EUA: ativista palestino recorre ao Supremo contra deportação
Defesa de Mahmoud Khalil quer garantir que a Justiça federal possa analisar sua detenção enquanto o processo migratório segue em andamento
Sofia Pilagallo, com informações da Reuters
Ativista pró-Palestina Mahmoud Khalil em encontro com o deputado americano Jim McGovern em 22 de julho de 2025 | Foto: Gabinete do deputado Jim McGovern/Wikimedia Commons
Um ativista pró-Palestina recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos para tentar anular uma decisão que abriu caminho para que o governo do presidente Donald Trump o prenda novamente e o deporte. De origem palestina, nascido na Síria e com cidadania argelina, Mahmoud Khalil foi preso em março de 2025, apesar de ter residência permanente legal nos EUA.
Khalil estava entre os estudantes estrangeiros mais proeminentes detidos no ano passado, durante a campanha do governo Trump para prender e deportar estrangeiros envolvidos em ativismo pró-Palestina em campi universitários. Ele foi abordado por agentes de imigração no saguão de sua residência universitária em Manhattan.
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O ativista foi libertado de um centro de detenção na Louisiana em junho de 2025, por ordem do juiz federal Michael Farbiarz. Em janeiro deste ano, porém, um tribunal de apelações reverteu a decisão, entendendo que o magistrado não tinha competência para ordenar sua soltura naquele processo.
Segundo o tribunal, Khalil deveria apresentar suas contestações em um recurso contra a ordem de deportação. A defesa discorda e pede que a Suprema Corte reconheça o direito de estrangeiros de recorrer à Justiça federal quando alegam ter sido presos como punição pelo exercício da liberdade de expressão.
Além dessa disputa sobre sua detenção, Khalil contesta, em outro recurso, a ordem de deportação para a Argélia, país do qual tem cidadania, ou para a Síria, onde nasceu. Enquanto a Suprema Corte avalia seu pedido, permanece em vigor uma ordem judicial que impede que ele seja preso novamente.
O governo Trump justificou a tentativa de deportação com a participação de Khalil em protestos pró-Palestina em Columbia, que classificou como antissemitas. O secretário de Estado, Marco Rubio, invocou uma disposição da legislação migratória para sustentar a medida, enquanto a defesa afirma que o ativista é alvo de retaliação por suas manifestações políticas.
Palestino com cidadania argelina, Khalil nasceu em um campo de refugiados na Síria e se formou na Universidade Columbia, onde ganhou projeção nos protestos contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza em 2024. Sua mulher e o filho do casal, de um ano, são cidadãos americanos.
Em resposta à Reuters, um porta-voz do Departamento de Segurança Interna afirmou que o governo Trump agiu dentro de suas atribuições no caso. O órgão, responsável pelo ICE, o serviço de imigração e fiscalização aduaneira dos EUA, também incentivou Khalil a deixar voluntariamente o país.
EUA: ativista palestino recorre ao Supremo contra deportaçãoDefesa de Mahmoud Khalil quer garantir que a Justiça federal possa analisar sua detenção enquanto o processo migratório segue em andamentoMundo2026-10-20T03:21:05.695ZUm ativista pró-Palestina recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos para tentar anular uma decisão que abriu caminho para que o governo do presidente Donald Trump o prenda novamente e o deporte. De origem palestina, nascido na Síria e com cidadania argelina, Mahmoud Khalil foi preso em março de 2025, apesar de ter residência permanente legal nos EUA. Khalil estava entre os estudantes estrangeiros mais proeminentes detidos no ano passado, durante a campanha do governo Trump para prender e deportar estrangeiros envolvidos em ativismo pró-Palestina em campi universitários. Ele foi abordado por agentes de imigração no saguão de sua residência universitária em Manhattan. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique O ativista foi libertado de um centro de detenção na Louisiana em junho de 2025, por ordem do juiz federal Michael Farbiarz. Em janeiro deste ano, porém, um tribunal de apelações reverteu a decisão, entendendo que o magistrado não tinha competência para ordenar sua soltura naquele processo. Segundo o tribunal, Khalil deveria apresentar suas contestações em um recurso contra a ordem de deportação. A defesa discorda e pede que a Suprema Corte reconheça o direito de estrangeiros de recorrer à Justiça federal quando alegam ter sido presos como punição pelo exercício da liberdade de expressão. Além dessa disputa sobre sua detenção, Khalil contesta, em outro recurso, a ordem de deportação para a Argélia, país do qual tem cidadania, ou para a Síria, onde nasceu. Enquanto a Suprema Corte avalia seu pedido, permanece em vigor uma ordem judicial que impede que ele seja preso novamente. O governo Trump justificou a tentativa de deportação com a participação de Khalil em protestos pró-Palestina em Columbia, que classificou como antissemitas. O secretário de Estado, Marco Rubio, invocou uma disposição da legislação migratória para sustentar a medida, enquanto a defesa afirma que o ativista é alvo de retaliação por suas manifestações políticas. Palestino com cidadania argelina, Khalil nasceu em um campo de refugiados na Síria e se formou na Universidade Columbia, onde ganhou projeção nos protestos contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza em 2024. Sua mulher e o filho do casal, de um ano, são cidadãos americanos. Em resposta à Reuters, um porta-voz do Departamento de Segurança Interna afirmou que o governo Trump agiu dentro de suas atribuições no caso. O órgão, responsável pelo ICE, o serviço de imigração e fiscalização aduaneira dos EUA, também incentivou Khalil a deixar voluntariamente o país.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-ativista-palestino-recorre-ao-supremo-contra-deportacao
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