Operação mira zagueiro suspeito de manipulação no Carioca
Luis Gustavo Lopes dos Santos é investigado por supostamente forçar cartão amarelo para favorecer apostas esportivas
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Emanuelle Menezes, com SBT Rio
06/07/2026, 12:44 • Atualizado em 06/07/2026, 14:05
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Zagueiro Luiz Gustavo em partida pela Portuguesa-RJ | Reprodução/Redes sociais
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta segunda-feira (6), a terceira fase da Operação VAR, que investiga um esquema de manipulação de resultados em partidas de futebol e lavagem de dinheiro. Um dos alvos é o zagueiro Luis Gustavo Lopes dos Santos, que defendia a Portuguesa-RJ quando, segundo as investigações, teria recebido um cartão amarelo de forma intencional para favorecer apostas esportivas durante o Campeonato Carioca de 2026.
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Agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) cumpriram mandados de busca e apreensão em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e conduziram o atleta à delegacia para prestar esclarecimentos. Outro jogador investigado, Sidney de Freitas, conhecido como Sidão, que à época atuava pelo Nova Iguaçu, não foi localizado pelos policiais.
De acordo com a Polícia Civil, Luis Gustavo e Sidão são suspeitos de combinarem as punições com cartão amarelo para beneficiar apostadores em plataformas de apostas esportivas durante o jogo entre Portuguesa-RJ e Nova Iguaçu, válido pela 6ª rodada do Campeonato Carioca de 2026.
Antes da operação desta segunda-feira, os dois atletas já haviam sido punidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ).
Em nota, a Associação Atlética Portuguesa afirmou que desligou Luis Gustavo assim que tomou conhecimento das investigações e reiterou o compromisso com "a integridade esportiva, o cumprimento das leis e a defesa dos valores que norteiam sua história" (leia nota, na íntegra, ao final da matéria).
Punição no TJD-RJ
Em junho deste ano, a 6ª Comissão Disciplinar suspendeu Luis Gustavo e Sidão por 365 dias e aplicou multa de R$ 1 mil a cada um. A decisão foi baseada em denúncia de movimentações atípicas no mercado de apostas durante a partida entre Portuguesa-RJ e Nova Iguaçu, disputada em 7 de fevereiro, no estádio Luso-Brasileiro.
Segundo o processo, empresas especializadas em monitoramento de apostas identificaram que 80% das apostas realizadas para o mercado de cartões amarelos estavam concentradas na punição dos dois jogadores, movimentando cerca de R$ 253 mil.
Os atletas foram condenados com base no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da atuação deliberadamente prejudicial à própria equipe.
Durante o julgamento, a defesa sustentou que não havia provas concretas para comprovar a participação dos jogadores no suposto esquema e pediu a absolvição. A tese, porém, foi rejeitada por unanimidade pelos auditores.
Ao justificar o voto, o relator do processo, Antônio Ricardo da Silva, afirmou que ambos os atletas "contribuíram para fraudar o sistema de apostas".
Operação teve início em 2024
As investigações da Operação VAR começaram em 2024, após uma denúncia da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) apontar indícios de manipulação de resultados em partidas da Série B do Campeonato Carioca.
Na primeira fase da investigação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Um dos principais alvos era William Rogatto, conhecido como "Rei do Rebaixamento", preso pela Interpol em Dubai.
Em depoimento à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado, ele afirmou ter lucrado cerca de R$ 300 milhões com esquemas de manipulação de resultados e disse ter participado do rebaixamento de dezenas de clubes brasileiros.
Leia nota da Portuguesa-RJ na íntegra:
A Associação Atlética Portuguesa vem a público esclarecer informações divulgadas em reportagens publicadas nesta segunda-feira (6), nas quais Luiz Gustavo Lopes dos Santos é identificado como atleta da Portuguesa.
O clube esclarece que o referido jogador não possui qualquer vínculo com a Associação Atlética Portuguesa, tendo sido desligado da instituição em fevereiro deste ano, logo após a diretoria tomar conhecimento da existência das investigações em andamento.
Na ocasião, em razão do processo tramitar sob segredo de Justiça, a Portuguesa optou por não se manifestar publicamente, preservando o sigilo legal e respeitando o trabalho das autoridades competentes.
Assim que as investigações se tornaram públicas, em março, a Associação Atlética Portuguesa divulgou nota oficial informando o afastamento e o posterior desligamento do atleta, bem como esclarecendo que havia adotado imediatamente todas as medidas cabíveis e colocado o clube à disposição das autoridades para colaborar integralmente com as investigações.
A Associação Atlética Portuguesa reafirma que sempre atuou com responsabilidade, transparência, ética e respeito às instituições, colaborando desde o primeiro momento com os órgãos competentes e adotando, internamente, todas as providências que lhe cabiam.
O clube reitera seu compromisso com a integridade esportiva, o cumprimento das leis e a defesa dos valores que norteiam sua história, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos.
Associação Atlética Portuguesa
Operação mira zagueiro suspeito de manipulação no CariocaLuis Gustavo Lopes dos Santos é investigado por supostamente forçar cartão amarelo para favorecer apostas esportivasBrasil2026-07-06T12:44:45.427ZA Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta segunda-feira (6), a terceira fase da Operação VAR, que investiga um esquema de manipulação de resultados em partidas de futebol e lavagem de dinheiro. Um dos alvos é o zagueiro Luis Gustavo Lopes dos Santos, que defendia a Portuguesa-RJ quando, segundo as investigações, teria recebido um cartão amarelo de forma intencional para favorecer apostas esportivas durante o Campeonato Carioca de 2026. Agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) cumpriram mandados de busca e apreensão em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e conduziram o atleta à delegacia para prestar esclarecimentos. Outro jogador investigado, Sidney de Freitas, conhecido como Sidão, que à época atuava pelo Nova Iguaçu, não foi localizado pelos policiais. De acordo com a Polícia Civil, Luis Gustavo e Sidão são suspeitos de combinarem as punições com cartão amarelo para beneficiar apostadores em plataformas de apostas esportivas durante o jogo entre Portuguesa-RJ e Nova Iguaçu, válido pela 6ª rodada do Campeonato Carioca de 2026. Antes da operação desta segunda-feira, os dois atletas já haviam sido punidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ). Em nota, a Associação Atlética Portuguesa afirmou que desligou Luis Gustavo assim que tomou conhecimento das investigações e reiterou o compromisso com "a integridade esportiva, o cumprimento das leis e a defesa dos valores que norteiam sua história" (leia nota, na íntegra, ao final da matéria). Punição no TJD-RJ Em junho deste ano, a 6ª Comissão Disciplinar suspendeu Luis Gustavo e Sidão por 365 dias e aplicou multa de R$ 1 mil a cada um. A decisão foi baseada em denúncia de movimentações atípicas no mercado de apostas durante a partida entre Portuguesa-RJ e Nova Iguaçu, disputada em 7 de fevereiro, no estádio Luso-Brasileiro. Segundo o processo, empresas especializadas em monitoramento de apostas identificaram que 80% das apostas realizadas para o mercado de cartões amarelos estavam concentradas na punição dos dois jogadores, movimentando cerca de R$ 253 mil. Os atletas foram condenados com base no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da atuação deliberadamente prejudicial à própria equipe. Durante o julgamento, a defesa sustentou que não havia provas concretas para comprovar a participação dos jogadores no suposto esquema e pediu a absolvição. A tese, porém, foi rejeitada por unanimidade pelos auditores. Ao justificar o voto, o relator do processo, Antônio Ricardo da Silva, afirmou que ambos os atletas "contribuíram para fraudar o sistema de apostas". Operação teve início em 2024 As investigações da Operação VAR começaram em 2024, após uma denúncia da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) apontar indícios de manipulação de resultados em partidas da Série B do Campeonato Carioca. Na primeira fase da investigação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Um dos principais alvos era , preso pela Interpol em Dubai. Em depoimento à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado, ele afirmou ter lucrado cerca de R$ 300 milhões com esquemas de manipulação de resultados e disse ter participado do rebaixamento de dezenas de clubes brasileiros. Leia nota da Portuguesa-RJ na íntegra: A Associação Atlética Portuguesa vem a público esclarecer informações divulgadas em reportagens publicadas nesta segunda-feira (6), nas quais Luiz Gustavo Lopes dos Santos é identificado como atleta da Portuguesa. O clube esclarece que o referido jogador não possui qualquer vínculo com a Associação Atlética Portuguesa, tendo sido desligado da instituição em fevereiro deste ano, logo após a diretoria tomar conhecimento da existência das investigações em andamento. Na ocasião, em razão do processo tramitar sob segredo de Justiça, a Portuguesa optou por não se manifestar publicamente, preservando o sigilo legal e respeitando o trabalho das autoridades competentes. Assim que as investigações se tornaram públicas, em março, a Associação Atlética Portuguesa divulgou nota oficial informando o afastamento e o posterior desligamento do atleta, bem como esclarecendo que havia adotado imediatamente todas as medidas cabíveis e colocado o clube à disposição das autoridades para colaborar integralmente com as investigações. A Associação Atlética Portuguesa reafirma que sempre atuou com responsabilidade, transparência, ética e respeito às instituições, colaborando desde o primeiro momento com os órgãos competentes e adotando, internamente, todas as providências que lhe cabiam. O clube reitera seu compromisso com a integridade esportiva, o cumprimento das leis e a defesa dos valores que norteiam sua história, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos. Associação Atlética PortuguesaSão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/operacao-mira-zagueiro-suspeito-de-manipulacao-no-carioca
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