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Moraes manda transferir Bacellar e soltar desembargador

Ministro determinou que ex-presidente da Alerj seja levado para um presídio no Rio e substituiu a prisão preventiva de Macário Júdice por medidas cautelares

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Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj | Alerj

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj | Alerj

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência de Rodrigo Bacellar de uma unidade prisional federal para um presídio no Rio de Janeiro e mandou soltar o desembargador Macário Júdice. As duas decisões estão relacionadas às investigações que apontam o repasse de informações sigilosas por servidores públicos a integrantes de uma facção criminosa.

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Em relação a Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o ministro determinou que ele seja transferido da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para uma unidade prisional no estado do Rio de Janeiro. O presídio de destino e a data da transferência ainda não foram divulgados. Bacellar está preso desde março deste ano, após ser alvo da terceira fase da Operação Unha e Carne.

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Desembargador

Moraes também determinou a soltura de Macário Júdice. O desembargador estava preso preventivamente desde de dezembro de 2025. O ministro substituiu a prisão por medidas cautelares, entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte.

Ambos são investigados por repassar informações a uma facção criminosa no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto antecipava informações sobre operações policiais a Bacellar, que, por sua vez, repassava os dados ao ex-deputado TH Joias.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bacellar teria recebido informações sigilosas sobre a Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025, e repassado o conteúdo a TH Joias, nome que ligava o esquema ao Comando Vermelho.

A PGR sustenta que, na véspera da operação, em 2 de setembro de 2025, Bacellar se encontrou com Macário Ramos. De acordo com a acusação, o encontro teria servido para o repasse de informações privilegiadas sobre as medidas que seriam cumpridas no dia seguinte.

Ainda segundo a denúncia, Bacellar admitiu à Polícia Federal que conversou com TH Joias na véspera da operação. Para a PGR, as mensagens obtidas indicam que Bacellar tinha conhecimento da ação policial e orientava o investigado.

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