Petrobras deve aumentar preço da gasolina em breve, diz presidente da estatal
Petroleira avalia reajuste do combustível e cita concorrência com etanol; empresa vê baixa chance de dividendo extra



Emanuelle Menezes
com informações da Reuters
A Petrobras deve anunciar "já, já" um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras, afirmou nesta terça-feira (12) a presidente da estatal, Magda Chambriard. A declaração foi feita durante videoconferência com analistas do mercado financeiro.
Segundo a executiva, a companhia já discute internamente o aumento, mas monitora o impacto da concorrência com o etanol antes de bater o martelo sobre o reajuste.
"Vai acontecer 'já já' um aumento de preço da gasolina, mas nós temos que ter certeza de que esse mercado almejado continua nosso", disse Magda.
A presidente da Petrobras explicou que a estatal acompanha a evolução dos preços do etanol nos postos de combustíveis, especialmente após a queda registrada nas últimas semanas com o avanço da safra de cana-de-açúcar.
"Nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso market share e na evolução do mercado do etanol", afirmou.
A sinalização de reajuste ocorre em meio às oscilações do petróleo no mercado internacional, por causa da guerra no Oriente Médio, e à pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil.
Petrobras vê baixa chance de dividendos extraordinários
Também nesta terça-feira, o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, afirmou que a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários neste ano é considerada "muito baixa" pela companhia.
De acordo com o executivo, a volatilidade do preço do petróleo ainda impede uma avaliação mais segura sobre a geração de caixa da estatal ao longo de 2025.
"Hoje eu não vejo essa possibilidade ou, se ela existe, é muito baixa aqui na nossa visão", declarou Melgarejo durante conversa com investidores.
O diretor afirmou que uma decisão definitiva sobre dividendos extras deverá ocorrer apenas no fim do ano, quando houver maior previsibilidade sobre o cenário internacional e os resultados financeiros da empresa.
"Seria ótimo chegar ao final do ano com um caixa tão superior que permitisse essa distribuição, mas ainda está tudo muito nublado para tomar essa decisão", disse.









