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ONU: IA precisa ser regulamentada para ser poderosa

António Guterres defendeu regras globais para a inteligência artificial e afirmou que nem os próprios desenvolvedores conseguem acompanhar o ritmo da tecnologia

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Naiara Ribeiro, com informações da Reuters
 secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres | Reprodução Reuters / Eduardo Munoz

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou nesta segunda-feira (6) que a inteligência artificial avança mais rápido do que governos, empresas e até os próprios desenvolvedores conseguem acompanhar. Segundo ele, esse ritmo reforça a necessidade de criar regras globais para tornar o uso da tecnologia mais seguro, especialmente para crianças.

O alerta foi feito durante a abertura do primeiro Diálogo Global sobre Governança da Inteligência Artificial, realizado em Genebra, na Suíça.

"Uma tecnologia capaz de remodelar economias, transformar o mundo do trabalho, influenciar eleições e alterar o equilíbrio da segurança está sendo implementada mais rapidamente do que qualquer pessoa, incluindo aqueles que a desenvolvem, consegue acompanhar", afirmou Guterres.
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Para o secretário-geral, o avanço da inteligência artificial precisa vir acompanhado de mecanismos de controle. "Para que a IA seja poderosa, ela precisa ser regulamentada", disse.

O encontro, que segue até terça-feira (7), reúne representantes de governos, especialistas e organizações internacionais para discutir caminhos para uma governança global da inteligência artificial e ampliar a cooperação entre os países. A proposta não é negociar um tratado internacional neste momento, mas debater formas de reduzir os riscos associados à tecnologia e aproveitar seu potencial.

Durante o evento, será apresentado um relatório elaborado por um painel científico independente apoiado pela ONU e formado por 40 especialistas, que reúne as conclusões da primeira avaliação científica global e independente sobre inteligência artificial.

A ONU prevê divulgar uma versão mais completa do estudo no próximo ano, quando também pretende realizar uma segunda reunião global sobre o tema, desta vez em Nova York.

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