Mãe de MC Kevin anuncia nova perícia e quer reabrir investigação sobre morte do cantor
Em anúncio nas redes sociais, Valquiria Nascimento afirma ter novas informações sobre o caso


Caroline Vale
A morte do funkeiro MC Kevin, ocorrida em maio de 2021 após a queda da varanda de um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, pode ganhar novos desdobramentos. A mãe do artista, Valquiria Nascimento, afirmou ter recebido novas informações e anunciou que pretende solicitar a reabertura do inquérito policial que investigou o caso.
Em vídeo publicado nas redes sociais nessa segunda-feira (11), Valquiria fez um longo desabafo e declarou que busca respostas definitivas sobre a morte do filho. Ela afirmou que sempre teve interesse em esclarecer os fatos e que agora pretende tomar novas medidas jurídicas.
“Eu sou a pessoa mais interessada em saber o que aconteceu no dia da morte do meu filho. Estou disposta a fazer tudo o que for possível e impossível. Na época eu não tinha condições nenhuma de fazer nada. Hoje as coisas mudaram.”
Segundo a mãe do cantor, advogados já foram consultados e ela quer formalizar o pedido de reabertura da investigação. Além da iniciativa judicial, a família pretende financiar uma investigação própria: “Vamos pagar uma perícia especializada, um bom detetive pra gente descobrir todas as verdades" afirmou MC PH, amigo de Kevin.
Valquiria reforçou que o objetivo não é alimentar especulações, mas esclarecer definitivamente o que aconteceu: "Eu quero saber o que aconteceu no dia 16 de maio de 2021, que acabou com a vida do meu filho."
Caso havia sido arquivado
Kevin Nascimento Bueno morreu após cair do quinto andar de um hotel, a uma altura de 18 metros. O cantor chegou a ser socorrido, mas não resistiu. A causa da morte foi traumatismo craniano.
As investigações da Polícia Civil apontaram que o artista tentou pular da varanda do quarto para o andar inferior ao se assustar com a possibilidade de ser flagrado pela esposa, a advogada Deolane Bezerra, com a acompanhante Bianca Domingues. Testemunhas afirmaram que ele perdeu o equilíbrio durante a tentativa.
O inquérito concluiu que não houve indícios de violência, participação de terceiros ou ação criminosa, classificando o episódio como acidente. A Justiça do Rio de Janeiro determinou o arquivamento do caso em 2022.
Na decisão, o juiz destacou: "De fato, o laudo de exame de local apontou que não havia indícios de briga ou ações violentas no quarto, de modo que a causa aparente da queda foi um acidente. As constatações do perito, inclusive, sobre o estado do quarto são compatíveis com os relatos das testemunhas, destacando a existência de apenas um preservativo no local (embora outras embalagens vazias tenham sido encontradas), bebida alcóolica, toalhas com indício de uso recente."
O juiz também ressaltou que os depoimentos das testemunhas foram compatíveis entre si, conforme destacou o Ministério Público.









