Portuguesa x N. Iguaçu: como foi jogo sob suspeita de fraude
SBT News teve acesso à súmula de partida, disputada em fevereiro pelo Campeonato Carioca, e alvo da Operação VAR
Emanuelle Menezes
06/07/2026, 13:48 • Atualizado em 06/07/2026, 13:48
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Luis Gustavo e Sidney Pages | Reprodução/Redes sociais
O jogo entre Portuguesa-RJ e Nova Iguaçu, válido pelo Campeonato Carioca de 2026, entrou na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro na terceira fase da Operação VAR, deflagrada nesta segunda-feira (6), que investiga um esquema de manipulação de resultados e apostas esportivas. O SBT News teve acesso à súmula da partida, disputada em 7 de fevereiro, no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador.
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Segundo a Delegacia do Consumidor (Decon), o zagueiro Luis Gustavo Lopes dos Santos, então jogador da Portuguesa, e o volante Sidney de Freitas Pages, do Nova Iguaçu, são investigados por supostamente receberem cartões amarelos de forma intencional para favorecer apostas esportivas.
Os dois também foram suspensos por 365 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), que entendeu haver atuação deliberadamente prejudicial às próprias equipes.
A partida, disputada pela 6ª rodada do Campeonato Carioca, com arbitragem de Bruno Arleu de Araújo, terminou com vitória da Portuguesa por 1 a 0.
De acordo com a súmula, Sidney de Freitas Pages recebeu cartão amarelo aos 35 minutos do primeiro tempo, por "dar uma entrada contra um adversário de maneira temerária". Já Luis Gustavo Lopes dos Santos foi advertido logo aos 3 minutos do segundo tempo, pelo mesmo motivo: "dar uma entrada contra um adversário durante a disputa de bola de maneira temerária".
Súmula da partida mostra jogadores que receberam cartões amarelos | Reprodução/Ferj
Ao todo, a partida teve seis cartões amarelos para jogadores – três para cada equipe – além de um cartão amarelo aplicado a um integrante do banco de reservas do Nova Iguaçu por reclamação. O auxiliar técnico do clube, Ronaldo de Oliveira Lima, também foi expulso aos 13 minutos do segundo tempo por ofender a arbitragem.
Apesar das advertências, o árbitro registrou na súmula que "nada houve de anormal" durante a partida, sem relatar qualquer incidente extraordinário além das punições disciplinares.
Volume incomum de apostas
Segundo decisão do TJD-RJ, empresas especializadas no monitoramento de apostas identificaram um volume atípico de apostas para que justamente Sidney e Luis Gustavo recebessem cartões amarelos durante o confronto.
De acordo com o tribunal, cerca de 80% das apostas nesse mercado específico foram direcionadas aos dois atletas, movimentando aproximadamente R$ 253 mil.
Com base nas provas apresentadas, a 6ª Comissão Disciplinar concluiu, por unanimidade, que ambos "contribuíram para fraudar o sistema de apostas", aplicando suspensão de um ano e multa de R$ 1 mil para cada jogador.
Operação VAR
A investigação da Polícia Civil começou em 2024, após denúncia da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) sobre indícios de manipulação em partidas do futebol fluminense.
Na terceira fase da Operação VAR, realizada nesta segunda-feira (6), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Luis Gustavo foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos. Já Sidney Pages não foi localizado pelos policiais.
Portuguesa x N. Iguaçu: como foi jogo sob suspeita de fraudeSBT News teve acesso à súmula de partida, disputada em fevereiro pelo Campeonato Carioca, e alvo da Operação VARBrasil2026-07-06T13:48:35.147ZO jogo entre Portuguesa-RJ e Nova Iguaçu, válido pelo Campeonato Carioca de 2026, entrou na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro na , que investiga um esquema de manipulação de resultados e apostas esportivas. O SBT News teve acesso à súmula da partida, disputada em 7 de fevereiro, no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador. Segundo a Delegacia do Consumidor (Decon), o zagueiro Luis Gustavo Lopes dos Santos, então jogador da Portuguesa, e o volante Sidney de Freitas Pages, do Nova Iguaçu, são investigados por supostamente receberem cartões amarelos de forma intencional para favorecer apostas esportivas. Os dois também foram suspensos por 365 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), que entendeu haver atuação deliberadamente prejudicial às próprias equipes. A partida, disputada pela 6ª rodada do Campeonato Carioca, com arbitragem de Bruno Arleu de Araújo, terminou com vitória da Portuguesa por 1 a 0. De acordo com a súmula, Sidney de Freitas Pages recebeu cartão amarelo aos 35 minutos do primeiro tempo, por "dar uma entrada contra um adversário de maneira temerária". Já Luis Gustavo Lopes dos Santos foi advertido logo aos 3 minutos do segundo tempo, pelo mesmo motivo: "dar uma entrada contra um adversário durante a disputa de bola de maneira temerária". Ao todo, a partida teve seis cartões amarelos para jogadores – três para cada equipe – além de um cartão amarelo aplicado a um integrante do banco de reservas do Nova Iguaçu por reclamação. O auxiliar técnico do clube, Ronaldo de Oliveira Lima, também foi expulso aos 13 minutos do segundo tempo por ofender a arbitragem. Apesar das advertências, o árbitro registrou na súmula que "nada houve de anormal" durante a partida, sem relatar qualquer incidente extraordinário além das punições disciplinares. Volume incomum de apostas Segundo decisão do TJD-RJ, empresas especializadas no monitoramento de apostas identificaram um volume atípico de apostas para que justamente Sidney e Luis Gustavo recebessem cartões amarelos durante o confronto. De acordo com o tribunal, cerca de 80% das apostas nesse mercado específico foram direcionadas aos dois atletas, movimentando aproximadamente R$ 253 mil. Com base nas provas apresentadas, a 6ª Comissão Disciplinar concluiu, por unanimidade, que ambos "contribuíram para fraudar o sistema de apostas", aplicando suspensão de um ano e multa de R$ 1 mil para cada jogador. Operação VAR A investigação da Polícia Civil começou em 2024, após denúncia da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) sobre indícios de manipulação em partidas do futebol fluminense. Na terceira fase da Operação VAR, realizada nesta segunda-feira (6), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Luis Gustavo foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos. Já Sidney Pages não foi localizado pelos policiais.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/portuguesa-x-n-iguacu-como-foi-jogo-sob-suspeita-de-fraude
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