CEO do Ideia: Gaspar não soma votos e decepciona mulheres
Para Cila Schulman, do Instituto Ideia, mudança de estratégia torna campanha mais agressiva, mas não resolve dificuldades com as mulheres
André Barbeiro , Amanda Klein, Nathalia Fruet, Iander Porcella
A escolha do vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) representa uma mudança de estratégia na campanha presidencial, mas não deve ampliar significativamente sua base eleitoral. A avaliação é de Cila Schulman, CEO do Instituto Ideia, em entrevista ao Central de Notícias, do SBT News, nesta quarta-feira (5).
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"É uma campanha que se torna mais agressiva ao presidente Lula. Talvez tentando ir mais para um lado do que era Jair Bolsonaro em 2018, do que nesse Flávio moderado que apareceu no início da sua trajetória", afirmou.
Na avaliação de Cila, a escolha de Gaspar também não deve trazer ganhos eleitorais relevantes. Ela considera que ele dificilmente ampliará a presença de Flávio no Nordeste e tampouco ajudará a reduzir a resistência do eleitorado feminino.
"Não vejo soma na escolha do vice de Flávio. Não sei o quanto ele vai trazer de nordestinos para o Flávio, mas acho que tem bastante dificuldade ali. E desapontou bastante as mulheres. Não que ter uma vice resolveria a situação das mulheres, mas seria um aceno", disse.
A CEO do Instituto Ideia também afirmou não enxergar uma participação efetiva da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha do senador. Para ela, mesmo um eventual envolvimento maior não seria suficiente para melhorar o desempenho entre as eleitoras.
"Não vejo empenho de Michelle na campanha de Flávio Bolsonaro. E, mesmo que fizesse, Flávio teria que ter uma decisão maior para as mulheres. A campanha de Flávio é uma campanha mesmo de retrocesso para as mulheres", avaliou.
Tarifaço e crise com os EUA
Cila Schulman também comentou os impactos políticos da crise entre Brasil e Estados Unidos e das tarifas impostas pelo governo Donald Trump. Segundo ela, embora o tema recaia sobre o presidente da República, política externa costuma ter influência limitada na decisão do eleitor brasileiro.
"É o presidente que tem a responsabilidade do tema. O assunto acaba sobrando para ele. Mas política externa não é tema de campanha brasileira", afirmou.
A especialista também avaliou que as manifestações do presidente norte-americano sobre a disputa presidencial brasileira não devem alterar o cenário eleitoral.
As declarações foram dadas no mesmo dia em que a pesquisa Meio/Ideia mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio Bolsonaro tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa presidencial de 2026. No cenário de segundo turno, Lula aparece com 48,5% das intenções de voto, contra 43% do senador. No primeiro turno, o petista registra 43%, enquanto Flávio tem 35%.
O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
CEO do Ideia: Gaspar não soma votos e decepciona mulheresPara Cila Schulman, do Instituto Ideia, mudança de estratégia torna campanha mais agressiva, mas não resolve dificuldades com as mulheresPolítica2026-08-05T19:35:35.727ZA representa uma mudança de estratégia na campanha presidencial, mas não deve ampliar significativamente sua base eleitoral. A avaliação é de Cila Schulman, CEO do Instituto Ideia, em entrevista ao Central de Notícias, do SBT News, nesta quarta-feira (5). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo a especialista, a definição de Alfredo Gaspar (PL-AL) como companheiro de chapa representa um do candidato. "É uma campanha que se torna mais agressiva ao presidente Lula. Talvez tentando ir mais para um lado do que era Jair Bolsonaro em 2018, do que nesse Flávio moderado que apareceu no início da sua trajetória", afirmou. Na avaliação de Cila, a também não deve trazer ganhos eleitorais relevantes. Ela considera que ele no Nordeste e tampouco ajudará a reduzir a resistência do eleitorado feminino. "Não vejo soma na escolha do vice de Flávio. Não sei o quanto ele vai trazer de nordestinos para o Flávio, mas acho que tem bastante dificuldade ali. E desapontou bastante as mulheres. Não que ter uma vice resolveria a situação das mulheres, mas seria um aceno", disse. A CEO do Instituto Ideia também afirmou não enxergar uma participação efetiva da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha do senador. Para ela, mesmo um eventual envolvimento maior não seria suficiente para melhorar o desempenho entre as eleitoras. "Não vejo empenho de Michelle na campanha de Flávio Bolsonaro. E, mesmo que fizesse, Flávio teria que ter uma decisão maior para as mulheres. A campanha de Flávio é uma campanha mesmo de retrocesso para as mulheres", avaliou. Tarifaço e crise com os EUA Cila Schulman também comentou os impactos políticos da crise entre Brasil e Estados Unidos e das tarifas impostas pelo governo Donald Trump. Segundo ela, embora o tema recaia sobre o presidente da República, política externa costuma ter influência limitada na decisão do eleitor brasileiro. "É o presidente que tem a responsabilidade do tema. O assunto acaba sobrando para ele. Mas política externa não é tema de campanha brasileira", afirmou. A especialista também avaliou que as manifestações do presidente norte-americano sobre a disputa presidencial brasileira não devem alterar o cenário eleitoral. As declarações foram dadas no mesmo dia em que a pesquisa Meio/Ideia mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio Bolsonaro tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa presidencial de 2026. No cenário de segundo turno, Lula aparece com 48,5% das intenções de voto, contra 43% do senador. No primeiro turno, o petista registra 43%, enquanto Flávio tem 35%. O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ceo-do-ideia-gaspar-nao-soma-votos-e-decepciona-mulheres
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