O que são cuidados paliativos? Medida vai ampliar tratamentos pelo SUS
Portaria pretende trazer conforto para pessoas que convivem com doenças crônicas e graves com atendimento social, emocional e até espiritual
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Wagner Lauria Jr.
Medida pretende ampliar oferta de cuidados paliativos pelo SUS | Freepik
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Você já ouviu falar em cuidados paliativos? A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, mais de 56,8 milhões de pessoas precisam desse tipo de abordagem mas, desse total, apenas uma em cada 10 dessas pessoas recebem o atendimento.
No Brasil, será a primeira vez que o governo federal financiará esse tipo de serviço no país, que costumava ser de responsabilidade dos governos estaduais. A ministra da Saúde, Nísia Trindade,publicou na quarta-feira (22) uma portaria no Diário Oficial da União, que institui a Política Nacional de Cuidados Paliativos(PNCP) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida já havia sido aprovada pela Pasta em janeiro deste ano, mas só agora será oficializada e vai ampliar os tratamentos oferecidos pela rede pública de saúde.
O que são cuidados paliativos?
São princípios e protocolos focados em prevenir e controlar o sofrimento das pessoas que convivem com doenças crônicas e graves. O médico paliativista do Hospital das Clínicas Douglas Crispim traz exemplos de condições que podem gerar esse tipo de atendimento: doenças do coração, rim, fígado, pulmão, câncer, Alzheimer, sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
"Em geral, o tratamento paliativo é necessário para pessoas que ficaram ou estão acamadas pela sua condição clínica. O foco é ajudar os especialistas, a pessoa e a família a ter uma vida mais normal possível convivendo com essa doença", ressalta.
Quem vai ter direito ao atendimento?
Com a PNCP, a ideia é que o SUS disponibilize tratamentos para alívio da dor, do sofrimento e de outros sintomas para pessoas que enfrentam doenças ou outras condições de saúde que ameaçam ou limitam a continuidade da vida. A portaria prevê que esse atendimento seja estendido a familiares e cuidadores.
Entre os tipos de atendimentos previstos estão:
Físico — Suporte para alívio ou redução de dores, dispneia (falta de ar), desconforto e mal-estar;
Psicoemocional — Acompanhamento psicológico do paciente e seus familiares e/ou cuidadores;
Espiritual — Suporte oferecido com base na crença e na vontade expressa pelo paciente;
Social — Manutenção da inserção do paciente no convívio com outras pessoas, além de facilitar acesso aos recursos necessários para o tratamento.
Brasil tem 16 vezes menos cuidados paliativos do que recomendado
O último Atlas de Cuidados Paliativos, divulgado em 2023, revela que aumentou o número de unidades de saúde que prestam esse atendimento no país: 18,37% a mais em 2022, no comparação com 2019, mas, segundo Crispim, o numero ainda é insuficiente para promover conforto aos pacientes.
"Daquilo que é recomendado mundialmente, o Brasil, mesmo com crescimento que já teve, tem um serviço para mais de um milhão de pessoas", disse
Ao todo, são 234 unidades de saúde que oferecem o esse tipo de abordagem. Segundo Associação Europeia de Cuidados Paliativos, o ideal são duas unidades para cada 100 mil habitantes. O país tem 16 vezes menos unidades por habitante do que o recomendado.
O que são cuidados paliativos? Medida vai ampliar tratamentos pelo SUSPortaria pretende trazer conforto para pessoas que convivem com doenças crônicas e graves com atendimento social, emocional e até espiritualBrasil2024-05-23T22:31:54.999Z Você já ouviu falar em cuidados paliativos? A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, mais de 56,8 milhões de pessoas precisam desse tipo de abordagem mas, desse total, apenas uma em cada 10 dessas pessoas recebem o atendimento. No Brasil, será a primeira vez que o governo federal financiará esse tipo de serviço no país, que costumava ser de responsabilidade dos governos estaduais. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, publicou na quarta-feira (22) uma portaria no Diário Oficial da União, que institui a Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida já havia sido aprovada pela Pasta em janeiro deste ano, mas só agora será oficializada e vai ampliar os tratamentos oferecidos pela rede pública de saúde. O que são cuidados paliativos? São princípios e protocolos focados em prevenir e controlar o sofrimento das pessoas que convivem com doenças crônicas e graves. O médico paliativista do Hospital das Clínicas Douglas Crispim traz exemplos de condições que podem gerar esse tipo de atendimento: doenças do coração, rim, fígado, pulmão, câncer, Alzheimer, sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). "Em geral, o tratamento paliativo é necessário para pessoas que ficaram ou estão acamadas pela sua condição clínica. O foco é ajudar os especialistas, a pessoa e a família a ter uma vida mais normal possível convivendo com essa doença", ressalta. Quem vai ter direito ao atendimento? Com a PNCP, a ideia é que o SUS disponibilize tratamentos para alívio da dor, do sofrimento e de outros sintomas para pessoas que enfrentam doenças ou outras condições de saúde que ameaçam ou limitam a continuidade da vida. A portaria prevê que esse atendimento seja estendido a familiares e cuidadores. Entre os tipos de atendimentos previstos estão: Físico — Suporte para alívio ou redução de dores, dispneia (falta de ar), desconforto e mal-estar; Psicoemocional — Acompanhamento psicológico do paciente e seus familiares e/ou cuidadores; Espiritual — Suporte oferecido com base na crença e na vontade expressa pelo paciente; Social — Manutenção da inserção do paciente no convívio com outras pessoas, além de facilitar acesso aos recursos necessários para o tratamento. Brasil tem 16 vezes menos cuidados paliativos do que recomendado O último Atlas de Cuidados Paliativos, divulgado em 2023, revela que aumentou o número de unidades de saúde que prestam esse atendimento no país: 18,37% a mais em 2022, no comparação com 2019, mas, segundo Crispim, o numero ainda é insuficiente para promover conforto aos pacientes. "Daquilo que é recomendado mundialmente, o Brasil, mesmo com crescimento que já teve, tem um serviço para mais de um milhão de pessoas", disse Ao todo, são 234 unidades de saúde que oferecem o esse tipo de abordagem. Segundo Associação Europeia de Cuidados Paliativos, o ideal são duas unidades para cada 100 mil habitantes. O país tem 16 vezes menos unidades por habitante do que o recomendado. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/o-que-sao-cuidados-paliativos-politica-vai-ampliar-tratamentos-pelo-sus-entenda
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