Política

Presidente do INSS diz que instituto foi o primeiro a agir contra o Master e nega reunião com Vorcaro

À CPMI, Gilberto Waller Júnior afirmou que alerta em relação ao banco veio de reclamações de aposentados e pensionistas

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O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior | Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, afirmou nesta quinta-feira (5), em depoimento à CPMI do INSS, que o instituto foi a primeira instituição pública a adotar medidas contra o Banco Master, após identificar indícios de irregularidades na concessão de empréstimos consignados.

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Na oitiva, ele também negou ter participado de qualquer reunião com o dono da instituição, Daniel Vorcaro.

“O INSS tinha um acordo vigente desde 2020. Esse acordo findou em agosto. Em setembro, nós interrompemos o acordo de cooperação. Em outubro, não assinamos o termo de compromisso, notificando a instituição, ou seja, o INSS, antes de ser avisado de qualquer situação do Master, foi o primeiro a ligar o alerta”, disse.

Segundo ele, o aumento expressivo de reclamações de aposentados e pensionistas acendeu a preocupação no instituto e motivou a decisão de romper o acordo de cooperação técnica com o banco.

Waller Júnior explicou que a decisão de não renovação foi comunicada formalmente à instituição em 8 de outubro. Segundo o presidente do INSS, a ausência de reação do banco nas semanas seguintes chamou a atenção.

“Eles não nos procuraram de 8 até 31 de outubro. Eles ficaram calados. Eles não procuraram o INSS para negociar, nem mesmo para receber sua carteira”, afirmou, em referência ao conjunto de contratos de crédito consignado já firmados com segurados, que permanecem válidos mesmo após o fim do acordo.

Segundo o depoimento, reuniões com representantes do banco ocorreram apenas em 31 de outubro e 10 de novembro, com dirigentes e advogados da instituição.

O presidente do instituto declarou ainda que, durante essas reuniões, o INSS solicitou acesso aos contratos por suspeitar de irregularidades na operação. “Algo estava cheirando mal”, afirmou Waller Júnior.

Segundo ele, os documentos apresentados pelo banco não atendiam aos requisitos mínimos de fiscalização, pois não traziam informações essenciais, como valor do empréstimo, taxa de juros e custo efetivo total.

Além disso, as assinaturas eletrônicas não continham mecanismos de verificação capazes de confirmar a identidade dos segurados.

Waller Júnior informou que o INSS notificou o Banco Master em duas ocasiões para que apresentasse a comprovação da regularidade dos contratos. Uma semana após o envio do último ofício, a instituição financeira entrou em liquidação, em novembro de 2025. Diante disso, o órgão decidiu suspender os repasses mensais relacionados aos consignados.

O presidente do INSS disse ainda que, após o início do processo de liquidação, foi realizada uma reunião com o liquidante do banco, responsável por administrar a instituição durante o encerramento de suas atividades, e concedido prazo para a apresentação da documentação exigida.

Segundo ele, o liquidante foi oficialmente notificado em janeiro e recebeu 15 dias para comprovar a regularidade dos contratos. O prazo final termina em 12 de fevereiro.

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