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MP denuncia Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e auditores fiscais de SP por organização criminosa

Investigação aponta organização criminosa ligada a fraudes em créditos de ICMS-ST e lavagem de dinheiro

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SBT News
15/05/2026, 17:29 • Atualizado em 15/05/2026, 17:29
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Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma | Divulgação/Ultrafarma

Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma | Divulgação/Ultrafarma

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou nessa quinta-feira (14) o empresário Sidney Oliveira, fundador da rede Ultrafarma, e outras 10 pessoas por suposta participação em uma organização criminosa voltada à cobrança de propina para facilitar a liberação de créditos tributários no estado de São Paulo.

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A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) e envolve também auditores fiscais estaduais e profissionais ligados à área tributária.

Essa é a segunda denúncia dos promotores contra os alvos da Operação Ícaro. Em agosto de 2025, a operação foi realizada para desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários que movimentou mais de R$ 1 bilhão.

Esquema envolvia créditos de ICMS-ST

Segundo a denúncia, o grupo atuava junto à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) para facilitar, inflar e aprovar créditos de ICMS-ST em benefício de grandes empresas.

🔍 ICMS-ST é um regime tributário em que o fabricante ou importador ("substituto") paga o ICMS antecipadamente por toda a cadeia de suprimentos, abrangendo as vendas futuras por distribuidores e varejistas.

De acordo com a denúncia, os pagamentos de propina eram feitos por meio de contratos simulados com uma empresa de consultoria tributária. Depois, os valores eram ocultados em operações de lavagem de dinheiro.

As investigações apontam que o esquema funcionou entre 2021 e 2025 e possuía uma estrutura organizada, dividida em quatro frentes:

  • Agentes públicos: formado por auditores fiscais responsáveis por viabilizar os créditos tributários;
  • Técnico-operacional: consultoras que preparavam documentos e protocolavam pedidos de ressarcimento;
  • Financeiro: responsável por ocultar e dissimular a origem dos recursos;
  • Empresarial: composto por representantes de companhias beneficiadas pelo esquema.

Parte dos denunciados já responde por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, quatro investigados estão presos preventivamente, enquanto um dos acusados está foragido e foi incluído na lista de procurados da Interpol.

Movimentações milionárias sob investigação

O GEDEC aponta transferências superiores a R$ 81 milhões para empresas ligadas ao núcleo financeiro da organização. Os investigadores também identificaram movimentações societárias bilionárias utilizadas para dificultar o rastreamento dos recursos.

Um dos casos citados envolve a mãe de um auditor fiscal investigado, cuja evolução patrimonial teria saltado de cerca de R$ 411 mil para mais de R$ 2 bilhões em dois anos.

O processo foi protocolado na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, mas a Justiça ainda não se pronunciou sobre se aceita ou não o processo.

O SBT News entrou em contato com a defesa de Sidney e ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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