Atos pró-Palestina pelo mundo marcam três anos do 7/10
Manifestações nos EUA, México, Reino Unido, Austrália e Portugal reuniram pedidos de cessar-fogo e homenagens às vítimas da ofensiva israelense
Sofia Pilagallo
Manifestantes pró-Palestina se reúnem em frente à Prefeitura de Nova York no terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro de 2023 | Foto: Reuters - 07.10.2026
Manifestantes de vários países realizaram atos em solidariedade aos palestinos nesta quarta-feira (7), data que marca três anos dos ataques do Hamas contra Israele do início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza. As mobilizações incluíram marchas, vigílias pelas vítimas palestinas e pedidos de cessar-fogo em países como Estados Unidos, México, Reino Unido, Austrália e Portugal.
Os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 mataram cerca de 1.200 pessoas em Israel, e outras 251 foram feitas reféns. A ofensiva israelense que se seguiu deixou mais de 74 mil mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território. Embora um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos tenha interrompido os principais combates em 2025, os ataques continuaram, de acordo com a Reuters.
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Nos Estados Unidos, mais de 100 manifestantes se reuniram em frente à Prefeitura de Nova York para protestar contra as ações de Israel em Gaza, segundo a Reuters. Os participantes usavam keffiyehs, lenços tradicionais árabes que se tornaram símbolo da identidade e da resistência palestinas, carregavam bandeiras e cartazes e entoavam palavras de ordem pela liberdade da Palestina.
Os manifestantes também exigiram que instituições divulgassem seus investimentos e retirassem recursos de Israel. Entre os cartazes, havia um com a imagem do prefeito Zohran Mamdani, identificado como "chefe executivo" do Departamento de Polícia de Nova York, e outro com uma foto do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sob a palavra "procurado".
Em uma publicação no X no mesmo dia, Mamdani lamentou as mortes e os sequestros nos ataques do Hamas e condenou a campanha militar israelense em Gaza, que descreveu como um "genocídio em curso". O prefeito também criticou o financiamento norte-americano às ações de Israel e defendeu liberdade, segurança e dignidade para todos.
México
Na Cidade do México, estudantes marcharam com uma bandeira palestina gigante e pediram um cessar-fogo em Gaza. Os participantes acenderam sinalizadores vermelhos, verdes, brancos e pretos, cores da bandeira palestina, e afixaram cartazes e obras de arte em apoio aos palestinos no antigo prédio da embaixada dos Estados Unidos, segundo a Reuters.
À agência, um manifestante que não teve o nome divulgado afirmou que os estudantes consideram necessário se mobilizar diante dos bombardeios contra a população palestina. Outro participante defendeu a organização de uma luta internacional em solidariedade aos povos que enfrentam injustiças.
Manifestantes marcham em apoio aos palestinos na Cidade do México, no terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro de 2023 | Foto: Reuters - 07.10.2026
Inglaterra
Em Londres, manifestantes pró-Palestina marcharam de Lincoln's Inn Fields até Russell Square, onde também se reuniram apoiadores de Israel. Segundo a agência PA Media, a Polícia Metropolitana informou que 11 pessoas foram presas no conjunto dos atos realizados na capital britânica.
Cinco pessoas foram detidas por suspeita de incitação ao ódio racial em um protesto diante da sede do Conselho de Deputados dos Judeus Britânicos, em Camden. De acordo com a polícia, os manifestantes entoaram slogans que pediam uma intifada, termo associado aos levantes palestinos contra a ocupação israelense.
As outras seis prisões ocorreram durante uma marcha estudantil pró-Palestina e uma manifestação de apoiadores de Israel, no bairro de Holborn. Na mobilização estudantil, quatro pessoas foram detidas por infrações à legislação de ordem pública e uma por suspeita de agressão. No ato de apoiadores de Israel, uma pessoa foi presa por infração à legislação de ordem pública.
Austrália
Na Austrália, grupos pró-Palestina promoveram vigílias em Sydney e Wollongong. Diante da prefeitura de Sydney, participantes levaram bandeiras palestinas e cartazes com pedidos de uma Palestina livre, leram poemas e orações e depositaram flores em homenagem às vítimas da ofensiva israelense, segundo a emissora ABC News.
O evento em Sydney foi organizado pelo grupo Jews Against the Occupation 48. Em Wollongong, a palestina Safaa Rayan afirmou durante uma vigília que perdeu 48 familiares na guerra nos últimos três anos. Entre as vítimas estava um menino de 11 anos, filho de um de seus primos, cuja morte ela descreveu como a perda mais difícil.
Em Melbourne, manifestantes se reuniram diante da Biblioteca Estadual de Victoria em solidariedade à população de Gaza e para pedir um cessar-fogo. Entre os participantes estava a ativista Tasnim Sammak, da Free Palestine Coalition Naarm, que afirmou à ABC News ter perdido mais de uma dezena de familiares em Gaza e criticou as condições de vida dos sobreviventes.
Portugal
Em Lisboa, centenas de pessoas se manifestaram contra a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, à capital portuguesa, prevista para quinta-feira (8). Segundo a agenda oficial do governo português, Rubio será recebido pelo primeiro-ministro Luís Montenegro ao meio-dia, na residência oficial.
Atos pró-Palestina pelo mundo marcam três anos do 7/10Manifestações nos EUA, México, Reino Unido, Austrália e Portugal reuniram pedidos de cessar-fogo e homenagens às vítimas da ofensiva israelenseMundo2026-10-08T01:15:38.288ZManifestantes de vários países realizaram atos em solidariedade aos palestinos nesta quarta-feira (7), data que marca e do início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza. As mobilizações incluíram marchas, vigílias pelas vítimas palestinas e pedidos de cessar-fogo em países como Estados Unidos, México, Reino Unido, Austrália e Portugal. Os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 mataram cerca de 1.200 pessoas em Israel, e outras 251 foram feitas reféns. A ofensiva israelense que se seguiu deixou mais de 74 mil mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território. Embora um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos tenha interrompido os principais combates em 2025, os ataques continuaram, de acordo com a Reuters. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique Estados Unidos Nos Estados Unidos, mais de 100 manifestantes se reuniram em frente à Prefeitura de Nova York para protestar contra as ações de Israel em Gaza, segundo a Reuters. Os participantes usavam keffiyehs, lenços tradicionais árabes que se tornaram símbolo da identidade e da resistência palestinas, carregavam bandeiras e cartazes e entoavam palavras de ordem pela liberdade da Palestina. Os manifestantes também exigiram que instituições divulgassem seus investimentos e retirassem recursos de Israel. Entre os cartazes, havia um com a imagem do prefeito Zohran Mamdani, identificado como "chefe executivo" do Departamento de Polícia de Nova York, e outro com uma foto do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sob a palavra "procurado". Em uma publicação no X no mesmo dia, Mamdani lamentou as mortes e os sequestros nos ataques do Hamas e condenou a campanha militar israelense em Gaza, que descreveu como um "genocídio em curso". O prefeito também criticou o financiamento norte-americano às ações de Israel e defendeu liberdade, segurança e dignidade para todos. México Na Cidade do México, estudantes marcharam com uma bandeira palestina gigante e pediram um cessar-fogo em Gaza. Os participantes acenderam sinalizadores vermelhos, verdes, brancos e pretos, cores da bandeira palestina, e afixaram cartazes e obras de arte em apoio aos palestinos no antigo prédio da embaixada dos Estados Unidos, segundo a Reuters. À agência, um manifestante que não teve o nome divulgado afirmou que os estudantes consideram necessário se mobilizar diante dos bombardeios contra a população palestina. Outro participante defendeu a organização de uma luta internacional em solidariedade aos povos que enfrentam injustiças. Inglaterra Em Londres, manifestantes pró-Palestina marcharam de Lincoln's Inn Fields até Russell Square, onde também se reuniram apoiadores de Israel. Segundo a agência PA Media, a Polícia Metropolitana informou que 11 pessoas foram presas no conjunto dos atos realizados na capital britânica. Cinco pessoas foram detidas por suspeita de incitação ao ódio racial em um protesto diante da sede do Conselho de Deputados dos Judeus Britânicos, em Camden. De acordo com a polícia, os manifestantes entoaram slogans que pediam uma intifada, termo associado aos levantes palestinos contra a ocupação israelense. As outras seis prisões ocorreram durante uma marcha estudantil pró-Palestina e uma manifestação de apoiadores de Israel, no bairro de Holborn. Na mobilização estudantil, quatro pessoas foram detidas por infrações à legislação de ordem pública e uma por suspeita de agressão. No ato de apoiadores de Israel, uma pessoa foi presa por infração à legislação de ordem pública. Austrália Na Austrália, grupos pró-Palestina promoveram vigílias em Sydney e Wollongong. Diante da prefeitura de Sydney, participantes levaram bandeiras palestinas e cartazes com pedidos de uma Palestina livre, leram poemas e orações e depositaram flores em homenagem às vítimas da ofensiva israelense, segundo a emissora ABC News. O evento em Sydney foi organizado pelo grupo Jews Against the Occupation 48. Em Wollongong, a palestina Safaa Rayan afirmou durante uma vigília que perdeu 48 familiares na guerra nos últimos três anos. Entre as vítimas estava um menino de 11 anos, filho de um de seus primos, cuja morte ela descreveu como a perda mais difícil. Em Melbourne, manifestantes se reuniram diante da Biblioteca Estadual de Victoria em solidariedade à população de Gaza e para pedir um cessar-fogo. Entre os participantes estava a ativista Tasnim Sammak, da Free Palestine Coalition Naarm, que afirmou à ABC News ter perdido mais de uma dezena de familiares em Gaza e criticou as condições de vida dos sobreviventes. Portugal Em Lisboa, centenas de pessoas se manifestaram contra a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, à capital portuguesa, prevista para quinta-feira (8). Segundo a agenda oficial do governo português, Rubio será recebido pelo primeiro-ministro Luís Montenegro ao meio-dia, na residência oficial. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/atos-pro-palestina-pelo-mundo-marcam-tres-anos-do-7-10
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