Enem: preparação emocional é tão importante quanto estudos
Na reta final do exame, educadores alertam que a ansiedade, o sono e a pressão familiar podem prejudicar o desempenho do aluno
SBT News
A preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) costuma ser medida pelas horas de estudo, pela quantidade de exercícios resolvidos e pelos resultados dos simulados, mas saber a matéria não significa, necessariamente, conseguir demonstrar esse conhecimento. Isso porque o nervosismo na hora da prova, o medo de esquecer as respostas e a preocupação com a aprovação podem atrapalhar até quem se dedica durante todo o ano.
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Segundo especialistas, além dos estudos, a orientação aos alunos deve considerar os aspectos emocionais, pois é preciso ajudá-los a reconhecer situações de ansiedade, organizar a rotina e lidar com a cobrança por resultados. A preocupação é que o excesso de pressão faça o estudante chegar ao exame cansado ou inseguro, mesmo depois de meses de dedicação às disciplinas.
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“Não adianta o aluno passar horas estudando e chegar à prova tão nervoso que não consegue se concentrar. Muitos sentem que precisam revisar tudo novamente, como se o esforço do ano inteiro não fosse suficiente, então procuramos mostrar que eles já têm conhecimento e que também precisam aprender a confiar no que estudaram, respeitar os próprios limites e entender que o descanso faz parte da preparação”, explica a psicóloga Margarete Quiroga.
O sono é um dos primeiros afetados quando a preocupação com o exame aumenta. Alguns candidatos passam a estudar até tarde, reduzem os intervalos e deixam atividades de lazer de lado, porque acreditam que precisam aproveitar cada minuto. Porém, dormir pouco pode comprometer a atenção, a memória e o raciocínio, justamente as habilidades exigidas durante a avaliação. Então, manter horários regulares, fazer pausas e distribuir as revisões ao longo da semana ajudam a evitar o acúmulo de cansaço.
A pressão familiar também merece cuidado. Perguntas frequentes sobre notas, comparações com colegas e comentários sobre a dificuldade de ingressar na universidade podem aumentar a insegurança. Mesmo quando a intenção dos pais é incentivar, o excesso pode provocar o efeito contrário. É importante ouvir as preocupações dos filhos, respeitar os momentos de descanso e demonstrar apoio independente do resultado. Essas são atitudes que contribuem para uma preparação emocional saudável.
“Os jovens precisam perceber que a dedicação aos estudos é importante, mas que a vida deles não se resume ao resultado de uma prova. A escola tem a responsabilidade de ensinar os conteúdos e também de ajudá-los a lidar com frustrações, expectativas e decisões e, quando a família participa desse cuidado, o estudante se sente mais amparado para enfrentar o exame sem carregar a obrigação de acertar tudo”, pontua a pedagoga Marizane Piergentile.
O Enem 2026 acontece nos dias 8 e 15 de novembro, e a recomendação é aproveitar as semanas restantes para revisar os assuntos que exigem atenção, mas sem comprometer a alimentação, o sono e o descanso. Conferir o local da prova, separar os documentos e planejar o deslocamento para chegar com tranquilidade também ajudam a reduzir as preocupações na véspera.
“O conteúdo aprendido ao longo do ano precisa estar acompanhado de condições físicas e também emocionais que facilitem o candidato a utilizá-lo durante a prova”, frisa Marizane.
Enem: preparação emocional é tão importante quanto estudosNa reta final do exame, educadores alertam que a ansiedade, o sono e a pressão familiar podem prejudicar o desempenho do alunoBrasil2026-10-20T08:38:00.000ZA preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) costuma ser medida pelas horas de estudo, pela quantidade de exercícios resolvidos e pelos resultados dos simulados, mas saber a matéria não significa, necessariamente, conseguir demonstrar esse conhecimento. Isso porque o nervosismo na hora da prova, o medo de esquecer as respostas e a preocupação com a aprovação podem atrapalhar até quem se dedica durante todo o ano. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Segundo especialistas, além dos estudos, a orientação aos alunos deve considerar os aspectos emocionais, pois é preciso ajudá-los a reconhecer situações de ansiedade, organizar a rotina e lidar com a cobrança por resultados. A preocupação é que o excesso de pressão faça o estudante chegar ao exame cansado ou inseguro, mesmo depois de meses de dedicação às disciplinas. “Não adianta o aluno passar horas estudando e chegar à prova tão nervoso que não consegue se concentrar. Muitos sentem que precisam revisar tudo novamente, como se o esforço do ano inteiro não fosse suficiente, então procuramos mostrar que eles já têm conhecimento e que também precisam aprender a confiar no que estudaram, respeitar os próprios limites e entender que o descanso faz parte da preparação”, explica a psicóloga Margarete Quiroga. O sono é um dos primeiros afetados quando a preocupação com o exame aumenta. Alguns candidatos passam a estudar até tarde, reduzem os intervalos e deixam atividades de lazer de lado, porque acreditam que precisam aproveitar cada minuto. Porém, dormir pouco pode comprometer a atenção, a memória e o raciocínio, justamente as habilidades exigidas durante a avaliação. Então, manter horários regulares, fazer pausas e distribuir as revisões ao longo da semana ajudam a evitar o acúmulo de cansaço. A pressão familiar também merece cuidado. Perguntas frequentes sobre notas, comparações com colegas e comentários sobre a dificuldade de ingressar na universidade podem aumentar a insegurança. Mesmo quando a intenção dos pais é incentivar, o excesso pode provocar o efeito contrário. É importante ouvir as preocupações dos filhos, respeitar os momentos de descanso e demonstrar apoio independente do resultado. Essas são atitudes que contribuem para uma preparação emocional saudável. “Os jovens precisam perceber que a dedicação aos estudos é importante, mas que a vida deles não se resume ao resultado de uma prova. A escola tem a responsabilidade de ensinar os conteúdos e também de ajudá-los a lidar com frustrações, expectativas e decisões e, quando a família participa desse cuidado, o estudante se sente mais amparado para enfrentar o exame sem carregar a obrigação de acertar tudo”, pontua a pedagoga Marizane Piergentile. O Enem 2026 acontece nos dias 8 e 15 de novembro, e a recomendação é aproveitar as semanas restantes para revisar os assuntos que exigem atenção, mas sem comprometer a alimentação, o sono e o descanso. Conferir o local da prova, separar os documentos e planejar o deslocamento para chegar com tranquilidade também ajudam a reduzir as preocupações na véspera. “O conteúdo aprendido ao longo do ano precisa estar acompanhado de condições físicas e também emocionais que facilitem o candidato a utilizá-lo durante a prova”, frisa Marizane.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/enem-preparacao-emocional-e-tao-importante-quanto-estudos