Medida permite votação direta no plenário; proposta equipara ódio às mulheres ao crime de racismo e prevê punição inafiançável
Soane Guerreiro, Jessica Cardoso
01/07/2026, 21:13 • Atualizado em 01/07/2026, 21:14
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A deputada Tabata Amaral, relatora do PL da Misoginia na Câmara | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o regime de urgência para o projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo. Foram 293 votos favoráveis, 158 contrários e três abstenções.
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Conhecida como PL da Misoginia, a proposta torna a prática inafiançável e imprescritível. Também estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
O texto foi aprovado por unanimidade pelo Senado em março deste ano. A proposta define misoginia como a conduta que exterioriza ódio, aversão ou discriminação contra mulheres em razão de sua condição de mulher.
Apesar do avanço, ainda não há consenso em torno da redação final. O principal ponto de divergência é a inclusão de uma garantia explícita à liberdade religiosa. Integrantes da bancada do PL defendem que o texto deixe claro que a criminalização da misoginia não alcança manifestações de fé protegidas pela Constituição.
Durante a sessão nesta quarta (1º), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reconheceu as divergências em torno do texto, mas afirmou que a aprovação da urgência “irá fortalecer para que a Casa possa melhorar o texto aprovado no Senado e, com isso, avançar nessa pauta que é tão importante para o nosso país”.
Motta também anunciou que Tabata será a relatora do texto final na Casa Baixa.
“Nós continuaremos na construção, através da relatora, que será a deputada Tabata, da busca do consenso em torno dessa matéria”, disse.
Câmara aprova urgência do PL da MisoginiaMedida permite votação direta no plenário; proposta equipara ódio às mulheres ao crime de racismo e prevê punição inafiançávelPolítica2026-07-01T21:13:34.714ZA Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o regime de urgência para o projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo. Foram 293 votos favoráveis, 158 contrários e três abstenções. Conhecida como PL da Misoginia, a proposta torna a prática inafiançável e imprescritível. Também estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. O texto foi aprovado por unanimidade pelo Senado em março deste ano. A proposta define misoginia como a conduta que exterioriza ódio, aversão ou discriminação contra mulheres em razão de sua condição de mulher. Na Câmara, a matéria foi debatida por um grupo de trabalho. . Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser analisado diretamente pelo plenário da Casa, sem passar pelas comissões temáticas. A expectativa de parlamentares é concluir a votação antes do início do recesso legislativo, em 18 de julho. Apesar do avanço, ainda não há consenso em torno da redação final. O principal ponto de divergência é a inclusão de uma garantia explícita à liberdade religiosa. Integrantes da bancada do PL defendem que o texto deixe claro que a criminalização da misoginia não alcança manifestações de fé protegidas pela Constituição. Durante a sessão nesta quarta (1º), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reconheceu as divergências em torno do texto, mas afirmou que a aprovação da urgência “irá fortalecer para que a Casa possa melhorar o texto aprovado no Senado e, com isso, avançar nessa pauta que é tão importante para o nosso país”. Motta também anunciou que Tabata será a relatora do texto final na Casa Baixa. “Nós continuaremos na construção, através da relatora, que será a deputada Tabata, da busca do consenso em torno dessa matéria”, disse. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/camara-aprova-urgencia-do-pl-da-misoginia