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ONU demonstra preocupação sobre crimes de guerra em Gaza

Alto Comissário para os Direitos Humanos diz que corpos de famílias, inclusive mulheres e crianças, foram retirados dos escombros

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André de Sena, com informações da Reuters
Vista de prédios destruídos na Faixa de Gaza | Amir Cohen/Reuters

Vista de prédios destruídos na Faixa de Gaza | Amir Cohen/Reuters

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, demonstrou nesta terça-feira (15) preocupação em relação a possíveis crimes de guerra que Israel teria cometido em sua investida militar contra a Faixa de Gaza.

Segundo Türk, grande parte dos corpos desenterrados de locais destruídos durante os ataques israelenses pareciam ser de famílias inteiras, sendo que muitas vítimas eram mulheres e crianças.

“É de partir o coração que os entes queridos daqueles que estão desaparecidos há tanto tempo só agora estejam vendo seus piores temores se confirmarem”, escreveu o Alto Comissário em um comunicado.
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De acordo com a ONU, a ofensiva israelense contra Gaza gerou cerca de 61 milhões de toneladas de escombros e detritos, que podem levar até sete anos para serem removidos.

A Defesa Civil Palestina afirma que, desde o início novembro de 2025, 630 corpos foram recuperados debaixo de prédios destruídos. As autoridades de Gaza também estimam que mais de 8.000 vítimas continuam soterradas nos escombros e que o número total de mortes passa de 73 mil.

No comunicado, Türk disse temer que os restos mortais recuperados até agora possam ser “apenas a ponta do iceberg”. Ele também acusou as forças israelenses de continuar a destruir áreas onde moram palestinos mesmo após esses territórios serem ocupados por seus soldados. Segundo o Alto Comissário, as escavadeiras estão operando “sem qualquer respeito pelos mortos sob os escombros”.

Posicionamento de Israel

O governo israelense tem rejeitado repetidamente as alegações de que ataca deliberadamente civis, afirmando visar militantes do Hamas e agir de acordo com o direito internacional.

A ofensiva das Forças de Defesa de Israel contra Gaza tiveram início em outubro de 2023, após o Hamas realizar atentados nas áreas fronteiriças entre os territórios palestino e israelense. Segundo Tel Aviv, os ataques mataram 1.200 pessoas e outras 251 vítimas foram levadas como reféns.

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