Brasil

MP de São Paulo denuncia dono da Ultrafarma por esquema de corrupção na Sefaz

Empresário é acusado de corromper auditores fiscais para obter créditos tributários inflados

Imagem da noticia MP de São Paulo denuncia dono da Ultrafarma por esquema de corrupção na Sefaz
Empresário foi preso em operação do MP nesta terça-feira (12) | Divulgação/Ultrafarma
• Atualizado em

O Ministério Público de São Paulo denunciou o empresário Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma, e outras seis pessoas por envolvimento em um esquema criminoso dentro da Secretaria da Fazenda do estado (Sefaz-SP).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Segundo a denúncia, o grupo teria atuado para corromper auditores fiscais da Sefaz com o objetivo de garantir a liberação acelerada e inflada de créditos tributários (ICMS-ST), em valores muito superiores aos devidos.

🔍*ICMS-ST é um regime tributário em que o fabricante ou importador ("substituto") paga o ICMS antecipadamente por toda a cadeia de suprimentos, abrangendo as vendas futuras por distribuidores e varejistas.

De acordo com o Ministério Público, dois auditores fiscais, identificados como Artur Gomes da Silva Neto e Alberto Toshio Murakami, utilizavam o cargo público para auxiliar empresas a obter esse ICMS-ST, infringindo o dever funcional. Em troca, recebiam vantagens financeiras indevidas, caracterizando o crime de corrupção passiva.

Segundo a denúncia, a Ultrafarma, representada por Sidney Oliveira e por seu diretor fiscal Rogério Barbosa Caraça, teria oferecido e pago propina a esses auditores para agilizar e ampliar o ressarcimento dos créditos de ICMS-ST, além de viabilizar a revenda desses créditos.

O Ministério Público afirma que os pagamentos ocorreram de forma reiterada entre 2021 e 2025, com a participação de funcionários e assistentes ligados à empresa.

Antes de apresentar a denúncia, o Ministério Público cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de investigados, o que resultou na coleta de novas provas.

Lavagem por parte dos auditores

A investigação aponta que parte da propina teria sido lavada por meio da empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., registrada em nome de Kimio Mizukami da Silva, mãe de Artur.

O patrimônio dela teria aumentado de forma expressiva entre 2021 e 2023, passando de cerca de R$ 411 mil para R$ 2 milhões, sem compatibilidade com a capacidade técnica ou operacional da empresa, que passou a receber dezenas de milhões de reais da Fast Shop pela suposta prestação de serviços tributários.

A Justiça agora vai analisar se aceita a denúncia. Caso isso ocorra, os investigados se tornarão réus.

O SBT News entrou em contato com a defesa de Sidney, porém não obtivemos retorno até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.

*Colaborou Antonio Souza

Últimas Notícias