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Helicóptero de R$ 10 mi é apreendido em ação contra pirâmide

Polícias Civil, Militar e MPSP cumprem 13 mandados contra grupo que fez mais de 2.000 vítimas com falsas promessas de investimentos em ouro

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Isabelle Saleme
Helicóptero apreendido em operação em Osasco                      Foto: Secretaria de Segurança de SP

Helicóptero apreendido em operação em Osasco Foto: Secretaria de Segurança de SP

Um helicóptero Robinson R66, avaliado em mais de R$ 10 milhões, foi apreendido na manhã desta terça-feira (29) em um hangar no bairro Santa Fé, em Osasco, durante uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial (GAEPP) do Ministério Público de São Paulo, que apura suspeita de pirâmide financeira.

A ação, batizada de Sanakay, contou com equipes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), incluindo o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), além do apoio da Polícia Militar, por meio do 1º Batalhão de Choque. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em São Paulo, na Grande São Paulo e no Rio de Janeiro. Os alvos são lideranças de um grupo investigado por lavagem de dinheiro e golpes estimados em mais de R$ 500 milhões.

Além do helicóptero, durante a operação, também foram apreendidos veículos de alto padrão, ouro, seis armas de fogo, munições, uma prensa, quatro quilos de pólvora, além de estojos e projéteis.

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Os mandados têm o objetivo de recuperar valores decorrentes de delitos de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, os alvos se associaram para aplicar golpes de pirâmide financeira contra integrantes da própria comunidade, mediante a simulação de investimentos em ouro.

Os envolvidos prometiam altos rendimentos com a compra do minério e sua posterior revenda internacional. Mas, em vez de investirem o dinheiro arrecadado na compra e venda de ouro, os investigados simplesmente gastavam os valores em bens de luxo e mantinham parte aplicada para atrair novas vítimas.

A estimativa é que mais de 2.000 pessoas tenham sido enganadas com o esquema ao longo dos anos. Muitas vítimas se desfizeram de bens pessoais de valor para poder investir na promessa de retorno anunciada.

A operação desta terça-feira (29) faz parte de uma série de medidas para localizar e recuperar bens adquiridos com os valores obtidos pelo grupo. Pelo menos 137 pessoas físicas e 32 pessoas jurídicas são investigadas. Em fase anterior da operação, em abril, 52 imóveis, além de outros veículos e saldos em contas bancárias e aplicações financeiras, já haviam sido sequestrados. Em agosto, a Justiça também determinou o sequestro de mais R$ 162 milhões.

“Investigações de alta complexidade exigem uma resposta coordenada. A atuação conjunta não só acelera a identificação dos responsáveis, mas é fundamental para localizar e recuperar os bens adquiridos ilicitamente, garantindo a responsabilização do grupo e a reparação dos danos às vítimas”, disse o delegado Tom Blumer, do Garra.

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