Greve da CPTM continua nesta quarta-feira (5) em SP
Paralisação afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade; sindicato cobra garantia de emprego dos funcionários

Trem da CPTM
A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) continuará nesta quarta-feira (5), segundo decisão tomada em assembleia pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.
A paralisação afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que transportam cerca de 900 mil passageiros por dia.
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O sindicato afirma que a greve continua porque o Governo de São Paulo não firmou um compromisso considerado suficiente para garantir os empregos dos funcionários das três linhas, que passaram à iniciativa privada.
A categoria também defende o retorno dos ramais à administração da CPTM e questiona o processo de concessão à empresa Trivia Trens.
Governo diz que oferece garantias
O Governo de São Paulo afirma que está oferecendo garantias de emprego aos trabalhadores e que permanece aberto ao diálogo.
A administração estadual também acionou um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação. Entre as medidas estão o reforço na operação do Metrô, o aumento da circulação de trens privados e a disponibilização de ônibus do sistema Paese.
O que pedem os ferroviários
O movimento foi iniciado pelos ferroviários em meio ao processo de concessão das linhas e tem como principal reivindicação a garantia formal da manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM.
Entre as principais reivindicações da categoria, além da manutenção dos empregos, o cancelamento da concessão das três linhas à concessionária Trivia Trens, o retorno definitivo da operação à CPTM e o apoio ao Projeto de Lei 730/2025, em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
"Sem esse compromisso formal, a categoria decidiu manter a greve como forma de defender os postos de trabalho e o futuro de milhares de famílias. Desde o início das discussões, o Sindicato buscou todas as alternativas de negociação, apresentando propostas e demonstrando disposição para o diálogo. No entanto, até o momento, não houve compromisso formal que assegure o futuro dos milhares de ferroviários e de suas famílias", disse em nota o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

Entenda a privatização das linhas
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foram concedidas pelo Governo de São Paulo à iniciativa privada após leilão realizado em março de 2025. O grupo Comporte Participações, controlador da Trivia Trens e da TIC Trens, venceu a disputa e a operação assistida começou em maio.
Nesse período, a transferência da operação ocorreu de forma gradual: inicialmente, funcionários da CPTM conduziam os trens enquanto equipes da concessionária acompanhavam os procedimentos; posteriormente, a Trivia Trens passou a operar as linhas sob supervisão da estatal.
A concessionária assumiu integralmente a operação em 21 de julho. No entanto, nos dias seguintes, a Trivia Trens enfrentou uma sequência de falhas operacionais. Em 23 de julho, um curto-circuito provocou um incêndio em um trem da Linha 12-Safira, interrompendo a circulação das três linhas.
Após os problemas, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM reassumisse temporariamente a operação das três linhas e do Serviço Expresso Aeroporto por até 90 dias. Na época, Tarcísio afirmou que a Trivia Trens poderia perder a concessão e que o Estado poderia aplicar a caducidade se as falhas persistirem.
A crise também passou a ser analisada por órgãos de controle. O Ministério Público de São Paulo recebeu representações pedindo investigação sobre a concessão, enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) determinou que o governo estadual e a concessionária apresentem esclarecimentos sobre as falhas registradas desde o início da operação exclusiva das linhas.














