concreta por escrito, de manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM, principal reivindicação dos Ferroviários durante todo o processo de negociação", disseram em nota. O governo alegou que não existia nenhuma demissão em curso decorrente do processo de concessão. "Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; os demais funcionários estão contemplados no plano de realocação englobando Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos", disse em nota. O sindicato, por outro lado, pedia uma garantia.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/tarcisio-anuncia-projeto-e-cobra-fim-da-greve-da-cptm-hoje
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