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Mulher é presa por suspeita de aplicar golpes em idosos no Rio de Janeiro

Segundo informações, ela se passava por funcionária da Receita Federal para coletar dados de vítimas

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Aucilene Brito
04/07/2025, 13:22 • Atualizado em 04/07/2025, 13:23
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Mulher é presa por aplicar golpes em idosos no Rio de Janeiro | Reprodução

Mulher é presa por aplicar golpes em idosos no Rio de Janeiro | Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (4), Thaiza Carine da Costa Oliveira, mulher suspeita de fazer parte de uma quadrilha especializada em aplicar golpes em idosos.

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De acordo com as investigações, a mulher se passava por funcionária da Receita Federal nas zonas norte e sul para obter informações pessoais das vítimas. A apuração mostrou também que o grupo movimentou, em cerca de cinco meses, mais de R$ 7 milhões.

Segundo os investigadores, Thaiza se passava por funcionária da Receita e, com o apoio de pelo menos mais dois criminosos, montou um esquema para furtar os idosos e pensionistas.

Ela foi detida nas proximidades do Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte. O esquema fez cerca de 60 vítimas. Em depoimento à polícia, a suspeita contou que os valores eram divididos entre os integrantes da quadrilha.

De acordo com a polícia, outros integrantes da associação criminosa ainda estão sendo identificados, e as investigações continuam para localizar eventuais cúmplices e recuperar parte dos valores desviados.

Thaiza já possui sete passagens criminais pelos crimes de associação criminosa, roubo e estelionato.

Entenda golpe

Um criminoso ligava para as vítimas se passando por funcionário da Receita e alegava que havia um erro na declaração do Imposto de Renda (IRPF) de 2024 delas.

Durante a conversa, o golpista induzia o idoso a revelar a existência de joias, dinheiro em espécie e outros bens em sua residência. Logo depois, o bandido informava que uma funcionária da Receita entraria em contato para resolver a situação presencialmente. Era então que Thaiza entrava em ação.

Com o consentimento da vítima, ela ia até a casa da pessoa, se identificava falsamente como funcionária e, em tom técnico e convincente, exigia a apresentação de bens supostamente não declarados.

Imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia mostram a mulher indo até a residência das vítimas.

Thaiza também pedia transferências bancárias via Pix, afirmando que os valores seriam usados para regularizar a pendência. Após investigações, a polícia conseguiu chegar até a criminosa.

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