Protesto em SP cobra neutralidade da Meta nas redes
Com o lema 'Meta, não se meta', grupo critica algoritmos e tenta entregar carta; TSE deu 24 horas para empresa explicar posts eleitorais
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Antonio Souza, com informações da Agência Brasil
Movimentos sociais realizam protesto em frente à sede da Meta , na avenida Faria Lima | Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Centenas de manifestantes realizaram um protesto no início da noite de segunda-feira (19), na região da Avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo. O ato ocorreu em frente ao prédio que abriga a sede da Meta, empresa dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, e próximo aos escritórios do Google.
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Com cartazes e o slogan "Meta, não se meta", movimentos sociais e entidades civis cobraram mais transparência na entrega de conteúdos e criticaram o que chamam de censura e favorecimento político dentro dos aplicativos. A mobilização também denunciou a falta de proteção a grupos minoritários e o aumento de discursos de ódio recomendados pelas ferramentas digitais.
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Durante o evento, os organizadores tentaram entregar um documento formal com reivindicações à direção da Meta. Sem autorização para protocolar o texto na portaria, o grupo informou que fará o envio de forma digital, por meio de uma mobilização coletiva na internet.
Os manifestantes pediram regras claras sobre como as redes sociais decidem o que aparece ou não na tela dos usuários. No meio digital, essa distribuição é feita por algoritmos, que são os sistemas automáticos responsáveis por definir quais publicações ganham mais destaque e alcance.
A programadora Veronica Gimenez, que participou da organização pela ONG TravaHacker, explicou que o pedido principal envolve medidas básicas de prestação de contas:
"A gente pede que seja mais transparente, a gente pede que tenha lugares para monitorar e pessoas possam acompanhar, e que haja relatórios sobre o que eles estão fazendo", destacou.
A programadora afirmou ainda que o poder concentrado dessas grandes companhias prejudica o debate público e a democracia. Presente no ato, o ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, relatou que teve o perfil retirado do ar e que a empresa não cumpre uma decisão judicial há 11 meses para reativar sua página:
"Fui banido, mesmo com ordem judicial favorável. Há 11 meses eles não cumprem a liminar, desrespeitam as decisões do nosso sistema legal. Essas plataformas estão influenciando nas eleições de nosso país, essas empresas têm lado e não é o lado do povo", disse o ativista.
A discussão sobre o papel das redes sociais ganhou força também na Justiça Eleitoral. Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu um pedido apresentado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. A queixa aponta que a Meta estaria prejudicando postagens do campo governista e dando mais visibilidade a adversários, além de gerar desequilíbrio na veiculação de anúncios pagos.
A campanha do candidato Flávio Bolsonaro também protocolou uma reclamação semelhante no tribunal sobre a distribuição de materiais na plataforma.
Em nota oficial divulgada sobre o assunto, a Meta declarou que as dificuldades enfrentadas pelos usuários para publicar materiais e acessar determinados grupos decorrem do grande volume de regras exigidas pela legislação eleitoral.
A empresa também afirmou que os atrasos e instabilidades fazem parte do processo técnico natural de checagem e liberação de conteúdos durante o período de campanha.
Protesto em SP cobra neutralidade da Meta nas redesCom o lema 'Meta, não se meta', grupo critica algoritmos e tenta entregar carta; TSE deu 24 horas para empresa explicar posts eleitoraisBrasil2026-10-20T04:45:43.455ZCentenas de manifestantes realizaram um protesto no início da noite de segunda-feira (19), na região da Avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo. O ato ocorreu em frente ao prédio que abriga a sede da Meta, empresa dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, e próximo aos escritórios do Google. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Com cartazes e o slogan "Meta, não se meta", movimentos sociais e entidades civis cobraram mais transparência na entrega de conteúdos e criticaram o que chamam de censura e favorecimento político dentro dos aplicativos. A mobilização também denunciou a falta de proteção a grupos minoritários e o aumento de discursos de ódio recomendados pelas ferramentas digitais. Durante o evento, os organizadores tentaram entregar um documento formal com reivindicações à direção da Meta. Sem autorização para protocolar o texto na portaria, o grupo informou que fará o envio de forma digital, por meio de uma mobilização coletiva na internet. + Manifesto e queixas sobre os algoritmos Os manifestantes pediram regras claras sobre como as redes sociais decidem o que aparece ou não na tela dos usuários. No meio digital, essa distribuição é feita por algoritmos, que são os sistemas automáticos responsáveis por definir quais publicações ganham mais destaque e alcance. A programadora Veronica Gimenez, que participou da organização pela ONG TravaHacker, explicou que o pedido principal envolve medidas básicas de prestação de contas: "A gente pede que seja mais transparente, a gente pede que tenha lugares para monitorar e pessoas possam acompanhar, e que haja relatórios sobre o que eles estão fazendo", destacou. A programadora afirmou ainda que o poder concentrado dessas grandes companhias prejudica o debate público e a democracia. Presente no ato, o ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, relatou que teve o perfil retirado do ar e que a empresa não cumpre uma decisão judicial há 11 meses para reativar sua página: "Fui banido, mesmo com ordem judicial favorável. Há 11 meses eles não cumprem a liminar, desrespeitam as decisões do nosso sistema legal. Essas plataformas estão influenciando nas eleições de nosso país, essas empresas têm lado e não é o lado do povo", disse o ativista. + Cobrança do TSE e prazo de 24 horas A discussão sobre o papel das redes sociais ganhou força também na Justiça Eleitoral. Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu um , candidato à reeleição. A queixa aponta que a Meta estaria prejudicando postagens do campo governista e dando mais visibilidade a adversários, além de gerar desequilíbrio na veiculação de anúncios pagos. A campanha do candidato Flávio Bolsonaro também protocolou uma reclamação semelhante no tribunal sobre a distribuição de materiais na plataforma. Diante das contestações, o apresente provas de que mantém a isonomia, que é o tratamento igualitário entre todos os candidatos, tanto na entrega de publicações comuns quanto na propaganda eleitoral paga. O que diz a Meta Em nota oficial divulgada sobre o assunto, a Meta declarou que as dificuldades enfrentadas pelos usuários para publicar materiais e acessar determinados grupos decorrem do grande volume de regras exigidas pela legislação eleitoral. A empresa também afirmou que os atrasos e instabilidades fazem parte do processo técnico natural de checagem e liberação de conteúdos durante o período de campanha. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/protesto-em-sp-cobra-neutralidade-da-meta-nas-redes
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