Motta cita temor da bancada evangélica com PL da misoginia
Presidente da Câmara afirma que bancada teme criminalização de manifestações religiosas e quer negociar
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Jessica Cardoso, Márcia Lorenzatto
O presidente da Câmara, Hugo Motta | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (11) que a bancada evangélica tem preocupações sobre a forma como será caracterizado e comprovado o crime de misoginia previsto no projeto de lei em tramitação.
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“A bancada evangélica quer negociar. A deputada Tabata Amaral, que é a relatora do projeto, tem conversado não só com o governo, como com as bancadas e também com a própria frente parlamentar evangélica na busca de um acordo [para], por exemplo, quando um pastor ou um padre ler um trecho da Bíblia [não] ser imputado no crime de misoginia. Temos só que ter esse equilíbrio para resolvermos a situação”, disse a jornalistas.
Motta disse ainda que não é possível garantir a votação da proposta nesta semana, embora o texto seja uma prioridade para a Casa.
Segundo o parlamentar, a definição sobre a votação será discutida no colégio de líderes. Ele também destacou a atuação do governo Lula (PT) para tentar construir um acordo.
“O governo tem se mobilizado a favor da votação desse projeto de lei. E nós temos conversado com os partidos e com as bancadas para entender a possível construção de um texto de acordo para que a Câmara dos Deputados possa dar, mais uma vez, a demonstração de que iremos combater todo e qualquer tipo de violência contra as mulheres brasileiras.”, afirmou.
A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), foi aprovada pelo Senado em 24 de abril. O texto busca equiparar a misoginia ao crime de racismo e prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa, para condutas discriminatórias baseadas na ideia de superioridade masculina.
Na Câmara, a proposta foi analisada por um grupo de trabalho coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que alterou a definição de misoginia aprovada pelo Senado.
O novo texto considera crime “a prática, a indução ou a incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher, em razão da condição de mulher”. No Senado, a definição era “conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”.
O parecer foi aprovado simbolicamente pelo grupo de trabalho, mas recebeu críticas de parlamentares da oposição, como as deputadas Julia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF). Elas argumentaram que a redação poderia abrir margem para a criminalização de doutrinas religiosas, além de afetar a liberdade de expressão.
Em 1º de julho, os deputados aprovaram o regime de urgência para o projeto, permitindo que o mérito da proposta seja votado diretamente pelo plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões. Caso a Câmara aprove alterações, o texto deverá retornar ao Senado para nova análise antes de seguir para sanção do presidente Lula (PT).
Motta cita temor da bancada evangélica com PL da misoginiaPresidente da Câmara afirma que bancada teme criminalização de manifestações religiosas e quer negociarPolítica2026-08-11T23:29:29.044ZO presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (11) que a bancada evangélica tem preocupações sobre a forma como será caracterizado e comprovado o crime de misoginia previsto no projeto de lei em tramitação. “A bancada evangélica quer negociar. A deputada Tabata Amaral, que é a relatora do projeto, tem conversado não só com o governo, como com as bancadas e também com a própria frente parlamentar evangélica na busca de um acordo [para], por exemplo, quando um pastor ou um padre ler um trecho da Bíblia [não] ser imputado no crime de misoginia. Temos só que ter esse equilíbrio para resolvermos a situação”, disse a jornalistas. Motta disse ainda que não é possível garantir a votação da proposta nesta semana, embora o texto seja uma prioridade para a Casa. Segundo o parlamentar, a definição sobre a votação será discutida no colégio de líderes. Ele também destacou a atuação do governo Lula (PT) para tentar construir um acordo. “O governo tem se mobilizado a favor da votação desse projeto de lei. E nós temos conversado com os partidos e com as bancadas para entender a possível construção de um texto de acordo para que a Câmara dos Deputados possa dar, mais uma vez, a demonstração de que iremos combater todo e qualquer tipo de violência contra as mulheres brasileiras.”, afirmou. A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), foi O texto busca equiparar a misoginia ao crime de racismo e prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa, para condutas discriminatórias baseadas na ideia de superioridade masculina. Na Câmara, a proposta foi analisada por um grupo de trabalho coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que alterou a definição de misoginia aprovada pelo Senado. O novo texto considera crime “a prática, a indução ou a incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher, em razão da condição de mulher”. No Senado, a definição era “conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”. O , mas recebeu críticas de parlamentares da oposição, como as deputadas Julia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF). Elas argumentaram que a redação poderia abrir margem para a criminalização de doutrinas religiosas, além de afetar a liberdade de expressão. Em 1º de julho, os, permitindo que o mérito da proposta seja votado diretamente pelo plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões. Caso a Câmara aprove alterações, o texto deverá retornar ao Senado para nova análise antes de seguir para sanção do presidente Lula (PT).São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/motta-cita-temor-da-bancada-evangelica-com-pl-da-misoginia
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