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Funcionários da USP aceitam acordo com reitoria para encerrar greve

Entendimento prevê gratificação mensal de até R$ 1,6 mil e abono das horas não trabalhadas em períodos de “pontes” de feriados

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Campus da Universidade de São Paulo (USP) | Divulgação/Governo de SP

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP) aceitou, na quinta-feira (23), um acordo proposto pela reitoria da faculdade para encerrar a greve. Servidores técnicos e administrativos estavam com os trabalhos paralisados desde 14 de abril para reivindicar reajustes salariais e benefícios.

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Segundo o documento, ficou acordado entre as partes a instituição de um programa de gratificação mensal aos servidores, no valor de cerca de R$ 1,6 mil. A reitoria também se comprometeu a propor a formalização jurídica que permita o abono das horas não trabalhadas em períodos de “pontes” de feriados e recesso de final de ano.

Outro item que faz parte do acordo é a intenção de implementar soluções que assegurem a todos os funcionários da USP, incluindo terceirizados, melhores condições de deslocamento na universidade. A ideia é que os trabalhadores tenham gratuidade nos ônibus circulares do campus da faculdade.

Além disso, ficou acordado entre a reitoria e o sindicato dos trabalhadores da USP uma reunião para escutar as demandas dos estudantes, que também paralisaram as aulas e foram às ruas em apoio à greve dos funcionários. Um encontro com os discentes foi marcado para as 10h30 desta sexta-feira (24).

“Sabemos que a defesa de uma universidade pública gratuita e de qualidade a serviço da população e do povo pobre dependerá da mais forte unidade entre trabalhadores e estudantes e, portanto, nosso apoio às pautas estudantis é fundamental para galvanizar essa unidade”, disse o sindicato.

Entenda

A greve dos servidores da USP foi aprovada por unanimidade em assembleia geral realizada no dia 9 de abril, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). No mesmo dia, estudantes também decidiram paralisar as atividades em apoio ao movimento.

O principal motivo para a greve foi a quebra de isonomia nos reajustes salariais e benefícios. A situação foi provocada após a aprovação da Gratificação por Apoio às Atividades Complementares Estratégicas (Gate) pelo Conselho Universitário, que prevê uma gratificação mensal de R$ 4.500 destinada apenas a professores docentes da USP, com duração de dois anos, prorrogáveis.

Como resposta, os demais funcionários da universidade reivindicaram o benefício, exigindo que o valor total previsto para o pagamento da gratificação, estimado em cerca de R$ 476 milhões em dois anos, fosse dividido entre os servidores. O cálculo apresentado pelos trabalhadores indicou cerca de R$ 1,6 mil para cada funcionário, com incorporação aos salários — medida atendida pela reitoria.

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