População e gestão pública podem amenizar os efeitos da secura; confira como
Pelo terceiro dia consecutivo, São Paulo apareceu na lista das cidades com o ar mais poluído do mundo
M
Marco Pagetti
Climatologista Carlos Nobre também destaca a necessidade de políticas públicas para enfrentar os extremos climáticos | Reprodução
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Na casa de Felícia Henriques, a fumaça constante vem dos umidificadores espalhados pelos cômodos. Ela encontrou uma maneira de proteger a saúde da família, afetada pelas condições climáticas extremas.
“Meu filho André tem sinusite há muito tempo e, quando o tempo muda, ele já sente rapidamente os efeitos. O Thiago também teve que ser levado ao pronto-socorro e descobrimos que ele herdou a sinusite do pai", conta Felícia.
Pelo terceiro dia consecutivo, São Paulo apareceu na lista das cidades com o ar mais poluído do mundo. A poluição gerada pelos carros, somada à fumaça das queimadas e ao tempo seco, contribui para esse cenário preocupante.
Devido a essa situação, o governo de São Paulo divulgou novas diretrizes para lidar com o clima seco. Entre as principais medidas está a recomendação de evitar atividades físicas ao ar livre. Além disso, em regiões afetadas pelas queimadas, o uso de máscaras do tipo "N95" ou "PFF2" é sugerido como proteção adicional.
O infectologista Renato Grinbaum, professor de medicina da Unicid, reforça a importância do uso de máscaras: "Nosso problema é ambiental, e temos que resolver a questão ambiental. Mas a máscara, além de filtrar as partículas maiores, também mantém o trato respiratório mais úmido".
O climatologista Carlos Nobre também destaca a necessidade de políticas públicas para enfrentar os extremos climáticos. "Restaurar a vegetação nas cidades pode reduzir entre 20% e 30% dos poluentes", diz ele. No entanto, ele reconhece a dificuldade em implementar essas medidas devido à influência do mercado imobiliário, que muitas vezes se opõe à preservação e restauração de áreas verdes.
Para melhorar a qualidade do ar na capital paulista, a prefeitura já declarou mais de 30 áreas verdes particulares como de utilidade pública, aumentando a proteção das áreas de mata e implementando monitoramento para prevenir incêndios. Além disso, a frota de ônibus elétricos está sendo ampliada.
Enquanto as condições climáticas não melhoram, Felícia continua buscando formas de preservar a saúde da família. Ela até cogita voltar para o interior, em busca de um ambiente com ar mais saudável.
População e gestão pública podem amenizar os efeitos da secura; confira comoPelo terceiro dia consecutivo, São Paulo apareceu na lista das cidades com o ar mais poluído do mundoBrasil2024-09-12T01:11:37.880ZNa casa de Felícia Henriques, a fumaça constante vem dos umidificadores espalhados pelos cômodos. Ela encontrou uma maneira de proteger a saúde da família, afetada pelas condições climáticas extremas. “Meu filho André tem sinusite há muito tempo e, quando o tempo muda, ele já sente rapidamente os efeitos. O Thiago também teve que ser levado ao pronto-socorro e descobrimos que ele herdou a sinusite do pai", conta Felícia. Pelo terceiro dia consecutivo, São Paulo apareceu na lista das cidades com o ar mais poluído do mundo. A poluição gerada pelos carros, somada à fumaça das queimadas e ao tempo seco, contribui para esse cenário preocupante. Devido a essa situação, o governo de São Paulo divulgou novas diretrizes para lidar com o clima seco. Entre as principais medidas está a recomendação de evitar atividades físicas ao ar livre. Além disso, em regiões afetadas pelas queimadas, o uso de máscaras do tipo "N95" ou "PFF2" é sugerido como proteção adicional. O infectologista Renato Grinbaum, professor de medicina da Unicid, reforça a importância do uso de máscaras: "Nosso problema é ambiental, e temos que resolver a questão ambiental. Mas a máscara, além de filtrar as partículas maiores, também mantém o trato respiratório mais úmido". O climatologista Carlos Nobre também destaca a necessidade de políticas públicas para enfrentar os extremos climáticos. "Restaurar a vegetação nas cidades pode reduzir entre 20% e 30% dos poluentes", diz ele. No entanto, ele reconhece a dificuldade em implementar essas medidas devido à influência do mercado imobiliário, que muitas vezes se opõe à preservação e restauração de áreas verdes. Para melhorar a qualidade do ar na capital paulista, a prefeitura já declarou mais de 30 áreas verdes particulares como de utilidade pública, aumentando a proteção das áreas de mata e implementando monitoramento para prevenir incêndios. Além disso, a frota de ônibus elétricos está sendo ampliada. Enquanto as condições climáticas não melhoram, Felícia continua buscando formas de preservar a saúde da família. Ela até cogita voltar para o interior, em busca de um ambiente com ar mais saudável. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/populacao-e-gestao-publica-podem-amenizar-os-efeitos-da-secura-confira-como