Política

Lula diz que, como metalúrgico, sempre esteve na escala 5x2

Em sabatina ao SBT, presidente defendeu a adoção do modelo por todos os trabalhadores e citou benefícios para o lazer e a convivência familiar

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Basília Rodrigues , Marina Demori, Simone Queiroz
Lula na sabatina do SBT | Reprodução/SBT News

Lula na sabatina do SBT | Reprodução/SBT News

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (19), na sabatina ao SBT, que sempre trabalhou na escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. O petista defendeu a ampliação do modelo para todos os trabalhadores e afirmou que a redução da jornada é uma reivindicação antiga de todo o movimento sindical.

"Nós [metalúrgicos] brigamos pela redução da jornada de trabalho desde 1980, quando eu era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos. As categorias mais organizadas, mais fortes, já conquistaram isso. Muitas categorias já trabalham em cinco por dois. Muitas categorias. Eu mesmo sempre trabalhei cinco por dois", declarou.

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Lula defendeu a ampliação do modelo para categorias que ainda não adotam esse regime de trabalho. Segundo ele, a mudança permitirá mais tempo para o lazer, o cuidado com os filhos, a visita a parentes e as viagens.

"Agora você tem outras categorias que não conseguiram isso. Então, o que nós estamos dizendo é o seguinte: agora todo mundo vai trabalhar cinco por dois. A pessoa vai ter mais tempo de lazer, a pessoa vai ter mais tempo para cuidar do filho, a pessoa vai ter mais tempo para visitar parentes, para viajar", afirmou.

O fim da escala 6x1 foi promulgado pelo Congresso Nacional na sexta-feira (16), dando início à contagem dos prazos para a implementação das novas regras. A sessão solene foi presidida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e contou com a participação de Lula.

A emenda prevê dois dias de descanso remunerado por semana e a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. As novas regras, no entanto, não entram em vigor imediatamente. Parte das mudanças começa a valer 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

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