Política

STF torna Bacellar réu por obstruir operação da PF no Rio

Ex-presidente da Alerj, ex-deputado TH Joias e desembargador Macário Ramos são acusados de vazar informações a investigados ligados ao Comando Vermelho

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Ighor Nóbrega, José Matheus Santos
Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj | Alerj

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj | Alerj

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (19) tornar Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) réu por obstrução de operação da Polícia Federal contra o crime organizado.

A decisão foi tomada por unanimidade em julgamento virtual. Acompanharam o relator Alexandre de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A sessão vai até sexta (21) e os ministros podem ajustar seus votos.

Além de Bacellar, também viraram réus o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, então relator das investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

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Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, Bacellar teria recebido informações sigilosas sobre a Operação Zargun, deflagrada em 3 de setembro de 2025, e repassado o conteúdo a TH Joias, um dos principais alvos da ação e investigado por atuação junto ao Comando Vermelho.

A PGR sustenta que, na véspera da operação, em 2 de setembro de 2025, Bacellar se encontrou com Macário Ramos. De acordo com a acusação, o encontro teria servido para o repasse de informações privilegiadas sobre as medidas que seriam cumpridas no dia seguinte.

Ainda segundo a denúncia, Bacellar admitiu à PF que conversou com TH Joias na véspera da operação. Para a PGR, a mensagens obtidas indicam que Bacellar tinha conhecimento da ação policial e orientava o investigado.

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