Política

PF prende Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj

Ex-deputado havia sido preso em dezembro por suposto vazamento de operação policial a aliado ligado ao crime organizado

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Rodrigo Bacellar (União) | Reprodução/Redes sociais
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O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar foi preso nesta sexta-feira (27), em sua residência em Teresópolis, pela Polícia Federal, em cumprimento a mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro.

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Bacellar já havia sido detido em dezembro do ano passado durante a Operação Unha e Carne, realizada enquanto prestava depoimento à Polícia Federal. As investigações apontam que ele teria sido avisado previamente sobre a ação que tinha como alvo o ex-deputado Thiego Raimundo, conhecido como “TH Joias”, suspeito de ligação com o crime organizado.

De acordo com documentos da Justiça, Bacellar teria alertado o ex-parlamentar sobre a operação e indicado possíveis itens que poderiam servir como prova. Conversas anexadas ao inquérito mostram TH informando que trocaria de número de telefone, ao que Bacellar responde com uma figurinha, indicando conhecimento da mudança.

No dia da deflagração da Operação Zargun, TH enviou a Bacellar imagens do sistema de segurança de sua residência e compartilhou o contato de sua advogada.

A ação desta sexta-feira se insere no contexto de decisão do STF no julgamento da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que determinou, entre outras medidas, a ampliação de investigações sobre organizações criminosas no Rio de Janeiro e suas conexões com agentes públicos.

Na decisão do STF à qual o SBT News teve acesso, consta que Rodrigo da Silva Bacellar teve o mandato de deputado estadual cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com declaração de inelegibilidade.

Diante disso, e considerando o preenchimento dos requisitos previstos no artigo 282 do Código de Processo Penal — necessidade e adequação —, a Corte determinou o restabelecimento da prisão preventiva.

Em nota, a defesa de Bacellar afirmou desconhecer os motivos da nova prisão, mas a classificou como indevida e desnecessária, alegando que o cliente vinha cumprindo integralmente todas as medidas cautelares impostas. Informou ainda que irá contestar a decisão e recorrer para que ela seja revista e revogada o quanto antes.

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