Poluição do ar atinge 99% da população mundial e causa milhões de mortes, diz ONU
Carros, fábricas e incêndios florestais expõem, diariamente, pessoas a níveis perigosos de contaminação


Beto Lima
A poluição do ar representa uma ameaça global e afeta quase toda a população do planeta, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Em 2021, o problema causou cerca de 8,1 milhões de mortes prematuras no mundo. O alerta foi divulgado durante o Dia Internacional do Ar Limpo para Céus Azuis, em 7 de janeiro.
De acordo com a ONU, a poluição do ar ocorre tanto em ambientes internos quanto externos. Dentro de casa, está ligada principalmente à queima de combustíveis como lenha, carvão e esterco animal para cozinhar. No ambiente externo, as principais fontes são veículos, fábricas, incêndios florestais e tempestades de poeira.
Entre os poluentes mais nocivos estão as partículas finas PM10 e PM2.5, que são partículas muito pequenas presentes no ar poluído; a PM10 está associada à poeira e à fumaça de veículos, enquanto a PM2.5, ainda menor, resulta da queima de combustíveis e pode atingir a corrente sanguínea.
Além de gases como monóxido de carbono, ozônio, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre. Segundo a OMS, 99% da população mundial respira ar considerado poluído.
A exposição a esses poluentes está associada a doenças como pneumonia, problemas cardíacos, acidente vascular cerebral e câncer de pulmão. Em 2021, mais de 700 mil mortes relacionadas à poluição do ar ocorreram com crianças com menos de cinco anos.
Além dos danos à saúde, a poluição do ar também contribui para o aquecimento global e contaminadores como o metano e o carvão são considerados "superpoluentes" e têm grande impacto no aumento da temperatura do planeta. O problema também já afeta o esporte, com riscos à saúde de atletas, levando algumas organizações a instalar sensores para medir a qualidade do ar.









