Crime da 113 Sul: STJ julga pedido de prisão de Adriana Villela, condenada pelo assassinato dos pais
Justiça também analisa recurso especial da arquiteta; ex-ministro do TSE, advogada e funcionária do casal foram mortos no crime
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Felipe Moraes
Caso Adriana Villela: arquiteta foi condenada a 61 anos e três meses de prisão pelo assassinato dos pais | Reprodução/YouTube
A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) inicia nesta terça-feira (11), a partir das 14h, julgamento de recurso especial e pedido de prisão de Adriana Villela, condenada a 61 anos e três meses de prisão pelo assassinato dos pais, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, e da funcionária do casal, Francisca Nascimento da Silva.
Ocorrido em agosto de 2009, o caso ficou conhecido como Crime da 113 Sul, quadra residencial em área nobre de Brasília. Apesar da condenação, em 2019, a arquiteta pôde recorrer em liberdade.
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O pedido de prisão imediata de Adriana Villela foi apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo assistente da acusação. O caso tem o ministro Rogerio Schietti Cruz como relator.
Apontada como mandante dos assassinatos, a arquiteta foi a júri popular e recebeu condenação de 67 anos e seis meses de reclusão em primeira instância. Depois, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) ajustou a pena para 61 anos e três meses, em regime inicial fechado.
No recurso, a defesa de Adriana argumenta que só conseguiu acesso a mídias com depoimentos de corréus quando o júri já tinha sido iniciado. Isso teria configurado cerceamento da defesa e trazido prejuízos processuais à arquiteta.
Advogados ainda apontam que a decisão do júri foi contrária às provas dos autos. O TJDFT teria cometido erro ao usar uma carta da mãe da ré como prova de responsabilidade da arquiteta no crime. Para a defesa, o documento revelou apenas uma discordância entre mãe e filha.
A defesa também apresentou ao STJ pedido de tutela provisória com efeito suspensivo ao recurso, para evitar execusão provisória da pena. Já MPDFT, MPF e assistente de acusação pedem prisão imediata de Adriana.
Contrariando alegações da defesa, o MPDFT ainda afirmou não haver nada nos autos que possam levar à anulação do julgamento do júri ou da decisão do TJDFT.
Crime da 113 Sul: STJ julga pedido de prisão de Adriana Villela, condenada pelo assassinato dos paisJustiça também analisa recurso especial da arquiteta; ex-ministro do TSE, advogada e funcionária do casal foram mortos no crimeBrasil2025-03-11T11:43:49.336ZA Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) inicia nesta terça-feira (11), a partir das 14h, julgamento de recurso especial e pedido de prisão de Adriana Villela, condenada a 61 anos e três meses de prisão pelo assassinato dos pais, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, e da funcionária do casal, Francisca Nascimento da Silva. Ocorrido em agosto de 2009, o caso ficou conhecido como Crime da 113 Sul, quadra residencial em área nobre de Brasília. Apesar da condenação, em 2019, a arquiteta pôde recorrer em liberdade. Entenda pedido de prisão e recurso especial O pedido de prisão imediata de Adriana Villela foi apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo assistente da acusação. O caso tem o ministro Rogerio Schietti Cruz como relator. Apontada como mandante dos assassinatos, a arquiteta foi a júri popular e recebeu condenação de 67 anos e seis meses de reclusão em primeira instância. Depois, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) ajustou a pena para 61 anos e três meses, em regime inicial fechado. No recurso, a defesa de Adriana argumenta que só conseguiu acesso a mídias com depoimentos de corréus quando o júri já tinha sido iniciado. Isso teria configurado cerceamento da defesa e trazido prejuízos processuais à arquiteta. Advogados ainda apontam que a decisão do júri foi contrária às provas dos autos. O TJDFT teria cometido erro ao usar uma carta da mãe da ré como prova de responsabilidade da arquiteta no crime. Para a defesa, o documento revelou apenas uma discordância entre mãe e filha. A defesa também apresentou ao STJ pedido de tutela provisória com efeito suspensivo ao recurso, para evitar execusão provisória da pena. Já MPDFT, MPF e assistente de acusação pedem prisão imediata de Adriana. Contrariando alegações da defesa, o MPDFT ainda afirmou não haver nada nos autos que possam levar à anulação do julgamento do júri ou da decisão do TJDFT. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/crime-da-113-sul-stj-julga-pedido-de-prisao-de-adriana-villela-condenada-pelo-assassinato-dos-pais
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