Brasil

Corpo de Juliana Marins será enterrado em Niterói nesta sexta-feira (4)

Publicitária morreu ao cair de um penhasco enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia

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Camila Stucaluc
04/07/2025, 08:02 • Atualizado em 04/07/2025, 14:22
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Juliana Marins | Reprodução/redes sociais

Juliana Marins | Reprodução/redes sociais

O corpo da publicitária Juliana Marins, que morreu ao cair de um penhasco enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, será velado nesta sexta-feira (4), em Niterói (RJ) – cidade natal da jovem. A cerimônia aberta ao público acontecerá no Cemitério e Crematório Parque da Colina, das 10h às 12h.

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A partir das 12h30, o acesso ao velório será restrito a parentes e amigos próximos de Juliana, que devem deixar o cemitério depois das 15h. Na tarde de quinta-feira (3), a Defensoria Pública do Rio de Janeiro conseguiu a autorização para a cremação, conforme solicitado pela família da jovem. Porém, a família decidiu que Juliana será enterrada.

O corpo de Juliana retornou ao Brasil no início desta semana. Na quarta-feira (2), passou por uma nova autópsia no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto. O pedido foi feito pela Defensoria Pública da União, que questionou a certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil em Jacarta. No documento, foi apontado que a jovem morreu por causa de múltiplas fraturas e lesões internas.

O laudo preliminar da nova autópsia deve ser entregue em até sete dias. Segundo a defensora Taísa Bittencourt Leal Queiroz, espera-se que o novo procedimento apresente “esclarecimento sobre a causa e o momento exato da morte” de Juliana – o que não foi apontado no laudo emitido pela polícia da Indonésia.

Relembre o caso

Natural de Niterói (RJ), Juliana fazia sozinha um mochilão pela Ásia desde fevereiro. A jovem passou por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã antes de chegar a Indonésia. No país, decidiu realizar uma trilha de três dias e duas noites no vulcão Rinjani, acompanhada de um guia e cinco turistas.

No segundo dia de percurso, ao parar para descansar, Juliana caiu do penhasco que circunda a trilha junto à cratera do vulcão. O guia, que teria dito para ela parar no caminho e depois reencontrar o grupo, suspeitou da demora e viu que a jovem havia caído no precipício. Juliana foi localizada horas depois, por um outro grupo de turistas que passava pela trilha, com o auxílio de um drone.

Devido às condições climáticas, equipes de resgate conseguiram chegar até o local onde a jovem estava somente quatro dias depois do acidente, constatando o óbito. O corpo de Juliana foi içado e resgatado na manhã do dia seguinte, sendo encaminhado para a autópsia. Depois, seguiu para o traslado.

A família de Juliana acusou a equipe de resgate de negligência devido à demora nas operações. Em nota, os parentes afirmaram que se os socorristas tivessem chegado até a jovem dentro do prazo estimado de 7 horas, ela estaria viva. “Juliana merecia muito mais. Agora vamos lutar por Justiça.”

Nesta semana, o governador da província de West Nusa Tenggara, onde fica o Monte Rinjani, reconheceu a falta de estrutura e profissionais para casos como o da brasileira, que exigem resgate de grande complexidade. Em carta aberta, Lalu Muhamad Iqba lamentou a morte de Juliana e garantiu que tomará medidas concretas para melhorar a preparação local para emergências ou desastres futuros.

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