"Ele me bate": menino morto apelou para não ir à casa do pai
Pai e madrasta foram presos por suspeita de envolvimento na morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em Palmas (TO); investigação aponta sinais de agressão
C
Emanuelle Menezes, com informações da TV Norte Tocantins
"Porque ele me bate". Essa foi a resposta dada por Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, quando a mãe perguntou o motivo do filho não querer ir à casa do pai, em um vídeo gravado poucos dias antes da morte do menino, em Palmas (TO). O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza e a madrasta do menino, Kathellen Moreira, foram presos na noite desta quarta-feira (5), por suspeita de envolvimento no crime.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Gustavo foi encontrado morto na última segunda-feira (3), na casa onde estava com o pai e a madrasta. Inicialmente, Igor afirmou à polícia que o filho teria se afogado na piscina da residência. Segundo o relato, a criança chegou a expelir água após ser socorrida e permaneceu em casa, mas foi encontrada sem vida na manhã seguinte.
No entanto, os exames periciais colocaram essa versão sob suspeita. De acordo com a investigação, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a criança morreu em decorrência de laceração intestinal e hemorragia interna. O exame também identificou marcas de agressão no rosto e apontou indícios de violência sexual.
A Polícia Civil aguarda o resultado de exames complementares, como pesquisa de sêmen e testes toxicológicos, para esclarecer a dinâmica do crime e a participação dos investigados.
Segundo a advogada da mãe, Stella Bueno, o ex-casal vivia uma disputa judicial envolvendo guarda e pensão alimentícia. Ela afirmou que havia histórico de ameaças, violência psicológica e patrimonial contra a mulher, mas que, à época, não existiam elementos suficientes para impedir judicialmente a convivência entre pai e filho.
Em um áudio atribuído ao pai da criança, ele ameaça a mulher e afirma:
"Hoje você testou meus limites e minha capacidade. A sua sorte é que você estava com o menino no colo e tinha muita gente passando na rua. Mas da próxima... não vai ter próxima, entendeu? Se tiver uma próxima, você não escapa, porque na próxima eu te meto uma bala na cara".
O conteúdo passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação, que é conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas.
Até o momento, a defesa dos investigados informou apenas que Igor Gustavo se apresentou espontaneamente à polícia, prestou depoimento e entregou as chaves da residência para a realização da perícia. Não houve manifestação pública da defesa da madrasta após a prisão.
Como denunciar violência contra crianças e adolescentes
Qualquer suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes deve ser comunicada às autoridades. A denúncia pode ser feita por qualquer pessoa e não é necessário ter provas para acionar a rede de proteção.
Os principais canais são:
Disque 100 (Direitos Humanos): atendimento gratuito, sigiloso e disponível todos os dias.
Conselho Tutelar: responsável por receber denúncias e adotar medidas de proteção.
Polícia Militar (190): em situações de emergência ou quando houver risco imediato.
Polícia Civil: para registro de boletim de ocorrência e investigação.
Ministério Público: pode atuar no acompanhamento e fiscalização dos casos.
"Ele me bate": menino morto apelou para não ir à casa do paiPai e madrasta foram presos por suspeita de envolvimento na morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em Palmas (TO); investigação aponta sinais de agressãoBrasil2026-08-06T16:38:52.464Z"Porque ele me bate". Essa foi a resposta dada por Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, quando a mãe perguntou o motivo do filho não querer ir à casa do pai, em um vídeo gravado poucos dias antes da morte do menino, em Palmas (TO). O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza e a madrasta do menino, Kathellen Moreira, foram presos na noite desta quarta-feira (5), por suspeita de envolvimento no crime. Gustavo foi encontrado morto na última segunda-feira (3), na casa onde estava com o pai e a madrasta. Inicialmente, Igor afirmou à polícia que o filho teria se afogado na piscina da residência. Segundo o relato, a criança chegou a expelir água após ser socorrida e permaneceu em casa, mas foi encontrada sem vida na manhã seguinte. No entanto, os exames periciais colocaram essa versão sob suspeita. De acordo com a investigação, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a criança morreu em decorrência de laceração intestinal e hemorragia interna. O exame também identificou marcas de agressão no rosto e apontou indícios de violência sexual. A Polícia Civil aguarda o resultado de exames complementares, como pesquisa de sêmen e testes toxicológicos, para esclarecer a dinâmica do crime e a participação dos investigados. Segundo a advogada da mãe, Stella Bueno, o ex-casal vivia uma disputa judicial envolvendo guarda e pensão alimentícia. Ela afirmou que havia histórico de ameaças, violência psicológica e patrimonial contra a mulher, mas que, à época, não existiam elementos suficientes para impedir judicialmente a convivência entre pai e filho. Em um áudio atribuído ao pai da criança, ele ameaça a mulher e afirma: "Hoje você testou meus limites e minha capacidade. A sua sorte é que você estava com o menino no colo e tinha muita gente passando na rua. Mas da próxima... não vai ter próxima, entendeu? Se tiver uma próxima, você não escapa, porque na próxima eu te meto uma bala na cara". O conteúdo passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação, que é conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. Até o momento, a defesa dos investigados informou apenas que Igor Gustavo se apresentou espontaneamente à polícia, prestou depoimento e entregou as chaves da residência para a realização da perícia. Não houve manifestação pública da defesa da madrasta após a prisão. Como denunciar violência contra crianças e adolescentes Qualquer suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes deve ser comunicada às autoridades. A denúncia pode ser feita por qualquer pessoa e não é necessário ter provas para acionar a rede de proteção. Os principais canais são: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ele-me-bate-menino-morto-apelou-para-nao-ir-a-casa-do-pai
Menores que entraram em Ceuta podem ficar na Espanha
Governo espanhol analisa situação de aproximadamente 1.100 crianças e adolescentes que chegaram ao enclave; número de mortes na travessia já chega a 100