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Israelenses homenageiam vítimas em aniversário de atentado

Ataques de 7 de outubro de 2023 deixaram 1.200 pessoas mortas e geraram uma guerra que tirou a vida de 74 mil palestinos na Faixa de Gaza

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André de Sena, com informações da Reuters
Pessoas visitam local do festival de música "Nova", no sul de Israel, onde pessoas foram mortas e sequestradas durante o ataque mortal liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023  | Ronen Zvulun/Reuters

Pessoas visitam local do festival de música "Nova", no sul de Israel, onde pessoas foram mortas e sequestradas durante o ataque mortal liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 | Ronen Zvulun/Reuters

Nesta quarta-feira (7) completam-se três anos dos ataques realizados pelo Hamas em 2023. Em Israel, o dia foi marcado por homenagens às vítimas do atentado que deixou 1.200 mortos, 251 reféns e gerou uma guerra que tirou a vida de 74 mil palestinos na Faixa de Gaza.

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Uma das homenagens ocorreu no kibutz de Re'im, no sul de Israel. No dia do ataque, ocorria um festival de música eletrônica no local. Frequentadores foram. Mais de 370 pessoas morreram e 44 foram levadas como reféns.

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A solenidade contou com a presença de familiares das vítimas e moradores da região. O ex-primeiro-ministro israelense Naftali Bennett e o político israelense Gadi Eisenkot também visitaram o local em momentos diferentes do dia.

No Kibutz de Kfar Aza, onde os militantes do Hamas mataram dezenas de israelenses antes de levar 19 reféns para Gaza, os moradores realizaram uma vigília em memória dos mortos. Eles permaneceram em silêncio em uma cerimônia solene, na qual um orador leu em voz alta a lista com os nomes das vítimas.

Zion Regev, líder comunitário do kibutz, disse que a maioria dos moradores continua deslocada e ainda não retornou, por conta do trauma deixado pelo ataque.

“É a primeira vez que estamos realizando todas essas atividades aqui no kibutz”, afirmou Regev sobre a vigília. “É um dia muito emocionante, é um dia muito difícil para nossa comunidade, três anos depois de 7 de outubro”, acrescentou.

A principal cerimônia organizada pelos familiares das vítimas vai ocorrer nesta noite no Parque Yarkon, em Tel Aviv. O evento vai contar com a participação de sobreviventes, depoimentos e shows musicais.

Os ataques de 7 de outubro de 2023 marcaram o dia mais sangrento da história de Israel. O terceiro aniversário da tragédia é o primeiro em que não há mais nenhum refém mantido na Faixa de Gaza pelo Hamas. Todos eles foram libertados ou morreram em cativeiro. Os últimos restos mortais foram recuperados pelas autoridades israelenses em janeiro. Eles eram do policial militar Ran Gvili, que tinha 24 anos no dia do atentado.

Eleição em Israel

Na véspera do aniversário dos ataques, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se manifestou durante uma reunião de gabinete dizendo que os israelenses “lembram com pesar e dor nossos heróis que morreram na Guerra da Redenção e nossos irmãos e irmãs que morreram no terrível massacre nas comunidades da fronteira com Gaza”.

Apesar de negar que tenha culpa pelas falhas de segurança que permitiram o atentado, ele tem sido alvo de críticas, inclusive vindas de familiares das vítimas. Nessa quarta, manifestantes críticos a Netanyahu se reuniram em frente ao parlamento israelense. Eles exibiam faixas e placas representando os túmulos das vítimas.

O protesto ocorre a 20 dias das eleições gerais israelenses, nas quais Netanyahu tenta se reeleger.

"Tenho seis filhos que serviram no exército e na marinha, e queremos que uma grande mudança aconteça nestas eleições. Acreditamos e temos esperança na bondade e na incrível resiliência do povo israelense para mudar este país para melhor", disse a manifestante Laura Nelson Levy. "A questão é lembrar o que aconteceu e tentar mudar daqui para frente, nas eleições que estão acontecendo, e escolher pessoas que nos liderem com sabedoria e que se lembrem do passado", acrescentou.

Uma levantamento feito pelo Instituto da Democracia de Israel mostrou que 68% dos israelenses judeus disseram que os eventos de 7 de outubro foram um elemento central em sua decisão sobre em qual partido votar.

Pesquisas eleitorais mostram que, se a votação fosse realizada hoje, nem Netanyahu nem seus principais concorrentes conseguiriam reunir assentos suficientes no Parlamento para formar uma coalizão.

Crise humanitária na Palestina

Os ataques de 7 de outubro levaram Israel a empreender uma guerra contra o Hamas. Desde o início do conflito, 74 mil palestinos foram mortos, segundo as autoridades de saúde da Faixa e Gaza.

Segundo um relatório produzido pela Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado, as forças israelenses cometeram genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra em Gaza.

Um cessar-fogo está em vigor desde outubro de 2025. Mesmo assim, Israel vem realizando ataques, inclusive na Cisjordânia. Nessa quarta-feira (7), o palestino Ali Hassan Yusor al-Bazzari, de 44 anos, foi morto por colonos israelenses. Ele foi atacado enquanto trabalhava colhendo azeitonas perto da vila de Burqa.

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