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Trump diz que EUA podem controlar petróleo da Venezuela por anos

Presidente afirma que "só o tempo dirá" quanto tempo os Estados Unidos vão manter país latino-americano sob vigilância

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Jaime Lima, com informações da Reuters
08/01/2026, 11:45 • Atualizado em 08/01/2026, 11:45
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Presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista coletiva em Palm Beach | 03/01/2026/Reuters/Jonathan Ernst

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista coletiva em Palm Beach | 03/01/2026/Reuters/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (8) que a supervisão americana sobre a Venezuela pode durar anos e incluir o controle da receita do insumo. A declaração foi dada em entrevista ao The New York Times, dias após uma operação que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro e na instalação de um governo interino, segundo informações divulgadas por fontes oficiais americanas.

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Em uma entrevista de cerca de duas horas, Trump disse que "só o tempo dirá" quanto tempo os Estados Unidos vão manter a Venezuela sob vigilância, mas indicou que o período será prolongado. Questionado se a supervisão duraria meses ou um ano, respondeu que seria "por muito mais tempo". Segundo ele, o objetivo é reconstruir a economia venezuelana com foco na exploração do petróleo.

Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem usar o petróleo venezuelano para reduzir os preços internacionais e, ao mesmo tempo, garantir recursos financeiros ao país sul-americano. Ele declarou que Washington mantém comunicação constante com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez. De acordo com o presidente americano, o contato é feito principalmente por meio do secretário de Estado, Marco Rubio.

O New York Times informou que Trump se recusou a explicar por que decidiu não transferir o poder para a oposição venezuelana, que os Estados Unidos já haviam reconhecido anteriormente como vencedora das eleições de 2024. Nesta semana, o presidente apresentou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, que estavam retidos por causa do bloqueio econômico imposto por Washington.

Em relação à Colômbia, Trump indicou uma mudança de postura. O presidente afirmou que teve uma conversa telefônica cordial com o presidente colombiano, Gustavo Petro, o que, segundo o jornal, reduziu a possibilidade de uma ação militar americana contra o país vizinho da Venezuela. Dias antes, Trump havia feito ameaças e críticas públicas ao governo colombiano.

Trump também declarou que os Estados Unidos pretendem "governar" a Venezuela por meio de influência política e econômica, sem uma ocupação militar direta neste momento. Autoridades americanas afirmaram que o controle das vendas e da receita do petróleo venezuelano seria essencial para recuperar a indústria petrolífera e reconstruir a economia do país, que enfrenta uma grave crise social e migratória.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas sofreu um forte colapso econômico nas últimas décadas. Segundo dados citados por autoridades internacionais, cerca de oito milhões de venezuelanos deixaram o país, em uma das maiores crises migratórias do planeta. Enquanto Washington e a oposição atribuem a situação à corrupção e má gestão do regime venezuelano, Maduro sempre responsabilizou as sanções dos EUA, que sempre as chamou de "guerra econômica" ao país sul americano.

Como parte do plano, Trump tem uma reunião marcada na Casa Branca com executivos das principais companhias petrolíferas americanas, incluindo Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que as empresas devem atuar como colaboradoras técnicas no processo de recuperação do setor, embora investimentos imediatos em larga escala ainda não estejam previstos.

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