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Agência responsável por trilha de Juliana Marins estava banida do parque

Operadora Bas Rinjani aparece em uma lista de empresas proibidas de atuar no Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia

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SBT News
28/06/2025, 14:25 • Atualizado em 29/06/2025, 00:21
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A empresa responsável pela trilha onde a publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, sofreu uma queda fatal no Monte Rinjani, na Indonésia, estava oficialmente proibida de atuar no local. A informação foi divulgada pelo UOL e confirmada pelo SBT News.

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A operadora Bas Rinjani aparece em uma chamada "lista negra" de agências banidas do Parque Nacional do Monte Rinjani, de acordo com o aplicativo oficial do parque eRinjani Non Pendakian.

Agência que fez trilha de Juliana estava em "lista negra" do parque | Reprodução/ERinjani
Agência que fez trilha de Juliana estava em "lista negra" do parque | Reprodução/ERinjani

Mesmo incluída na lista, a empresa continuava oferecendo pacotes de escalada. A proibição, segundo informações obtidas pelo UOL depois de entrevistar guias locais, pode ocorrer por motivos como falhas de segurança, ilegalidades ou conduta ética inadequada. Ainda assim, não está claro como a operadora segue funcionando normalmente.

Segundo o UOL, Juliana comprou o bilhete para a trilha por meio da Ryant Tour, uma empresa intermediária que confirmou ser parceira da Bas Rinjani e afirmou que realiza apenas a venda dos pacotes, enquanto a execução da atividade, incluindo logística, fornecimento de guias e materiais, é responsabilidade das operadoras locais.

O portal tentou simular uma reserva diretamente com a Bas. Ao ser questionada sobre estar na lista de empresas proibidas, a agência reconheceu a inclusão, mas preferiu encerrar a conversa em seguida.

Procurados, o Parque Nacional do Monte Rinjani, a Bas Rinjani e o Ministério do Turismo da Indonésia ainda não responderam sobre os motivos que levaram ao banimento da empresa e por que ainda conseguia operar.

Causa da morte de Juliana

A autópsia apontou que Juliana sofreu múltiplos traumas pelo corpo, sendo o mais grave nas costas, causados pelo impacto contra uma superfície plana e dura, o que causou danos a órgãos internos e hemorragia. Segundo o legista responsável, a morte teria ocorrido em até 20 minutos após uma das quedas sofridas, mas o dia de sua morte não foi confirmado. Hipóteses como fome, inanição ou hipotermia foram descartadas.

Sua irmão criticou a forma como a família soube da causa da morte da jovem. De acordo com ela, o resultado da autópsia foi divulgado à imprensa antes mesmo de ser comunicado oficialmente aos parentes no hospital.

“Chamaram minha família ao hospital para entregar o laudo, mas, antes mesmo de termos acesso ao documento, o médico legista resolveu fazer uma coletiva para anunciar o conteúdo publicamente. É um absurdo atrás do outro, e não para”, disse Mariana, visivelmente abalada.

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