STF decide descriminalizar porte de maconha para consumo próprio
Ministros ainda definirão, nesta quarta-feira (26), a quantidade máxima para diferenciar usuário de traficante
J
Jésus Mosquéra
25/06/2024, 18:19 • Atualizado em 26/06/2024, 00:02
compartilhar
Sessão do STF do dia 25 de junho (Antonio Augusto/STF)
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, que portar maconha para uso próprio não é crime. A decisão ocorreu na tarde desta terça-feira (25). O plenário ainda deve definir qual é a quantia que diferenciará o usuário do traficante. Os ministros divergem entre diferentes quantias, mas já uma sinalização de que o limite será de 40 gramas.
Complementação de voto
A sessão plenária começou com "complementação de voto" do ministro Dias Toffoli, que pediu desculpas por não ter se expressado claramente na discussão sobre o tema na semana passada. Ao esclarecer o voto proferido na quinta-feira (20), Toffoli afirmou que se alinha ao posicionamento favorável a derrubar o caráter ilícito da conduta questionada no STF.
Para Toffoli, a descriminalização deve abranger não só o porte de maconha, mas também de qualquer outra droga. "O meu voto é claríssimo no sentido de que nenhum usuário de nenhuma droga pode ser criminalizado".
Luiz Fux votou contra a descriminalização. O ministro afirmou que, caso STF derrubasse o caráter criminal do porte de maconha, seria criado um "ambiente catastrófico nas prisões". Na visão de Fux, esse posicionamento fortaleceria os narcotraficantes que vendem maconha dentro e fora de presídios.
Cármen Lúcia proferiu último voto, a favor da descriminalização. O placar fechou em 7 a 4.
Votaram pela descriminalização:
Edson Fachin
Gilmar Mendes
Rosa Weber (aposentada)
Alexandre de Moraes
Luís Roberto Barroso, presidente do STF
Dias Toffoli
Cármen Lúcia
Votaram contra a descriminalização:
Luiz Fux
Cristiano Zanin
Nunes Marques
André Mendonça
O debate será retomado em sessão plenária na tarde desta quarta-feira (26).
STF decide descriminalizar porte de maconha para consumo próprioMinistros ainda definirão, nesta quarta-feira (26), a quantidade máxima para diferenciar usuário de traficanteBrasil2024-06-25T18:19:43.602Z O Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, que portar maconha para uso próprio não é crime. A decisão ocorreu na tarde desta terça-feira (25). O plenário ainda deve definir qual é a quantia que diferenciará o usuário do traficante. Os ministros divergem entre diferentes quantias, mas já uma sinalização de que o limite será de 40 gramas. Complementação de voto A sessão plenária começou com "complementação de voto" do ministro Dias Toffoli, que pediu desculpas por não ter se expressado claramente na discussão sobre o tema na semana passada. Ao esclarecer o voto proferido na quinta-feira (20), Toffoli afirmou que se alinha ao posicionamento favorável a derrubar o caráter ilícito da conduta questionada no STF. Para Toffoli, a descriminalização deve abranger não só o porte de maconha, mas também de qualquer outra droga. "O meu voto é claríssimo no sentido de que nenhum usuário de nenhuma droga pode ser criminalizado". Luiz Fux votou contra a descriminalização. O ministro afirmou que, caso STF derrubasse o caráter criminal do porte de maconha, seria criado um "ambiente catastrófico nas prisões". Na visão de Fux, esse posicionamento fortaleceria os narcotraficantes que vendem maconha dentro e fora de presídios. Cármen Lúcia proferiu último voto, a favor da descriminalização. O placar fechou em 7 a 4. Votaram pela descriminalização: Votaram contra a descriminalização: O debate será retomado em sessão plenária na tarde desta quarta-feira (26). São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/stf-forma-maioria-para-descriminalizar-o-porte-de-maconha-para-consumo-proprio
Michelle Bolsonaro cria ‘Imparáveis’ após saída do PL Mulher
Movimento liderado pela ex-primeira-dama foi anunciado dias após sua saída da presidência do PL Mulher e marca a migração de apoiadores para uma nova plataforma